<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-6837384105703305595</id><updated>2012-02-03T14:09:26.870-02:00</updated><category term='sexo'/><category term='cota'/><category term='UsP'/><category term='ensino'/><category term='As Universidades de Corporações'/><category term='Papa'/><category term='Platão'/><category term='Dawkins'/><category term='Ateísmo'/><category term='racionalidade'/><category term='Adágio popular e filosofia'/><category term='modernidade'/><category term='Criando Deus'/><category term='Presidência da ANPOF'/><category term='educação sexual'/><category term='Comte'/><category term='O erótico o pornográfico e a arte'/><category term='Vlastos'/><category term='escola pública'/><category term='educação'/><category term='amor'/><category term='libido'/><category term='criacionismo'/><category term='vestibular'/><category term='Platão Dantas e nossos juízes'/><category term='menina'/><category term='universidade'/><category term='filosofia social'/><category term='Montaigne'/><category term='ANPOF'/><category term='Pitágoras'/><category term='Religião'/><category term='Potter'/><category term='sociologia'/><category term='O professor capitão do mato'/><category term='Edgar da Rocha'/><category term='Gérson'/><category term='Azeredo Freud e a Internet'/><category term='Sócrates no divã de Freud'/><category term='filosofia'/><category term='Chauí'/><category term='O corpo na China Olímpica'/><category term='Violência na escola'/><category term='trabalho'/><category term='liberdade'/><category term='Escola não é padaria?'/><category term='desencantamento'/><category term='Weber'/><title type='text'>Coruja da Filosofia</title><subtitle type='html'>o Filósofo da Cidade de São Paulo</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://corujadafilosofia.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6837384105703305595/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://corujadafilosofia.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Paulo Ghiraldelli Jr.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10010584274633570571</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://4.bp.blogspot.com/-CZWHGfs1l6o/TywGpnqDI5I/AAAAAAAAG2o/ewG9BCr-tps/s220/FUNDO%2BCINZA.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>42</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6837384105703305595.post-6860253865823245516</id><published>2009-06-13T05:02:00.002-03:00</published><updated>2009-06-13T05:04:59.842-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='libido'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Chauí'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Platão'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Vlastos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='amor'/><title type='text'>O amor e o início da filosofia - mais um ou dois erros de Marilena Chauí</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_ElVH5nwaexE/SjNdZsismbI/AAAAAAAADlw/ykeanO5QXOY/s1600-h/T%C3%BAmulo+de+Etrusco,+na+It%C3%A1lia+cont%C3%A9m+na+sua+parede+algo+como+o+banquete+t%C3%ADpico..jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 200px; height: 81px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_ElVH5nwaexE/SjNdZsismbI/AAAAAAAADlw/ykeanO5QXOY/s200/T%C3%BAmulo+de+Etrusco,+na+It%C3%A1lia+cont%C3%A9m+na+sua+parede+algo+como+o+banquete+t%C3%ADpico..jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5346719878653712818" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nietzsche diz que Platão percebeu e confessou, por meio de uma “ingenuidade possível apenas para a um grego, não a um cristão”, que “não haveria absolutamente filosofia platônica se não houvesse tão belos jovens em Atenas”. Na presença desses jovens, mirando-os, o filósofo enlouquece. É a imagem desses jovens que “lança a alma do filósofo numa vertigem erótica” não lhe permitindo repouso “até que tenha plantado a semente das coisas elevadas num solo tão belo”.&lt;a href="http://ghiraldelli.wordpress.com/#_ftn1"&gt;[1]&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Não deveríamos nunca tergiversar a respeito desse verdadeiro início da filosofia platônica, e que, em certo sentido, é o início da filosofia &lt;em&gt;tout court&lt;/em&gt;. Mas, para não tergiversar, antes de tudo, não podemos errar.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Após ter levantado o erro da professora Marilena Chauí a respeito do &lt;em&gt;elenkhós&lt;/em&gt;,&lt;a href="http://ghiraldelli.wordpress.com/#_ftn2"&gt;[2]&lt;/a&gt; volto a mais dois problemas de seus textos, exatamente quanto ao ponto do início da filosofia, com Sócrates e Platão.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Em seu livro &lt;em&gt;Introdução à história da filosofia&lt;/em&gt;, a professora Marilena Chauí inicia o tópico “a filosofia de Sócrates” dizendo que o ‘conhece-te a ti mesmo’ e o ‘sei que nada sei’ são “as duas expressões que ninguém no pensamento ocidental jamais duvidou que fossem de Sócrates”. Ela ainda acrescenta que, com tais perguntas “o homem, a ética e o conhecimento surgem como as questões centrais da filosofia”.&lt;a href="http://ghiraldelli.wordpress.com/#_ftn3"&gt;[3]&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Apesar da expressão de Chauí parecer peremptória, nós todos sabemos que, a rigor, o que ela diz de Sócrates, neste particular, não poderia ser dito. Primeiro, sabemos que o “conhece-te a ti mesmo” era tido como uma inscrição no Templo de Apolo, no santuário de Delfos. Não era uma expressão de Sócrates, e vinha junto com outras que, enfim, compunham aquilo que os velhos legisladores do povo helênico haviam deixado ali, como ordem do deus. Sócrates endossou a frase. E o modo que o endossou é complexo.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Também não é verdade que Sócrates tenha dito, do modo que a professora Marilena afirma que o fez, a frase “sei que nada sei”. Sócrates nunca se declarou um ignorante, nesse sentido geral. Muito menos fez do “sei que nada sei” um ponto de partida. Ao contrário, o “sei que nada sei” foi, de certo modo, um ponto de chegada. E não foi dito dessa maneira. Em &lt;em&gt;A defesa de Sócrates&lt;/em&gt;, o que Platão faz a Mosca de Atenas contar é outra coisa. Após investigar um seu interlocutor sobre um assunto determinado, como de praxe, Sócrates conclui (vejam: conclui!) que ele e seu interlocutor são ignorantes sobre o que tentaram investigar, mas ao menos, sobre o que está em questão, ele sabe que não sabe, enquanto que seu interlocutor imagina que sabe.&lt;a href="http://ghiraldelli.wordpress.com/#_ftn4"&gt;[4]&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Poderíamos rearranjar as coisas para a professora Marilena Chauí? Em parte, sim. Diríamos que, quanto ao “conhece-te a ti mesmo”, o que ela quis dizer foi que ninguém duvidaria que Sócrates assumiu a expressão como lema, embora não fosse uma frase dele. Todavia, quanto ao “sei nada sei”, fica mais difícil salvar a professora. Pois, primeiro, a expressão não é descontextualizada, como ela expôs, e não diz respeito ao início da investigação e, sim, aparece como uma conclusão. Além disso, o mais importante é que em todas as conversações socráticas, a Mosca de Atenas jamais diz que nada sabe. Ele diz saber várias coisas. Sabe tanto que, quando inicia o &lt;em&gt;elenkhos&lt;/em&gt;, ele assume o que acredita e pede ao outro que também o faça, e que seja sincero, e isso &lt;em&gt;no que acredita&lt;/em&gt; é o seu saber. A chamada “ignorância socrática”, que muitos autores elevam a um paradoxo, não pode ser expressa de um modo descontextualizado, como sendo um “sei que nada sei” em absoluto, geral.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;O mais complicado desse trecho da professora Marilena Chauí é que, exatamente no que é chamado de “o início da filosofia” (platônica), Sócrates a desmente. Vamos imaginar que Platão seja o início da filosofia enquanto um gênero literário do Ocidente, e vamos levar em consideração que Marilena Chauí começa o seu capítulo sobre Platão falando do amor, tendo em vista que aí estaria o início da filosofia para o Cisne de Atenas. Se assim agimos, então a leitura de &lt;em&gt;O&lt;/em&gt; &lt;em&gt;Banquete&lt;/em&gt; é o caminho natural, que Marilena deve citar, e ela assim o faz. Ora, mas é exatamente no início de &lt;em&gt;O&lt;/em&gt; &lt;em&gt;Banquete&lt;/em&gt; que Sócrates diz claramente que se há algo no qual ele é um bom conhecedor, isso é o amor. A proposta ali, na festa de Agathon, é a de fazer diversas falas sobre Eros, e então, na votação, Sócrates diz que ninguém vai votar contra essa proposta, muito menos ele próprio: “de modo algum” diz Sócrates, “uma vez que a única coisa que eu digo que entendo é da arte do amor”.&lt;a href="http://ghiraldelli.wordpress.com/#_ftn5"&gt;[5]&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Poder-se-ia dizer, em favor da professora Chauí, que ela não considerou a fala de Sócrates em &lt;em&gt;O Banquete&lt;/em&gt;, pois este seria um escrito do período intermediário de Platão, em que Sócrates já não é mais o Sócrates histórico. Mas, isso não resolveria o problema dela. Primeiro, ela própria, como mostrei em outro lugar&lt;a href="http://ghiraldelli.wordpress.com/#_ftn6"&gt;[6]&lt;/a&gt;, não faz uma divisão rigorosa e consistente entre o “Sócrates de Platão” e o “Sócrates histórico”. Portanto, por esse critério, ela não tem boa defesa. Em segundo lugar, e de modo mais importante, isso que Sócrates fala na casa de Agathon, de fato pode ser tomado como algo seu, uma vez que no livro &lt;em&gt;Lisis&lt;/em&gt;, que pertence à fase dos “diálogos Socráticos”, a Mosca de Atenas mostra bem que é versado no assunto sobre o amor, distinguindo-o bem da amizade.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Assim, o “sei que nada sei” que Marilena Chauí imputa a Sócrates, e que vários outros autores, um tanto descuidados, tomam de modo absoluto, não pode ser aceito. Ou seja, não pode ser aceito como tendo sendo dito do modo que ele é posto no livro da professora Chauí.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Exatamente no trabalho de se começar a filosofar, é o amor que está presente. Mas não somente como prática, e sim como um conhecimento. Sócrates diz bem que ele é versado na “arte do amor”. Nietzsche leva bem a sério essa afirmação, chamando Sócrates de “o grande erótico”.&lt;a href="http://ghiraldelli.wordpress.com/#_ftn7"&gt;[7]&lt;/a&gt; Nietzsche leva muito a sério, também, o que seria, segundo ele próprio, a confissão de Platão, de que o início da filosofia só é possível pelo amor.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Aliás, aqui, no trato com o início da filosofia, do modo que Platão a entende, a professora Marilena Chauí também introduz outro ponto problemático. Ela expõe sua explicação de &lt;em&gt;O Banquete&lt;/em&gt;, e desconsidera completamente o papel de Alcebíades no texto. Ele entra bêbado, e creio que a professora achou por bem não dar ouvidos a um bêbado! Então, ele acredita que &lt;em&gt;O Banquete&lt;/em&gt; diz respeito a uma só coisa: o discurso de Diotima sobre o amor. O dado problemático, no entanto, não é este. É que ela dá ao leitor uma informação errada. Ela termina esse tópico de se livro dizendo que a fala de Diotima-Sócrates é que a “essência de Eros” é o “desejo de formosura – da forma bela ou da bela forma”, e que é isso que “a tradição consagrou com a expressão Amor Platônico”.&lt;a href="http://ghiraldelli.wordpress.com/#_ftn8"&gt;[8]&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Ora, sabemos que a tradição, ou seja, o que viemos contando uns para outros, sobre a expressão “amor platônico”, não é isso que ela diz. E aqui, tanto faz a literatura quanto a conversa comum, o fato é que “amor platônico” é um amor sem sexo, algo do “amor distante”, “idealizado”, às vezes “não confesso”. Enquanto que, para Platão, em &lt;em&gt;O banquete&lt;/em&gt;, Eros não abdica de si mesmo em favor de uma essência … deserotizada. O que ocorre no processo da “escada do conhecimento”, é que o interesse pelo belo inicia-se com o desejo pelos corpos belos e atinge o desejo pelo belo em si. Mas isso não significa que, ao fim e ao cabo, Eros perca sua condição erótica propriamente dita. Ao contrário, é mais fácil percebermos nesse processo, como Gregory Vlastos nota, que há aí um caminho que, mais tarde, seria chamado por nós de sublimação. Nosso impulso pelo amor de coisas intelectuais, belas e boas pode ganhar o caráter de fixação e de loucura que estamos acostumados a ver no amor sexual, na paixão erótica. Trata-se, então, do mesmo fio condutor de energia – libido&lt;a href="http://ghiraldelli.wordpress.com/#_ftn9"&gt;[9]&lt;/a&gt; –, diríamos nós, pós-freudianos. Ora, Nietzsche, também ele um pré-freudiano como Platão, notou que Platão estava, sim, mostrando as transformações do instinto erótico, não sua dissolução ou seu abafamento. Mas, se seguirmos Chauí, as coisas se complicam.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Caso paremos no texto dela, no momento em que diz que a “essência de Eros” é o “desejo de formosura”, ficamos aquém de entender a “escada” do conhecimento apresentada por Diotima-Sócrates. Principalmente, teríamos aí de perguntar a razão dela falar que isso é filosofia e ligar tal coisa ao termo grego: philosophia – “desejo de saber”. Ora, philia e eros são “amor” de modos bem diferentes. E o próprio Sócrates fez as distinções devidas. As ligações que Chauí faz são mecânicas, pouco explicativas. Se as seguimos, é como se o amor-erótico virasse amor-amizade, de modo a poder justificar a etimologia da palavra filosofia. Não é isso que Sócrates apresenta em &lt;em&gt;O Banquete&lt;/em&gt;, de modo algum. Agora, se continuamos no texto de Chauí, e chegamos ao fim do tópico, as coisas ficam mais complicada ainda. Pois, no final desta parte, ela diz o que já contei, que é que a tradição tem acertado na sua noção de “amor platônico”.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Sobre isso, “a tradição” errou feio. Pois quando falamos, na literatura ou no âmbito da conversa comum, sobre “amor platônico”, estamos dizendo que nosso amor se dirige a algo individual. É um amor distante, mas dirigido a alguém, a algo &lt;em&gt;individual.&lt;/em&gt; Ora, o amor platônico, na acepção de &lt;em&gt;O Banquete&lt;/em&gt;, é o amor pela Forma, portanto, pelo universal. Aliás, essa falta do amor pelo individual, em Platão, é o que é reclamado por Gregory Vlastos.&lt;a href="http://ghiraldelli.wordpress.com/#_ftn10"&gt;[10]&lt;/a&gt; E eis aí, então, a razão do aparecimento de Alcebíades, que Chauí não notou. Ou que não quis notar! (quanta censura pode haver em nossa cabeça cristã, não?)&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Nesse particular, vale a pena lembrar a interpretação de Marta Nussbaum.&lt;a href="http://ghiraldelli.wordpress.com/#_ftn11"&gt;[11]&lt;/a&gt; Ela diz que Vlastos procura em Platão o amor individual e, enfim, não acha e censura o Cisne de Atenas por isso. Mas ela, Nussbaum, lembra que Vlastos pode ter procurado no lugar errado, ou seja, na fala de Sócrates-Diotima. Pois o amor individual aparece, justamente, ao final, quando Alcebíades entra e faz o seu discurso chamando a atenção para sua maneira de seguir Eros – seguindo o amor pelo indivíduo Sócrates. Aliás, Alcebíades usava em seu escudo não um brasão de seus ancestrais, e sim a figura de Eros segurando um raio.  Ele era um devoto de Eros, mas de um modo especial. Platão não deixou isso passar. Não censurou a fala de Alcebíades. Ao contrário, ele fechou o texto com essa fala.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Valeria aí retomarmos as discussões sobre a origem da filosofia, se Platão é seu início no Ocidente. E valeria a pena, creio eu, que a professora Marilena Chauí retomasse esses pontos problemáticos em seu livro que, afinal, é um livro bastante utilizado pelos jovens.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Paulo Ghiraldelli Jr., filósofo., &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;a rel="#someid1" href="http://ghiraldelli.org/"&gt;http://ghiraldelli.org&lt;/a&gt; e &lt;a rel="#someid2" href="http://ghiraldelli.ning.com/"&gt;http://ghiraldelli.ning.com&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;hr style="margin-left: 0px; margin-right: 0px;" size="1"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://ghiraldelli.wordpress.com/#_ftnref1"&gt;[1]&lt;/a&gt; Nietzsche, F. O problema de Sócrates. Trad. Paulo Cesar Souza. &lt;em&gt;Crepúsculo dos ídolos&lt;/em&gt;. São Paulo: Cia das Letras, 2006, aforismo 23, p. 76 &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://ghiraldelli.wordpress.com/#_ftnref2"&gt;[2]&lt;/a&gt; Ghiraldelli Jr., P. &lt;em&gt;História da filosofia&lt;/em&gt;. São Paulo: Contexto, 2008. Para uma referência mais rápida, online, ver: &lt;http: com="" 2008="" 12="" 17="" frankenstein=""&gt;&lt;/http:&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://ghiraldelli.wordpress.com/#_ftnref3"&gt;[3]&lt;/a&gt; Chauí, M. &lt;em&gt;Introdução à história da filosofia&lt;/em&gt;. São Paulo: Cia das Letras, 2002, p. 187.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://ghiraldelli.wordpress.com/#_ftnref4"&gt;[4]&lt;/a&gt; Plato.. The apology of Socrates. Trad. G. M. A. Grube.&lt;em&gt; &lt;/em&gt;&lt;em&gt;Five dialogues&lt;/em&gt;. Indianapolis: Hackett Publishing Company.21, d, p. 26.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://ghiraldelli.wordpress.com/#_ftnref5"&gt;[5]&lt;/a&gt; Plato. Trad. Nehamas and Woodruff. &lt;em&gt;Symposium&lt;/em&gt;. Indianapolis. Hackett Publishing Company, 1989. 177D, p. 8&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://ghiraldelli.wordpress.com/#_ftnref6"&gt;[6]&lt;/a&gt; “Sobre um erro de Marilena Chauí”: &lt;http: br="" fotos="" file="" pdf=""&gt;&lt;/http:&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://ghiraldelli.wordpress.com/#_ftnref7"&gt;[7]&lt;/a&gt; Nietzsche, F. O problema de Sócrates. &lt;em&gt;Crepúsculo dos ídolos&lt;/em&gt;. São Paulo, 2006.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://ghiraldelli.wordpress.com/#_ftnref8"&gt;[8]&lt;/a&gt; Chauí, M. &lt;em&gt;Op. cit&lt;/em&gt;., p., 212.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://ghiraldelli.wordpress.com/#_ftnref9"&gt;[9]&lt;/a&gt; Dodds, Plato and the irrational soul. In; Vlastos, G. (org.) &lt;em&gt;Plato II&lt;/em&gt;. Notre Dame: University of Notre Dame, 1978. P. 221.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://ghiraldelli.wordpress.com/#_ftnref10"&gt;[10]&lt;/a&gt; Vlastos. G. Love in Plato. In: Platonic Studies. Princeton: Princeton University Press, 1981.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://ghiraldelli.wordpress.com/#_ftnref11"&gt;[11]&lt;/a&gt; Nussbaum, M. Trad. Ana Aguiar Cotrim. &lt;em&gt;A fragilidade da bondade&lt;/em&gt;. São Paulo: Martins Fontes, 209, p. 173&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6837384105703305595-6860253865823245516?l=corujadafilosofia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://corujadafilosofia.blogspot.com/feeds/6860253865823245516/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6837384105703305595&amp;postID=6860253865823245516' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6837384105703305595/posts/default/6860253865823245516'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6837384105703305595/posts/default/6860253865823245516'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://corujadafilosofia.blogspot.com/2009/06/o-amor-e-o-inicio-da-filosofia-mais-um.html' title='O amor e o início da filosofia - mais um ou dois erros de Marilena Chauí'/><author><name>Paulo Ghiraldelli Jr.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10010584274633570571</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://4.bp.blogspot.com/-CZWHGfs1l6o/TywGpnqDI5I/AAAAAAAAG2o/ewG9BCr-tps/s220/FUNDO%2BCINZA.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_ElVH5nwaexE/SjNdZsismbI/AAAAAAAADlw/ykeanO5QXOY/s72-c/T%C3%BAmulo+de+Etrusco,+na+It%C3%A1lia+cont%C3%A9m+na+sua+parede+algo+como+o+banquete+t%C3%ADpico..jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6837384105703305595.post-8709527489573633420</id><published>2009-05-04T05:08:00.002-03:00</published><updated>2009-05-04T05:12:06.340-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sociologia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='desencantamento'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Weber'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='filosofia social'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='racionalidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='modernidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='trabalho'/><title type='text'>Weber filósofo</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_ElVH5nwaexE/Sf6i7FJbxqI/AAAAAAAADYA/um3j3O52gko/s1600-h/weber.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 147px; height: 231px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_ElVH5nwaexE/Sf6i7FJbxqI/AAAAAAAADYA/um3j3O52gko/s320/weber.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5331878144730973858" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html; charset=utf-8"&gt;&lt;meta name="ProgId" content="Word.Document"&gt;&lt;meta name="Generator" content="Microsoft Word 12"&gt;&lt;meta name="Originator" content="Microsoft Word 12"&gt;&lt;link rel="File-List" href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CCliente%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtmlclip1%5C01%5Cclip_filelist.xml"&gt;&lt;link rel="themeData" href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CCliente%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtmlclip1%5C01%5Cclip_themedata.thmx"&gt;&lt;link rel="colorSchemeMapping" href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CCliente%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtmlclip1%5C01%5Cclip_colorschememapping.xml"&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:trackmoves/&gt;   &lt;w:trackformatting/&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt;   &lt;w:validateagainstschemas/&gt;   &lt;w:saveifxmlinvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:ignoremixedcontent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:alwaysshowplaceholdertext&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:donotpromoteqf/&gt;   &lt;w:lidthemeother&gt;PT-BR&lt;/w:LidThemeOther&gt;   &lt;w:lidthemeasian&gt;X-NONE&lt;/w:LidThemeAsian&gt;   &lt;w:lidthemecomplexscript&gt;X-NONE&lt;/w:LidThemeComplexScript&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;    &lt;w:dontgrowautofit/&gt;    &lt;w:splitpgbreakandparamark/&gt;    &lt;w:dontvertaligncellwithsp/&gt;    &lt;w:dontbreakconstrainedforcedtables/&gt;    &lt;w:dontvertalignintxbx/&gt;    &lt;w:word11kerningpairs/&gt;    &lt;w:cachedcolbalance/&gt;    &lt;w:usefelayout/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:browserlevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;   &lt;m:mathpr&gt;    &lt;m:mathfont val="Cambria Math"&gt;    &lt;m:brkbin val="before"&gt;    &lt;m:brkbinsub val="&amp;#45;-"&gt;    &lt;m:smallfrac val="off"&gt;    &lt;m:dispdef/&gt;    &lt;m:lmargin val="0"&gt;    &lt;m:rmargin val="0"&gt;    &lt;m:defjc val="centerGroup"&gt;    &lt;m:wrapindent val="1440"&gt;    &lt;m:intlim val="subSup"&gt;    &lt;m:narylim val="undOvr"&gt;   &lt;/m:mathPr&gt;&lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:latentstyles deflockedstate="false" defunhidewhenused="true" defsemihidden="true" defqformat="false" defpriority="99" latentstylecount="267"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="0" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Normal"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="9" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="heading 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="9" qformat="true" name="heading 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="9" qformat="true" name="heading 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="9" qformat="true" name="heading 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="9" qformat="true" name="heading 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="9" qformat="true" name="heading 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="9" qformat="true" name="heading 7"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="9" qformat="true" name="heading 8"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="9" qformat="true" name="heading 9"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="39" name="toc 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="39" name="toc 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="39" name="toc 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="39" name="toc 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="39" name="toc 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="39" name="toc 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="39" name="toc 7"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="39" name="toc 8"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="39" name="toc 9"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="35" qformat="true" name="caption"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="10" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Title"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="1" name="Default Paragraph Font"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="11" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Subtitle"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="22" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Strong"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="20" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Emphasis"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="59" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Table Grid"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" unhidewhenused="false" name="Placeholder Text"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="1" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="No Spacing"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="60" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Shading"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="61" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light List"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="62" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Grid"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="63" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="64" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="65" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="66" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="67" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="68" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="69" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="70" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Dark List"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="71" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Shading"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="72" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful List"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="73" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Grid"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="60" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Shading Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="61" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light List Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="62" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Grid Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="63" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 1 Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="64" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 2 Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="65" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 1 Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" unhidewhenused="false" name="Revision"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="34" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="List Paragraph"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="29" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Quote"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="30" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Intense Quote"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="66" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 2 Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="67" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 1 Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="68" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 2 Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="69" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 3 Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="70" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Dark List Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="71" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Shading Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="72" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful List Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="73" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Grid Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="60" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Shading Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="61" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light List Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="62" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Grid Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="63" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 1 Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="64" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 2 Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="65" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 1 Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="66" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 2 Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="67" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 1 Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="68" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 2 Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="69" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 3 Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="70" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Dark List Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="71" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Shading Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="72" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful List Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="73" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Grid Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="60" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Shading Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="61" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light List Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="62" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Grid Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="63" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 1 Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="64" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 2 Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="65" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 1 Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="66" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 2 Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="67" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 1 Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="68" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 2 Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="69" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 3 Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="70" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Dark List Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="71" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Shading Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="72" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful List Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="73" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Grid Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="60" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Shading Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="61" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light List Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="62" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Grid Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="63" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 1 Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="64" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 2 Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="65" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 1 Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="66" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 2 Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="67" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 1 Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="68" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 2 Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="69" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 3 Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="70" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Dark List Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="71" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Shading Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="72" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful List Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="73" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Grid Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="60" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Shading Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="61" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light List Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="62" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Grid Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="63" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 1 Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="64" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 2 Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="65" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 1 Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="66" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 2 Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="67" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 1 Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="68" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 2 Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="69" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 3 Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="70" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Dark List Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="71" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Shading Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="72" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful List Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="73" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Grid Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="60" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Shading Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="61" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light List Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="62" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Grid Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="63" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 1 Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="64" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 2 Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="65" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 1 Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="66" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 2 Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="67" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 1 Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="68" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 2 Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="69" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 3 Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="70" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Dark List Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="71" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Shading Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="72" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful List Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="73" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Grid Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="19" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Subtle Emphasis"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="21" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Intense Emphasis"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="31" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Subtle Reference"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="32" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Intense Reference"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="33" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Book Title"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="37" name="Bibliography"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="39" qformat="true" name="TOC Heading"&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;style&gt; &lt;!--  /* Font Definitions */  @font-face 	{font-family:"Cambria Math"; 	panose-1:2 4 5 3 5 4 6 3 2 4; 	mso-font-charset:0; 	mso-generic-font-family:roman; 	mso-font-pitch:variable; 	mso-font-signature:-1610611985 1107304683 0 0 159 0;} @font-face 	{font-family:Cambria; 	panose-1:2 4 5 3 5 4 6 3 2 4; 	mso-font-charset:0; 	mso-generic-font-family:roman; 	mso-font-pitch:variable; 	mso-font-signature:-1610611985 1073741899 0 0 159 0;}  /* Style Definitions */  p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal 	{mso-style-unhide:no; 	mso-style-qformat:yes; 	mso-style-parent:""; 	margin-top:0cm; 	margin-right:0cm; 	margin-bottom:10.0pt; 	margin-left:0cm; 	line-height:115%; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:11.0pt; 	font-family:"Cambria","serif"; 	mso-ascii-font-family:Cambria; 	mso-ascii-theme-font:major-latin; 	mso-fareast-font-family:"Times New Roman"; 	mso-fareast-theme-font:major-fareast; 	mso-hansi-font-family:Cambria; 	mso-hansi-theme-font:major-latin; 	mso-bidi-font-family:"Times New Roman"; 	mso-bidi-theme-font:major-bidi; 	mso-ansi-language:EN-US; 	mso-fareast-language:EN-US; 	mso-bidi-language:EN-US;} a:link, span.MsoHyperlink 	{mso-style-priority:99; 	color:blue; 	mso-themecolor:hyperlink; 	text-decoration:underline; 	text-underline:single;} a:visited, span.MsoHyperlinkFollowed 	{mso-style-noshow:yes; 	mso-style-priority:99; 	color:purple; 	mso-themecolor:followedhyperlink; 	text-decoration:underline; 	text-underline:single;} .MsoChpDefault 	{mso-style-type:export-only; 	mso-default-props:yes; 	mso-ascii-font-family:Cambria; 	mso-ascii-theme-font:major-latin; 	mso-fareast-font-family:"Times New Roman"; 	mso-fareast-theme-font:major-fareast; 	mso-hansi-font-family:Cambria; 	mso-hansi-theme-font:major-latin; 	mso-bidi-font-family:"Times New Roman"; 	mso-bidi-theme-font:major-bidi; 	mso-ansi-language:EN-US; 	mso-fareast-language:EN-US; 	mso-bidi-language:EN-US;} .MsoPapDefault 	{mso-style-type:export-only; 	margin-bottom:10.0pt; 	line-height:115%;} @page Section1 	{size:612.0pt 792.0pt; 	margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm; 	mso-header-margin:36.0pt; 	mso-footer-margin:36.0pt; 	mso-paper-source:0;} div.Section1 	{page:Section1;} --&gt; &lt;/style&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt;  /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable 	{mso-style-name:"Tabela normal"; 	mso-tstyle-rowband-size:0; 	mso-tstyle-colband-size:0; 	mso-style-noshow:yes; 	mso-style-priority:99; 	mso-style-qformat:yes; 	mso-style-parent:""; 	mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; 	mso-para-margin-top:0cm; 	mso-para-margin-right:0cm; 	mso-para-margin-bottom:10.0pt; 	mso-para-margin-left:0cm; 	line-height:115%; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:11.0pt; 	font-family:"Calibri","sans-serif"; 	mso-ascii-font-family:Calibri; 	mso-ascii-theme-font:minor-latin; 	mso-fareast-font-family:"Times New Roman"; 	mso-fareast-theme-font:minor-fareast; 	mso-hansi-font-family:Calibri; 	mso-hansi-theme-font:minor-latin; 	mso-bidi-font-family:"Times New Roman"; 	mso-bidi-theme-font:minor-bidi;} &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;1.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;Nietzsche e Marx foram os pensadores do século XIX que mais se aproximaram daquilo que, em geral, vemos como o pensador típico do século XX. Eles fizeram filosofia relacionando-a com o pensamento social. Essa maneira de filosofar criou o que, no século XX, deu origem a uma filosofia diferente, a chamada &lt;i style=""&gt;filosofia social&lt;/i&gt;.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;Ambos atacaram a filosofia, ou o que se entendia como filosofia até então, a metafísica. Arrebanhando para sua argumentação filosófica aspectos sociológicos, históricos e antropológicos, Nietzsche criou uma filosofia da história e uma tipologia, e se serviu de ambas para gerar uma abordagem da linguagem a partir da filosofia social. Por sua vez, Marx não queria falar da metafísica de um modo exclusivamente teórico; ele entendia que todo o ideal da &lt;i style=""&gt;boa vida&lt;/i&gt;, pregado pela filosofia desde seu nascedouro, se realizaria praticamente se houvesse uma revolução social para além das revoluções que ele assistiu – a revolução capaz de extinguir as classes sociais. Em outras palavras: a filosofia se &lt;i style=""&gt;realizaria&lt;/i&gt; por meio da história e, assim, chegaria ao fim.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;Assim, quanto a alvos e até mesmo quanto aos meios, Nietzsche e Marx foram bem diferentes. Mas quanto ao “espírito do século XIX”, ambos comungaram da idéia de que o pensador social era o coração que deveria estar no peito do pensador &lt;i style=""&gt;tout court&lt;/i&gt;. Mais do que gostaríamos, Marx e Nietzsche viveram no século de Augusto Comte. A idéia de uma “ciência da sociedade” ou de uma “filosofia social” pairou nos céus do século XIX, e foi por aí que figuras como Marx e Nietzsche abriram para Sartre, Dewey, Adorno e tantos outros uma regra de conduta que, desde Sócrates, estava no encalço da filosofia. Cícero escreveu que Sócrates fez a filosofia descer dos Céus à Terra. Mas, o feito de Sócrates foi realmente um feito nas mãos de Marx e Nietzsche. Só então a filosofia cumpriu esse programa socrático de pouso.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;A filosofia do século XIX, toda ela, foi uma filosofia mensurada a partir de sua proximidade ou distância para com o que parecia ser o seu destino, o de ser filosofia social. Aos filósofos do século XX não foi dado o direito de não se envolver com a &lt;i style=""&gt;vida social&lt;/i&gt;. Mesmo a filosofia analítica não conseguiu ficar alheia a isso. Tornou-se lugar comum no século XX ver o existencialismo, o pragmatismo, a Escola de Frankfurt, o estruturalismo, o neotomismo e tantas outras correntes da filosofia não terem apenas uma visão específica relativa ao conjunto chamado “ética e política”, mas, antes disso, tentarem se referir a problemas filosóficos típicos com a ajuda de parâmetros e elementos vindos da sociologia, antropologia e história.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;Max Weber se insere perfeitamente no centro desse movimento, como figura que viveu a transição do século XIX para o XX. Todavia, ele fez uma espécie de caminho inverso da maioria dos pensadores que lhe deram asas ou que colheram nele algum alimento. Weber não foi o filósofo que se transformou em filósofo social, ele foi o sociólogo que tinha vocação para a filosofia – a filosofia social, com certeza.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;Talvez por isso, Weber tenha se tornado o mais filosófico dos sociólogos, mas não pelo que queria escrever ou pelo que queria pesquisar. Ele assim se fez porque escreveu sociologia como se ela não pudesse ser outra coisa que não filosofia social. Talvez tenha sido Weber, e não Marx e Nietzsche, ou Comte e Durkheim, o verdadeiro fundador da filosofia social.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Quem sabe não possamos dizer que Weber foi, antes que Dewey, Adorno ou Sartre, o verdadeiro criador da filosofia social. Weber agiu assim de dois modos. Primeiro, transformou seu neokantismo em uma epistemologia própria para sua sociologia. Segundo, transformou sua compreensão sociológica da modernidade em um quadro filosófico dos tempos modernos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;No que segue, falarei de modo breve sobre esses dois pontos. Serei altamente sucinto quanto ao primeiro ponto, o tema da epistemologia. Terei mais tempo, então, para a visão de Weber a respeito da modernidade. Pois penso que é exatamente neste segundo campo que Weber deixou sua marca de pensador social para a filosofia social que se espraiou pelo século XX.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;2.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;A respeito da epistemologia, Weber deixou claro que ele entendia que o porto seguro do conhecimento não era o ponto de partida, como afirmava o positivismo francês. O ponto de partida não deveria ser visto como o do agente cognitivo com esquemas capazes de se deparar com os “dados da realidade” de forma bruta. O ponto de partida teria de ser entendido como o do agente cognitivo colocando seus esquemas de apreensão sobre a realidade, e construindo então os “dados” a partir de esquemas já alterados pela própria forma interação com a realidade social. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;Assim, a objetividade deveria ser grafada deste modo: “objetividade”, com aspas. Com isso, Weber queria mostrar que a concordância teórica ao final de uma investigação não era nada natural, e sim um esforço compreensivo grande, uma vez que agentes diferentes partiam de pontos de vista diferentes. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;Na época de Weber, e também depois, esse seu neokantismo, esse seu, por assim dizer, idealismo, trouxe para o pensamento alemão uma marca característica. Weber ficou conhecido como historicista e sua sociologia passou a ter o nome de “compreensiva”. Os manuais se cansaram de expor tais características, e no decorrer do século evoluíram no sentido de apresentar Weber como o contraponto de Durkheim, para quem a sociologia era antes explicativa que compreensiva. Os “fatos sociais” deveriam ser tratados como “coisas”, como objetos naturais que, na visão positivista clássica, não poderiam ser “construídos”, e seriam realmente dados – dados brutos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;Talvez essa forma de Weber trabalhar, o da sociologia compreensiva, o tenha feito prestar mais atenção às cosmovisões de cada pessoa que quer “ler a realidade”. E, então, por isso mesmo, ele se viu impulsionado a tecer considerações sobre a modernidade como um tema singular. A própria concepção do que é o moderno seria, de certo modo, o ponto de partida de uma visão de mundo, exatamente o esquema que iria construir o “fato social”.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;3.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;Não há em Weber um texto cujo objetivo é descrever a modernidade. A compreensão que tiramos de Weber a respeito dos tempos modernos depende de uma leitura geral de vários de seus trabalhos. A visão da modernidade fornecida por Weber, e que é o que a filosofia do século XX mais absorveu, pode ser posta sobre quatro expressões: 1) “Separações das esferas de valor”; 2) “desencantamento do mundo”; 3) “burocratização das instituições”; 4) a modernidade cria “o especialista sem inteligência e o hedonista sem coração”.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;Comentando cada uma dessas expressões, terminaremos por compor o quadro da modernidade fornecido por Weber para os filósofos do século XX e, ao mesmo tempo, estaremos fornecendo a filosofia social do pensador Max Weber.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;u&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;1. Separação de esferas de valor&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/u&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;Weber não fala em esferas de valor em oposição a esferas de fatos. Weber trata todas as esferas de atuação humana como esferas de valor. O que são essas “esferas”? Simplesmente isto: são os campos das atividades humanas centrais. Basicamente três: a esfera da ciência e da técnica, a esfera da arte e a esfera da moral. Ele segue a tríade kantiana: conhecimento teórico, apreciação estética, normatividade ético-moral. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;Weber lembra que todas essas esferas, no Ocidente pré-moderno, estão articuladas sob o imã da religião. A modernidade se configura quando essa imantação perde a força, e então cada uma dessas áreas da atividade humana ganha autonomia e se separa uma da outra. Há uma independência entre tais esferas. O próprio trabalho de Kant, ao falar do homem como ser transcendental, que é uma consciência que deve ser analisada em três campos, já se mostra ela mesma, tal obra, como fruto da modernidade. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;Assim, a modernidade é a época em que o conhecimento e as teorias se fazem a partir de diretrizes intrínsecas, e não mais em função de uma cosmovisão específica, como a cosmovisão religiosa. Ao mesmo tempo, a moral passa a ser uma moral laica, antes regrada pela cidade e pela profissão do que por qualquer ordenação de doutrinas que seriam fornecidas pelas divindades. Não à toa, também em Kant, nasce a idéia de que a virtude é algo do âmbito específico da consciência, e que o ser moral não precisa de uma religião para se comportar moralmente. O equivalente ocorre com a arte, que passa a retratar o mundo e, enfim, a ficcionar o mundo. A idéia de uma arte que é arte por representar os feitos do cristianismo perdem a razão de ser. A arte fica em função do belo, e o belo é visto por Kant, por exemplo, como o que é da ordem do desinteresse.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;Nos tempos modernos a ciência, a arte e a moral andam pelas suas próprias pernas. Paulatinamente se desgarram do que lhes dava unidade e, nesta unidade, sentido. A religião, em especial o cristianismo, é a fonte de sentido dessa unidade. A modernidade se faz como modernidade na medida em que essa unidade não se verifica mais na vida dos homens. E então, não raro, vários deles, individualmente, sentem o peso da perda de sentido. Do final do século XIX até os dias de hoje, encontramos pessoas que lamentam a “vida sem sentido” provocada pelos “tempos modernos”. O senso comum e a mentalidade popular sabem bem expressar isso que é a separação e autonomia das esferas de valor, como tudo isso é posto, em forma erudita, no pensamento social de Weber – sua caracterização da vida moderna.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;u&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;2. Desencantamento do mundo&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/u&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;Às vezes encontramos leitores de Weber que exageram no entendimento da expressão “desencantamento do mundo”. Eles tomam a idéia de modernidade segundo a característica da “perda de sentido”, e então falam do “desencantamento do mundo” como uma espécie de sentimento subjetivo-individual de angústia, de desespero. Mas não é assim que Weber utilizou a expressão.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;“Desencantamento do mundo” é, em Weber, a expressão que caracteriza uma situação geral que se abate sobre o homem que, se age segundo tal ordenação, pode ser chamado de homem moderno. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;Em oposição ao homem não moderno, o moderno é aquele que olha para tudo que há ao seu redor, e também para si mesmo, como sendo regido ou por causa e efeito ou por razões. Tudo é naturalizado. Aquilo que não pode ser explicado ou compreendido na base de relações causais ou relações racionais não é misterioso. Uma vez que não pode ser explicado, isso se deve a duas circunstâncias: ou porque quem quer explicar não foi educado para explicar ou porque a ciência ainda não encontrou razões ou causas para tal. Então, ou por educação individual ou pelo progresso da ciência, o que deve ser explicado será, a qualquer momento, explicado. Deuses, gênios, demônios, forças extra-naturais e assim por diante caem fora do horizonte do homem, e então ele é, de fato, um homem moderno.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;É claro que um homem moderno pode ter uma mentalidade arcaica. É isso que o faz tomar remédios e, ao mesmo tempo, fazer simpatias. Mas não é o fato de termos mais gente do primeiro tipo que gente do segundo tipo que definimos se estamos ou não na modernidade. O que vale é que o que impera nas nossas relações, como fator preponderante, é que levamos a sério a idéia de um mundo a nossa volta que não funciona senão por relações que não são nem um pouco mágicas. O encanto ou o enfeitiçamento do mundo cai por terra aos nossos olhos. Quando isso ocorre, a modernidade já bateu à nossa porta.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;u&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;3. Burocratização das instituições&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/u&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;Em um mundo em que as relações entre os homens e as relações entre os homens e a as coisas são todas passíveis de serem expostas segundo um relato racional, por qual motivo se haveria de ficar sujeito ao acaso? As chances de previsibilidade e controle se tornam muito mais concretas, ou ao menos plausíveis. Para tal, as instituições privadas e públicas, as empresas e, enfim, o Estado, devem ser regrados segundo um plano administrativo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;O plano administrativo tipicamente moderno é potencializado pela racionalização das ações. A racionalidade que Weber toma como a racionalidade &lt;i style=""&gt;tout court&lt;/i&gt; é aquela da ação levada a cabo através dos meios mais econômicos. Então, a racionalização da administração é posta em prática na medida em que idiossincrasias e gostos pessoais ficam de lado, cedendo espaço para atividades de rendimento ótimo. Nada melhor que uma burocracia profissional, completamente impessoal, para realizar tal façanha.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;A burocratização torna-se o caminho pelo qual as instituições e o Estado se permitem chamar de entidades racionais. O mundo do trabalho é produto e produtor desse tipo de racionalidade que, com a burocratização das relações, se torna um mundo que promete realizar o ideal de Comte: “prever para prover”. O mundo em que esse lema se torna verdadeiro é o mundo moderno.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;u&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;4. Especialista sem inteligência, hedonista sem coração&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/u&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;As conseqüências psico-sociais da “perda de sentido” e da “burocratização” produzem o &lt;i style=""&gt;típico &lt;/i&gt;homem moderno, caracterizado por Weber como “o especialista sem inteligência e o hedonista sem coração”. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;Essa figura típica é encontrada por nós em todos os lugares. Não raro, quando nos olhamos no espelho, somos capazes de nos reconhecermos nessa figura. Temos um saber profissional que se revela como um &lt;i style=""&gt;know how&lt;/i&gt; especial. Precisamos de ser &lt;i style=""&gt;experts&lt;/i&gt; em algo para sobrevivermos no mundo moderno. Isto é, o que nos faz aproveitáveis na vida moderna é nossa capacidade de sermos racionais ao máximo, e nossa profissão espelha isso. Ou somos aqueles que sabem mais de muito pouco, ou simplesmente somos chamados de diletantes e, então, somos colocados à margem do trabalho. Não temos que ter inteligência. Temos de ser &lt;i style=""&gt;experts&lt;/i&gt;. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;Nossa condição de &lt;i style=""&gt;experts&lt;/i&gt;, em um mundo sem sentido, em que tudo é regido pela capacidade de fazermos a relações não saírem de seu traçado racional, nos tornamos capazes de viver o momento, sem grandes preocupações com o futuro. O futuro virá, e ele será bom, acreditamos nisso. Nossa crença está baseada na idéia de que nada pode ocorrer de diferente no mundo se seguirmos os procedimentos racionais e burocratizados. Então, cada minuto pode ser vivido, cada dia pode ser aproveitado, tudo que temos nas mãos é algo para aproveitarmos ao máximo e, então, descartarmos.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Vivemos, sim, um tipo de hedonismo. Mas é um hedonismo caricato, pois nosso coração é incapaz de se regozijar com nossa ampliada capacidade de usufruir dos bens que geramos e novos caminhos que abrimos. Não temos o coração educado para a verdadeira doutrina do hedonismo. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;Podemos ficar horas na praia, como nenhum outro homem do passado conseguiu ficar, uma vez que tinha de parar sua vida para voltar ao trabalho, ou seja, garantir os meios de sobrevivência; todavia, todo esse tempo que ficamos na praia, nos sentimos entediados se não temos nosso &lt;i style=""&gt;laptop&lt;/i&gt; conectado por meio de algum wireless. Nosso hedonismo é um sintoma moderno, não o aprendizado da doutrina de Epicuro.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;4.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;Essas características apresentadas por Weber postas pelos sociólogos – bem mais do que pelos filósofos – como atreladas ao “paradigma do trabalho”, que seria o modelo teórico pelo qual teríamos de enxergar a sociedade moderna.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;Entretanto, atualmente a filosofia social imagina que deve absorver o “paradigma da linguagem”, colocando em Banho-Maria o “paradigma do trabalho”. Não poderia ser diferente, uma vez que temos dúvida de se estamos, ainda, vivendo a modernidade. Associamos o “paradigma do trabalho” à modernidade. Agora, que o trabalho parece não ser o imã de nossa sociedade, e a idéia de trabalho parece não ajudar muito para descrever nossas relações sociais , alguns de nós diz que vivemos não só na sociedade pós-trabalho, mas na sociedade pós-moderna.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;Todavia, não precisaríamos pensar em “paradigma do trabalho” ou “da linguagem”. Podemos pensar que ainda vivemos na modernidade ou que vivemos em uma situação &lt;i style=""&gt;pós&lt;/i&gt;-moderna. Essas questões, para o que quero dizer de Weber e de sua atualidade, são bem menos importantes do que pensam uma boa parte dos sociólogos. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;Desde o início dos anos oitenta do século XX temos procurado saber se estamos ou não no campo que, até então, entendíamos ser o “campo moderno”. Mas, independentemente dos resultados desse debate, é difícil descartar essas quatro características postas acima, traçadas por Weber para falar da modernidade, como o que somos obrigados a manter na mira e entender se quisermos compreender o nosso mundo, seja lá qual for este mundo. Mesmo para aqueles que apostam que há traços pós-modernos em nossa vida ocidental que não podem mais ser negados, é difícil descartar esses elementos descritivos de Weber. A modernidade pode ir embora, pode desaparecer e, enfim, no campo teórico, podemos acreditar que o melhor seria deixar para trás o “paradigma do trabalho”. Mas, será que não podemos levar para o mundo pós-moderno esses elementos de Weber? Será que não &lt;i style=""&gt;temos&lt;/i&gt; que levar?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;Essa pergunta faz sentido. E justamente por ela fazer sentido, nós podemos dizer que a filosofia social gerada por Weber tem uma sobrevida maior do que ele próprio, talvez, tenha imaginado que conseguiria. Esses quatro elementos, que Weber usou para descrever a modernidade, podem se readaptados para descrever uma sociedade em que o trabalho não é mais nem fato central nem categoria teórica fundamental. Não nos vemos obrigados a ficar rodando o cadáver do “paradigma do trabalho” para não deixar o espírito de Weber ir embora. Podemos enterrar o cadáver. Weber e sua caracterização da vida moderna parece, agora, não uma caracterização da vida moderna, e sim um panorama amplo que a filosofia social tem para oferecer para nossas reflexões acerca até mesmo de uma sociedade que já não pode mais ser descrita, exclusivamente, como sociedade moderna. É como se o moderno, em Weber, tivesse adquirido uma tipo de caráter mais amplo que o do “paradigma do trabalho” ou mesmo o da noção de modernidade. E se isso é correto, mais ainda, então, vamos ter Weber como filósofo – filósofo social, sem dúvida, mas, por isso mesmo, filósofo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;© 2009, São Paulo&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;Paulo Ghiraldelli Jr, filósofo&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;span style="font-size: 11pt; line-height: 115%; font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;a href="http://ghiraldelli.org/"&gt;http://ghiraldelli.org&lt;/a&gt; e &lt;a href="http://ghiraldelli.ning.com/"&gt;http://ghiraldelli.ning.com&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html; charset=utf-8"&gt;&lt;meta name="ProgId" content="Word.Document"&gt;&lt;meta name="Generator" content="Microsoft Word 12"&gt;&lt;meta name="Originator" content="Microsoft Word 12"&gt;&lt;link rel="File-List" href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CCliente%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtmlclip1%5C01%5Cclip_filelist.xml"&gt;&lt;link rel="themeData" href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CCliente%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtmlclip1%5C01%5Cclip_themedata.thmx"&gt;&lt;link rel="colorSchemeMapping" href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CCliente%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtmlclip1%5C01%5Cclip_colorschememapping.xml"&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:trackmoves/&gt;   &lt;w:trackformatting/&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt;   &lt;w:validateagainstschemas/&gt;   &lt;w:saveifxmlinvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:ignoremixedcontent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:alwaysshowplaceholdertext&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:donotpromoteqf/&gt;   &lt;w:lidthemeother&gt;PT-BR&lt;/w:LidThemeOther&gt;   &lt;w:lidthemeasian&gt;X-NONE&lt;/w:LidThemeAsian&gt;   &lt;w:lidthemecomplexscript&gt;X-NONE&lt;/w:LidThemeComplexScript&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;    &lt;w:dontgrowautofit/&gt;    &lt;w:splitpgbreakandparamark/&gt;    &lt;w:dontvertaligncellwithsp/&gt;    &lt;w:dontbreakconstrainedforcedtables/&gt;    &lt;w:dontvertalignintxbx/&gt;    &lt;w:word11kerningpairs/&gt;    &lt;w:cachedcolbalance/&gt;    &lt;w:usefelayout/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:browserlevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;   &lt;m:mathpr&gt;    &lt;m:mathfont val="Cambria Math"&gt;    &lt;m:brkbin val="before"&gt;    &lt;m:brkbinsub val="&amp;#45;-"&gt;    &lt;m:smallfrac val="off"&gt;    &lt;m:dispdef/&gt;    &lt;m:lmargin val="0"&gt;    &lt;m:rmargin val="0"&gt;    &lt;m:defjc val="centerGroup"&gt;    &lt;m:wrapindent val="1440"&gt;    &lt;m:intlim val="subSup"&gt;    &lt;m:narylim val="undOvr"&gt;   &lt;/m:mathPr&gt;&lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:latentstyles deflockedstate="false" defunhidewhenused="true" defsemihidden="true" defqformat="false" defpriority="99" latentstylecount="267"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="0" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Normal"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="9" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="heading 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="9" qformat="true" name="heading 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="9" qformat="true" name="heading 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="9" qformat="true" name="heading 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="9" qformat="true" name="heading 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="9" qformat="true" name="heading 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="9" qformat="true" name="heading 7"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="9" qformat="true" name="heading 8"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="9" qformat="true" name="heading 9"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="39" name="toc 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="39" name="toc 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="39" name="toc 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="39" name="toc 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="39" name="toc 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="39" name="toc 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="39" name="toc 7"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="39" name="toc 8"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="39" name="toc 9"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="35" qformat="true" name="caption"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="10" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Title"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="1" name="Default Paragraph Font"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="11" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Subtitle"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="22" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Strong"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="20" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Emphasis"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="59" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Table Grid"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" unhidewhenused="false" name="Placeholder Text"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="1" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="No Spacing"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="60" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Shading"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="61" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light List"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="62" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Grid"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="63" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="64" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="65" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="66" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="67" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="68" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="69" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="70" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Dark List"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="71" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Shading"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="72" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful List"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="73" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Grid"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="60" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Shading Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="61" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light List Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="62" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Grid Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="63" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 1 Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="64" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 2 Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="65" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 1 Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" unhidewhenused="false" name="Revision"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="34" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="List Paragraph"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="29" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Quote"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="30" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Intense Quote"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="66" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 2 Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="67" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 1 Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="68" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 2 Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="69" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 3 Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="70" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Dark List Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="71" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Shading Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="72" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful List Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="73" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Grid Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="60" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Shading Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="61" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light List Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="62" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Grid Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="63" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 1 Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="64" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 2 Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="65" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 1 Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="66" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 2 Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="67" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 1 Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="68" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 2 Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="69" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 3 Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="70" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Dark List Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="71" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Shading Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="72" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful List Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="73" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Grid Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="60" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Shading Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="61" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light List Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="62" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Grid Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="63" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 1 Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="64" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 2 Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="65" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 1 Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="66" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 2 Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="67" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 1 Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="68" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 2 Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="69" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 3 Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="70" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Dark List Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="71" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Shading Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="72" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful List Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="73" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Grid Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="60" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Shading Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="61" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light List Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="62" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Grid Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="63" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 1 Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="64" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 2 Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="65" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 1 Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="66" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 2 Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="67" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 1 Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="68" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 2 Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="69" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 3 Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="70" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Dark List Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="71" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Shading Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="72" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful List Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="73" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Grid Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="60" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Shading Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="61" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light List Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="62" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Grid Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="63" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 1 Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="64" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 2 Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="65" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 1 Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="66" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 2 Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="67" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 1 Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="68" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 2 Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="69" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 3 Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="70" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Dark List Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="71" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Shading Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="72" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful List Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="73" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Grid Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="60" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Shading Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="61" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light List Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="62" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Grid Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="63" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 1 Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="64" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 2 Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="65" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 1 Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="66" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 2 Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="67" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 1 Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="68" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 2 Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="69" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 3 Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="70" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Dark List Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="71" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Shading Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="72" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful List Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="73" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Grid Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="19" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Subtle Emphasis"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="21" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Intense Emphasis"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="31" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Subtle Reference"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="32" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Intense Reference"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="33" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Book Title"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="37" name="Bibliography"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="39" qformat="true" name="TOC Heading"&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;style&gt; &lt;!--  /* Font Definitions */  @font-face 	{font-family:"Cambria Math"; 	panose-1:2 4 5 3 5 4 6 3 2 4; 	mso-font-charset:0; 	mso-generic-font-family:roman; 	mso-font-pitch:variable; 	mso-font-signature:-1610611985 1107304683 0 0 159 0;} @font-face 	{font-family:Calibri; 	panose-1:2 15 5 2 2 2 4 3 2 4; 	mso-font-charset:0; 	mso-generic-font-family:swiss; 	mso-font-pitch:variable; 	mso-font-signature:-1610611985 1073750139 0 0 159 0;} @font-face 	{font-family:Georgia; 	panose-1:2 4 5 2 5 4 5 2 3 3; 	mso-font-charset:0; 	mso-generic-font-family:roman; 	mso-font-pitch:variable; 	mso-font-signature:647 0 0 0 159 0;}  /* Style Definitions */  p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal 	{mso-style-unhide:no; 	mso-style-qformat:yes; 	mso-style-parent:""; 	mso-margin-top-alt:auto; 	margin-right:0cm; 	mso-margin-bottom-alt:auto; 	margin-left:0cm; 	text-align:justify; 	text-justify:inter-ideograph; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:10.0pt; 	font-family:"Calibri","sans-serif"; 	mso-ascii-font-family:Calibri; 	mso-ascii-theme-font:minor-latin; 	mso-fareast-font-family:"Times New Roman"; 	mso-fareast-theme-font:minor-fareast; 	mso-hansi-font-family:Calibri; 	mso-hansi-theme-font:minor-latin; 	mso-bidi-font-family:"Times New Roman"; 	mso-bidi-theme-font:minor-bidi; 	mso-ansi-language:EN-US; 	mso-fareast-language:EN-US;} a:link, span.MsoHyperlink 	{mso-style-priority:99; 	color:blue; 	mso-themecolor:hyperlink; 	text-decoration:underline; 	text-underline:single;} a:visited, span.MsoHyperlinkFollowed 	{mso-style-noshow:yes; 	mso-style-priority:99; 	color:purple; 	mso-themecolor:followedhyperlink; 	text-decoration:underline; 	text-underline:single;} .MsoChpDefault 	{mso-style-type:export-only; 	mso-default-props:yes; 	mso-ascii-font-family:Calibri; 	mso-ascii-theme-font:minor-latin; 	mso-fareast-font-family:"Times New Roman"; 	mso-fareast-theme-font:minor-fareast; 	mso-hansi-font-family:Calibri; 	mso-hansi-theme-font:minor-latin; 	mso-ansi-language:EN-US; 	mso-fareast-language:EN-US;} .MsoPapDefault 	{mso-style-type:export-only; 	mso-margin-top-alt:auto; 	mso-margin-bottom-alt:auto; 	text-align:justify; 	text-justify:inter-ideograph;} @page Section1 	{size:595.3pt 841.9pt; 	margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm; 	mso-header-margin:35.4pt; 	mso-footer-margin:35.4pt; 	mso-paper-source:0;} div.Section1 	{page:Section1;} --&gt; &lt;/style&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt;  /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable 	{mso-style-name:"Tabela normal"; 	mso-tstyle-rowband-size:0; 	mso-tstyle-colband-size:0; 	mso-style-noshow:yes; 	mso-style-priority:99; 	mso-style-qformat:yes; 	mso-style-parent:""; 	mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; 	mso-para-margin-top:auto; 	mso-para-margin-right:0cm; 	mso-para-margin-bottom:auto; 	mso-para-margin-left:0cm; 	text-align:justify; 	text-justify:inter-ideograph; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:11.0pt; 	font-family:"Calibri","sans-serif"; 	mso-ascii-font-family:Calibri; 	mso-ascii-theme-font:minor-latin; 	mso-hansi-font-family:Calibri; 	mso-hansi-theme-font:minor-latin; 	mso-bidi-font-family:"Times New Roman"; 	mso-bidi-theme-font:minor-bidi;} &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6837384105703305595-8709527489573633420?l=corujadafilosofia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://corujadafilosofia.blogspot.com/feeds/8709527489573633420/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6837384105703305595&amp;postID=8709527489573633420' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6837384105703305595/posts/default/8709527489573633420'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6837384105703305595/posts/default/8709527489573633420'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://corujadafilosofia.blogspot.com/2009/05/weber-filosofo.html' title='Weber filósofo'/><author><name>Paulo Ghiraldelli Jr.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10010584274633570571</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://4.bp.blogspot.com/-CZWHGfs1l6o/TywGpnqDI5I/AAAAAAAAG2o/ewG9BCr-tps/s220/FUNDO%2BCINZA.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_ElVH5nwaexE/Sf6i7FJbxqI/AAAAAAAADYA/um3j3O52gko/s72-c/weber.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6837384105703305595.post-8544026923721137060</id><published>2009-04-26T19:20:00.001-03:00</published><updated>2009-04-26T19:21:46.590-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='educação'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ensino'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='vestibular'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='escola pública'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='UsP'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cota'/><title type='text'>Ensino e vestibular: contra o rico ninguém pode</title><content type='html'>&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;  Normal 0   21   false false false  PT-BR X-NONE X-NONE              MicrosoftInternetExplorer4              &lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;                                                                                                                                            &lt;![endif]--&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: &amp;quot;&amp;quot;;"&gt;Alguns burocratas da pró-reitoria de graduação da USP estão exultantes. Qual a razão? Segundo eles mesmos, o objetivo que tinham era o de “democratizar a USP” que, também segundo eles mesmos, seria “elitizada”. Agora, como dizem, estão contentes porque a USP finalmente aderiu ao sistema de cotas para o exame vestibular; no caso, a chamada cota social: 50% das vagas da USP devem ficar para os alunos provindos da escola pública.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: &amp;quot;&amp;quot;;"&gt;Não posso ficar feliz com isso. Pois apesar da aparente boa intenção desses professores burocratas (alguns deles não passaram no vestibular da USP), sua idéia sobre o assunto é equivocada. Trata-se de um equívoco que também percorre os corredores de secretarias de educação, gabinetes de reitorias por aí afora e vai acabar batendo no MEC e no Congresso. E essas instâncias, todas elas muito afeitas ao populismo barato, tenderão a errar segundo o mesmo erro da pró-reitoria atual da USP. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: &amp;quot;&amp;quot;;"&gt;Caso a intenção não seja a de mero populismo, e que realmente seja um erro de avaliação e não um engodo proposital, então qual é o erro? Simples: acreditar que a Universidade tem o poder de forçar a melhoria da escola pública por meio de exames. Não tem. Nem de forma direta e nem de forma indireta. Talvez no passado isso pudesse acontecer. Agora, na situação em que a escola pública se encontra, esse tipo de ação vai antes prejudicar os cursos universitários que ser uma cunha para a melhoria da escola pública básica. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: &amp;quot;&amp;quot;;"&gt;A escola pública está aquém de conseguir se recuperar a partir desse mecanismo.&lt;span&gt; &lt;/span&gt;Deveríamos ter pensado nele quando a parte menos pobre de nossa classe média ainda estava na escola pública. Isso iria incentivá-la a ficar e, então, tal postura poderia manter nossas elites governantes – que possuem vários elementos vindos da classe média – com os olhos abertos para o ensino estatal. Mas, agora é tarde. Ao menos para esse tipo de ação isolada, é tarde.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: &amp;quot;&amp;quot;;"&gt;As estatísticas iniciais, feitas por grupos privados, começam a chegar às nossas mãos. De fato, por conta do vestibular da FUVEST aproveitar três pontos da prova do ENEM, já estávamos constatando uma sensível aparente migração de alunos de melhor renda para a escola pública. E isso agora tende a aumentar decisivamente: todos vão procurar se beneficiar das cotas. E qual é a estratégia dos ricos? Voltar para a escola pública em termos de ocupar uma posição na sala, passar ali com facilidade, dado que a escola pública não oferece qualquer resistência, e continuar a estudar nos cursinhos pré-vestibulares particulares. Os cursinhos já perceberam isso claramente, e estão começando a se preparar para receber mais alunos nas salas avulsas, aquelas que não são salas de colégio. Assim, voltamos ao processo de seleção de sempre: os mais ricos, os que puderem pagar o cursinho, vão disputar todas as vagas.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: &amp;quot;&amp;quot;;"&gt;Ou seja, em termos de política educacional, essa volta da classe média menos pobre para a escola pública não necessariamente significará, no curto prazo ou mesmo em uma situação de médio prazo, o despertar de uma atenção das elites governantes para a escola pública. Talvez a medida contida no projeto do senador Cristóvam Buarque, ao menos como idéia, seja bem melhor: que todo político seja obrigado a ter seu filho na escola pública. É uma idéia que nunca vingará no Congresso Nacional, mas, como idéia, ao menos tem o mérito de mostrar onde está o problema de fato. A medida da USP não mostra o problema, o escamoteia. Resolver? Jamais!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: &amp;quot;&amp;quot;;"&gt;A política de cotas para minorias não é uma ação de política educacional. É uma ação para quebrar o preconceito; trata-se de uma ação social para diminuir o pouco convívio, em determinados lugares, de grupos sociais diferentes. É necessário, sim, que em um país como o nosso o filho do branco e o filho de negro convivam nos mesmos locais. Nisso, ela está correta. Agora, a política de cotas da USP, no caso, é sim uma forma de política educacional. Seu objetivo é mexer com a USP por dentro e fazer a USP, de fora, possa mexer com a escola pública. Nos dois sentidos, a ação será nefasta. A USP vai ter de abaixar seu nível de ensino que, aliás, já tem capengado por conta de greves e por conta de concursos pouco sérios. E quanto à ação da USP sobre a escola pública básica, ela será anulada facilmente pela capacidade de mobilidade dos ricos. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: &amp;quot;&amp;quot;;"&gt;O resultado final será este: a USP ficará uma porcaria, e então as elites, que quiserem estudar, irão todas de uma vez para o Mackenzie e PUC (no caso de São Paulo), e logo estarão indo para outras faculdades e universidades privadas e, uma vez lá, obrigarão tais escolas a se tornarem melhores. A escola pública de ensino básico passará por um momento em que acolherá uma parcela de alunos menos pobres, mas esses alunos não causarão o movimento desejado, que seria o de fazer seus pais, com capacidade de reivindicação, gritar em favor da escola pública. Pois, afinal, o prazo que devem ficar ali, para se garantirem no vestibular com a cota, é muito pouco (basta freqüentar o ensino médio). Não é o suficiente para que seus pais venham a se preocupar com a escola do filho. Não haverá o movimento de atenção social dos mais ricos para com a escola pública, como se poderia esperar.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: &amp;quot;&amp;quot;;"&gt;É triste dizer, mas tenho de dizer: as pessoas que inventam medidas de política educacional na pró-reitoria da USP não entendem de educação. É incrível que elas não tenham conseguido perceber isso. De fato, a ciência da educação, no Brasil, precisa de melhores olhos. Precisam de olhos de bom senso.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: &amp;quot;&amp;quot;;"&gt;Uma medida como esta, da USP, jamais poderia ser uma medida isolada. Para ter alguma eficácia, ela teria de vir por meio de uma ação articulada da Universidade com a secretaria de Educação do Estado de São Paulo. A USP teria de condicionar o seu vestibular a uma ação prática do governo de São Paulo de melhoria real dos salários dos professores da escola pública básica, e não esta política de bônus e mérito que, na verdade, não é o mérito para o melhor professor. Além disso, tal medida da USP deveria estar agendada com uma postura do governo estadual no sentido de garantir a fixação de cada professor na escola básica em que leciona. E mais, o governo estadual deveria garantir a ampliação do direito de crítica dos professores às suas autoridades. E por fim: uma política clara no sentido de criar condições para que o professor tenha regimes sabáticos, para que ele volte a estudar. Neste último caso, a USP deveria ter cursos de mestrado específicos, para acolher tal professor em suas sabáticas, no assunto em que ele gostaria de se aperfeiçoar. Uma vez com o título de mestre nas mãos, esse professor deveria ter incentivos financeiros claros e decisivos no sentido de fazê-lo não sair da escola básica que leciona.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: &amp;quot;&amp;quot;;"&gt;Essas são umas poucas medidas – mas necessárias – que poderiam ser assumidas por conta de um plano articulado entre o governo do Estado e a USP. Aí sim, a conversa seria séria. Mas, infelizmente, cada um desses setores olha para o próprio umbigo, não para as necessidades reais de nossa educação. A pró-reitoria da USP faz política, não política educacional, e a secretaria de Estado do Governo de São Paulo, é claro, vai no mesmo rumo, e no caso, nem quer saber do que ocorre com a USP.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0pt 0pt 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: &amp;quot;&amp;quot;;"&gt;Paulo Ghiraldelli Jr, filósofo&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0pt 0pt 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: &amp;quot;&amp;quot;;"&gt;&lt;a href="http://ghiraldelli.ning.com/"&gt;http://ghiraldelli.ning.com&lt;/a&gt;&lt;span&gt; &lt;/span&gt;e &lt;a href="http://ghiraldelli.org/"&gt;http://ghiraldelli.org&lt;/a&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0pt 0pt 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: &amp;quot;&amp;quot;;"&gt;&lt;a href="http://mogulus.com/filosofia"&gt;http://mogulus.com/filosofia&lt;/a&gt; e &lt;a href="http://ghiraldelli.wordpress.com/"&gt;http://ghiraldelli.wordpress.com&lt;/a&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: &amp;quot;&amp;quot;;"&gt;&lt;a href="http://ghiraldelli.blogspot.com/"&gt;http://ghiraldelli.blogspot.com&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0pt 0pt 0.0001pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: &amp;quot;&amp;quot;;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6837384105703305595-8544026923721137060?l=corujadafilosofia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://corujadafilosofia.blogspot.com/feeds/8544026923721137060/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6837384105703305595&amp;postID=8544026923721137060' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6837384105703305595/posts/default/8544026923721137060'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6837384105703305595/posts/default/8544026923721137060'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://corujadafilosofia.blogspot.com/2009/04/ensino-e-vestibular-contra-o-rico.html' title='Ensino e vestibular: contra o rico ninguém pode'/><author><name>Paulo Ghiraldelli Jr.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10010584274633570571</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://4.bp.blogspot.com/-CZWHGfs1l6o/TywGpnqDI5I/AAAAAAAAG2o/ewG9BCr-tps/s220/FUNDO%2BCINZA.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6837384105703305595.post-7912579878010508334</id><published>2009-04-23T22:27:00.000-03:00</published><updated>2009-04-23T22:28:36.587-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ensino'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='liberdade'/><title type='text'>A Filosofia da Educação para a Liberdade</title><content type='html'>&lt;div class="entry"&gt;&lt;div class="snap_preview"&gt;&lt;p&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;  Normal 0   21   false false false  PT-BR X-NONE X-NONE              MicrosoftInternetExplorer4              &lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;                                                                                                                                            &lt;![endif]--&gt;&lt;!--  /* Font Definitions */  @font-face  {font-family:"Cambria Math";  panose-1:2 4 5 3 5 4 6 3 2 4;  mso-font-charset:1;  mso-generic-font-family:roman;  mso-font-format:other;  mso-font-pitch:variable;  mso-font-signature:0 0 0 0 0 0;} @font-face  {font-family:Calibri;  panose-1:2 15 5 2 2 2 4 3 2 4;  mso-font-charset:0;  mso-generic-font-family:swiss;  mso-font-pitch:variable;  mso-font-signature:-1610611985 1073750139 0 0 159 0;}  /* Style Definitions */  p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal  {mso-style-unhide:no;  mso-style-qformat:yes;  mso-style-parent:"";  margin-top:0cm;  margin-right:0cm;  margin-bottom:8.0pt;  margin-left:108.0pt;  line-height:120%;  mso-pagination:widow-orphan;  font-size:10.0pt;  font-family:"Calibri","sans-serif";  mso-ascii-font-family:Calibri;  mso-ascii-theme-font:minor-latin;  mso-fareast-font-family:Calibri;  mso-fareast-theme-font:minor-latin;  mso-hansi-font-family:Calibri;  mso-hansi-theme-font:minor-latin;  mso-bidi-font-family:"Times New Roman";  mso-bidi-theme-font:minor-bidi;  mso-fareast-language:EN-US;} a:link, span.MsoHyperlink  {mso-style-priority:99;  color:blue;  mso-themecolor:hyperlink;  text-decoration:underline;  text-underline:single;} a:visited, span.MsoHyperlinkFollowed  {mso-style-noshow:yes;  mso-style-priority:99;  color:purple;  mso-themecolor:followedhyperlink;  text-decoration:underline;  text-underline:single;} .MsoChpDefault  {mso-style-type:export-only;  mso-default-props:yes;  font-size:10.0pt;  mso-ansi-font-size:10.0pt;  mso-bidi-font-size:10.0pt;  mso-ascii-font-family:Calibri;  mso-ascii-theme-font:minor-latin;  mso-fareast-font-family:Calibri;  mso-fareast-theme-font:minor-latin;  mso-hansi-font-family:Calibri;  mso-hansi-theme-font:minor-latin;  mso-bidi-font-family:"Times New Roman";  mso-bidi-theme-font:minor-bidi;  mso-fareast-language:EN-US;} .MsoPapDefault  {mso-style-type:export-only;  margin-top:0cm;  margin-right:0cm;  margin-bottom:8.0pt;  margin-left:108.0pt;  line-height:120%;} @page Section1  {size:595.3pt 841.9pt;  margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm;  mso-header-margin:35.4pt;  mso-footer-margin:35.4pt;  mso-paper-source:0;} div.Section1  {page:Section1;} --&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;!   /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable  {mso-style-name:"Tabela normal";  mso-tstyle-rowband-size:0;  mso-tstyle-colband-size:0;  mso-style-noshow:yes;  mso-style-priority:99;  mso-style-qformat:yes;  mso-style-parent:"";  mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;  mso-para-margin-top:0cm;  mso-para-margin-right:0cm;  mso-para-margin-bottom:8.0pt;  mso-para-margin-left:108.0pt;  line-height:120%;  mso-pagination:widow-orphan;  font-size:11.0pt;  font-family:"Calibri","sans-serif";  mso-ascii-font-family:Calibri;  mso-ascii-theme-font:minor-latin;  mso-fareast-font-family:"Times New Roman";  mso-fareast-theme-font:minor-fareast;  mso-hansi-font-family:Calibri;  mso-hansi-theme-font:minor-latin;} --&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0pt 0pt 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;  Normal 0   21   false false false  PT-BR X-NONE X-NONE              MicrosoftInternetExplorer4              &lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;                                                                                                                                            &lt;![endif]--&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0pt 0pt 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;&amp;quot;;"&gt;Não estamos no Paraíso. Todos nós acreditamos que sabemos disso. Mas, não é verdade que sabemos disso efetivamente. Há lugares onde o Paraíso é tomado não só como existente, mas como o terreno real onde vivemos. Quais são esses lugares? Salas de aula.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0pt 0pt 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;&amp;quot;;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0pt 0pt 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;&amp;quot;;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0pt 0pt 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;&amp;quot;;"&gt;Há salas de aula em que a idéia de aprendizado ainda se confunde com a prática estúpida em que um fala – e nem sempre sabe corretamente do que fala – e outros escutam e copiam, sem que qualquer atitude reflexiva ou crítica apareça. Contestação, então, nem pensar! Parece incrível, mas após tantos anos de divulgação da literatura filosófico-pedagógica vinda do campo da contestação, a maioria de nossas salas de aula do ensino superior vive o elogio à atitude do cabisbaixo. Que ninguém ouse não dizer amém – este é o lema da sala de aula brasileira. Vivemos o desconhecimento dos anos 60 e o oposto dos anos 80. Andamos hoje nos restos da mediocridade dos anos 90.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0pt 0pt 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;&amp;quot;;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0pt 0pt 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;&amp;quot;;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0pt 0pt 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;&amp;quot;;"&gt;Novamente entregamos nossa liberdade de modo fácil. Parece que somos livres, hoje, mas, na verdade, estamos aquém da sofisticação de raciocínio para a qual estávamos apontando nos anos 80, quando estávamos usando a liberdade. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0pt 0pt 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;&amp;quot;;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0pt 0pt 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;&amp;quot;;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0pt 0pt 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;&amp;quot;;"&gt;Dou um exemplo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0pt 0pt 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;&amp;quot;;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0pt 0pt 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;&amp;quot;;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0pt 0pt 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;&amp;quot;;"&gt;Fui falar na Faculdade de Direito do Largo São Francisco. Ao meu lado estava um professor da UnB, representante da Presidência da República para as questões de Direitos Humanos. Eu falei primeiro. Na introdução da minha fala, eu comentei de passagem que não sabia se poderíamos, nós humanos, falarmos em “direitos nossos”. Pois, após o que havíamos feito com os outros animais, as plantas e toda a Terra, me parecia bastante discutível que ainda quiséssemos, nós humanos, termos direitos. Qualquer animal ou planta iria nos ver como cínicos ao escutar a expressão “Direitos Humanos”. Existiria algum “direito humano” a ser reivindicado, após termos usado de todo tipo de direito que nos cabia e que não nos cabia, retirando direitos dos outros habitantes do Planeta?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0pt 0pt 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;&amp;quot;;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0pt 0pt 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;&amp;quot;;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0pt 0pt 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;&amp;quot;;"&gt;Minha rápida fala, nesse sentido, tinha um caráter visivelmente irônico. Todavia, ela não se encerrava na ironia. A ironia pela ironia não é um dos melhores instrumentos. Sócrates usava dela, mas ele a acoplava ao &lt;em&gt;elenkhós&lt;/em&gt;, o método da refutação. Como bom admirador de Sócrates, minha ironia não estava ali apenas para ser ironia, ela se fez presente para que eu pudesse &lt;em&gt;desterritorializar&lt;/em&gt; o tema daquele dia. Pois, é claro, só fazendo assim é que eu poderia, por meio da filosofia, evitar que meu colega de palestra começasse com uma ladainha já conhecida. Eu já sabia que ele iria falar genericamente em “tolerância” e iria lembrar a Declaração dos Direitos do Homem e, enfim, falaria em “liberdade, igualdade e fraternidade”. Propositalmente, então, trouxe o tema não para o confronto homem-Estado, e sim para o confronto homem-Planeta, o que é, enfim, o confronto Homem-Homem. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0pt 0pt 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;&amp;quot;;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0pt 0pt 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;&amp;quot;;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0pt 0pt 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;&amp;quot;;"&gt;Imaginei, então, que ao fazer isso a nossa discussão sobre “Direitos Humanos” pudesse ser ampliada. Ao invés de pensarmos em ética, pensaríamos em cosmologia. Seria como que uma “virada nietzchiana”. Mas não foi o que ocorreu. Meu parceiro de mesa não entendeu a ironia. Não conseguiu acompanhar a tentativa de deslocamento que fiz. E ao começar a falar, voltou para a estrada de chão batido. Passou a se justificar e, pior ainda, a justificar o cargo que exercia no governo. Queria convencer os estudantes sobre a importância dos “Direitos Humanos”, uma vez que eu, o filósofo ali presente, parecia não ver a “importância nos Direitos Humanos”. Ora, mas o que eu disse não tirava o mérito dele ou do emprego dele no governo. O que eu disse se fez no sentido de mostrar um modo de pensar &lt;em&gt;diferente&lt;/em&gt;, quiçá mais amplo. Mas, infelizmente, ele não “pegou” a coisa.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0pt 0pt 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;&amp;quot;;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0pt 0pt 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;&amp;quot;;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0pt 0pt 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;&amp;quot;;"&gt;Esse exemplo é significativo. É em relação a isto que digo que nossas salas de aula não possuem liberdade. Não há a liberdade para ser inteligente. Pois não há, afinal, a liberdade. Estamos tão acostumados a ouvir e copiar, tão adestrados para não responder de modo duro ao professor, tão postos para sermos pequenas Danusas Leão vomitando etiquetas, que não somos mais capazes de pegar a cauda de foguete de uma ironia. Não somos mais capazes de “ir no vácuo” de uma tentativa de desterritorizalização. Perdemos a liberdade, o humor e a inteligência. Nossas sala de aula são uma chatice só. Estamos no anti-clímax dos anos 70 e 80. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0pt 0pt 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;&amp;quot;;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0pt 0pt 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;&amp;quot;;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0pt 0pt 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;&amp;quot;;"&gt;Como readquirir a liberdade? Com o jovens? Parece ser impossível, hoje, ver algum jovem capaz de contestar. Afinal, jovens com algum livro de esquerda em casa têm pai, tio, primo ou puxa-saco no governo federal. E os jovens “de direita”, contestariam?&lt;span&gt; &lt;/span&gt;A direita é limitada na sua contestação, pois após alguns primeiros gritinhos ela logo estanca, uma vez que sua função objetiva é a de preservação máxima do &lt;em&gt;status quo&lt;/em&gt;. A juventude parece estar com dificuldade de ser livre. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0pt 0pt 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;&amp;quot;;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0pt 0pt 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;&amp;quot;;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0pt 0pt 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;&amp;quot;;"&gt;Mas, e os mais velhos? Ora, o exemplo que citei é de um professor da minha geração. Ele fugiu da ironia. Ele não soube se abrir para a liberdade. Ele não conseguiu fazer outra coisa senão justificar o fato de que estava no governo e que “os Direitos Humanos são coisa importante”. A fala dele foi a fala mais domesticada que já escutei nos últimos anos. Não havia um pingo sequer de rebeldia. Não havia uma isca de uso da liberdade. Não havia uma lasquinha de contestação. Tudo que é necessário para que a inteligência floresça e a verdade possa nadar de braçada, eu não encontrei ali. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0pt 0pt 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;&amp;quot;;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0pt 0pt 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;&amp;quot;;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0pt 0pt 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;&amp;quot;;"&gt;Não consigo cumprimentar o Brasil de hoje. O Brasil de hoje é um fantasma de Brasil. Precisaríamos &lt;em&gt;redescrever&lt;/em&gt; uma filosofia da educação para a liberdade, de modo a trazer a liberdade para o campo no qual ela faz sentido, que é o campo prático. Só assim poderemos voltar a usar da inteligência. Sem contestação, é difícil ser inteligente.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0pt 0pt 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;&amp;quot;;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0pt 0pt 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;&amp;quot;;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0pt 0pt 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;&amp;quot;;"&gt;Paulo Ghiraldelli Jr., filósofo&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0pt 0pt 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;&amp;quot;;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0pt 0pt 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;&amp;quot;;"&gt;&lt;a href="http://ghiraldelli.org/"&gt;http://ghiraldelli.org&lt;/a&gt; e &lt;a href="http://ghiraldelli.ning.com/"&gt;http://ghiraldelli.ning.com&lt;/a&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0pt 0pt 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;&amp;quot;;"&gt;&lt;a href="http://filosofia.pro.br/"&gt;http://filosofia.pro.br&lt;/a&gt; e &lt;a href="http://mogulus.com/filosofia"&gt;http://mogulus.com/filosofia&lt;/a&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;/div&gt;    &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6837384105703305595-7912579878010508334?l=corujadafilosofia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://corujadafilosofia.blogspot.com/feeds/7912579878010508334/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6837384105703305595&amp;postID=7912579878010508334' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6837384105703305595/posts/default/7912579878010508334'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6837384105703305595/posts/default/7912579878010508334'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://corujadafilosofia.blogspot.com/2009/04/filosofia-da-educacao-para-liberdade.html' title='A Filosofia da Educação para a Liberdade'/><author><name>Paulo Ghiraldelli Jr.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10010584274633570571</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://4.bp.blogspot.com/-CZWHGfs1l6o/TywGpnqDI5I/AAAAAAAAG2o/ewG9BCr-tps/s220/FUNDO%2BCINZA.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6837384105703305595.post-4590685613916149408</id><published>2009-02-11T08:20:00.001-02:00</published><updated>2009-02-11T08:20:14.511-02:00</updated><title type='text'>Liberdade</title><content type='html'>&lt;embed allowfullscreen='true' height='256' width='320' type='application/x-shockwave-flash' src='http://www.dailymotion.com/swf/k6V2T4ng1Tu4jwWJIN'/&gt;	&lt;p&gt;	&lt;a href='http://www.dailymotion.com/video/x8c1j1_liberdade_school'&gt;Liberdade&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;	Vídeo enviado por &lt;a href='http://www.dailymotion.com/pgjr23'&gt;pgjr23&lt;/a&gt;	&lt;/p&gt;	&lt;p&gt;	Filósofo mostra filme e comenta o "medo da liberdade"	&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6837384105703305595-4590685613916149408?l=corujadafilosofia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://corujadafilosofia.blogspot.com/feeds/4590685613916149408/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6837384105703305595&amp;postID=4590685613916149408' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6837384105703305595/posts/default/4590685613916149408'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6837384105703305595/posts/default/4590685613916149408'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://corujadafilosofia.blogspot.com/2009/02/liberdade.html' title='Liberdade'/><author><name>Paulo Ghiraldelli Jr.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10010584274633570571</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://4.bp.blogspot.com/-CZWHGfs1l6o/TywGpnqDI5I/AAAAAAAAG2o/ewG9BCr-tps/s220/FUNDO%2BCINZA.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6837384105703305595.post-8535161746281227482</id><published>2009-02-01T14:18:00.001-02:00</published><updated>2009-02-01T14:18:32.996-02:00</updated><title type='text'>TV Filosofia 1 Segmento 2</title><content type='html'>&lt;embed allowfullscreen='true' height='256' width='320' type='application/x-shockwave-flash' src='http://www.dailymotion.com/swf/k3LCetJ5lboppBVWpp'/&gt;	&lt;p&gt;	&lt;a href='http://www.dailymotion.com/video/x87z9j_tv-filosofia-1-segmento-2_school'&gt;TV Filosofia 1 Segmento 2&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;	Vídeo enviado por &lt;a href='http://www.dailymotion.com/pgjr23'&gt;pgjr23&lt;/a&gt;	&lt;/p&gt;	&lt;p&gt;	Programa da Universidade São Marcos para a TV Aberta. Programa 1, parte b: Sócrates.	&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6837384105703305595-8535161746281227482?l=corujadafilosofia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://corujadafilosofia.blogspot.com/feeds/8535161746281227482/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6837384105703305595&amp;postID=8535161746281227482' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6837384105703305595/posts/default/8535161746281227482'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6837384105703305595/posts/default/8535161746281227482'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://corujadafilosofia.blogspot.com/2009/02/tv-filosofia-1-segmento-2.html' title='TV Filosofia 1 Segmento 2'/><author><name>Paulo Ghiraldelli Jr.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10010584274633570571</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://4.bp.blogspot.com/-CZWHGfs1l6o/TywGpnqDI5I/AAAAAAAAG2o/ewG9BCr-tps/s220/FUNDO%2BCINZA.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6837384105703305595.post-7167716055951027863</id><published>2009-02-01T07:56:00.001-02:00</published><updated>2009-02-01T07:56:44.557-02:00</updated><title type='text'>TV Filosofia 1 parte a: Sócrates</title><content type='html'>&lt;embed allowfullscreen='true' height='256' width='320' type='application/x-shockwave-flash' src='http://www.dailymotion.com/swf/k4snltebYniU5XVVCp'/&gt;	&lt;p&gt;	&lt;a href='http://www.dailymotion.com/video/x87wx5_tv-filosofia-1-parte-a-socrates_school'&gt;TV Filosofia 1 parte a: Sócrates&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;	Vídeo enviado por &lt;a href='http://www.dailymotion.com/pgjr23'&gt;pgjr23&lt;/a&gt;	&lt;/p&gt;	&lt;p&gt;	Programa TV Filosofia da Universidade São Marcos, apresentado por Francielle Maria na TV Aberta São Paulo, entrevistando o filósofo Paulo Ghiraldelli Jr.	&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6837384105703305595-7167716055951027863?l=corujadafilosofia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://corujadafilosofia.blogspot.com/feeds/7167716055951027863/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6837384105703305595&amp;postID=7167716055951027863' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6837384105703305595/posts/default/7167716055951027863'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6837384105703305595/posts/default/7167716055951027863'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://corujadafilosofia.blogspot.com/2009/02/tv-filosofia-1-parte-socrates.html' title='TV Filosofia 1 parte a: Sócrates'/><author><name>Paulo Ghiraldelli Jr.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10010584274633570571</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://4.bp.blogspot.com/-CZWHGfs1l6o/TywGpnqDI5I/AAAAAAAAG2o/ewG9BCr-tps/s220/FUNDO%2BCINZA.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6837384105703305595.post-5825160148789135999</id><published>2008-12-29T01:05:00.000-02:00</published><updated>2008-12-29T01:06:46.512-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Edgar da Rocha'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Adágio popular e filosofia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ANPOF'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='universidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Presidência da ANPOF'/><title type='text'>ANPOF: cabeça nova, mas sem idéias</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Diferentemente das suas parentes no campo da história, ciências sociais e educação, a ANPOF não é conhecida nos meios acadêmicos. E é completamente inexistente fora deles. A ANPOF é a Associação Nacional de Pós-graduação em Filosofia. Não temos no Brasil o que os americanos possuem lá, no trânsito da vida acadêmica com a filosofia, uma associação aberta para filósofos. Com expressão, não temos uma associação de filosofia a partir de filósofos; a maior parte de nossos filósofos atua apenas como professor de filosofia, em universidades. A inserção desse pessoal no debate público é praticamente zero. E a ANPOF atual reflete isso. Seu presidente é um ilustre desconhecido, ninguém conseguiria identificar na imprensa ou mesmo nos meios acadêmicos quem é o moço chamado Edgar da Rocha. A cada cem estudantes de filosofia, cento e um não sabem quem é Edgar!&lt;br /&gt;E para ilustres desconhecidos, ilegítimos intelectualmente, não há outro modo de se apresentar senão desfiando currículo. E um currículo feito de batismos externos. Ou seja, como ninguém nunca leu um livro ou texto do moço (talvez nem mesmo o orientador dele!), então, é necessário colocar para os associados o CV do jovem! A falta de legitimidade natural cria a pseudo-legitimidade.&lt;br /&gt;A ANPOF já teve como presidente o professor Bento Prado Jr.. Sempre de terno e gravata e solícito com todos, Bento circulava nos meios jornalísticos procurando ler os colegas, resenhar seus livros e não deixar a filosofia se reduzir ao gueto. A ANPOF também teve a professora Marilena Chauí. Igualmente bem vestida e charmosamente loquaz, nunca deixou de se inserir na mídia, mostrando que a filosofia se faz na vida, não somente no gabinete. Outros desse estilo passaram pela presidência. Tudo indicava que a ANPOF poderia crescer não só em número, mas em pessoas que iriam agarrar e viver a condição de filósofos.&lt;br /&gt;A mentalidade dessa geração pioneira da ANPOF veio do tempo que filosofia era filosofia, uma atividade de pensamento, ousadia, crítica e capacidade de redescrever situações e pessoas para além de teses de mestrado e doutorado. Essa geração que veio de Bento e Marilena, e que deu para nós uma Olgária Matos e vários outros que buscaram, mesmo no Terceiro Mundo, fazer a filosofia não deixar de ser um instrumento capaz de dialogar com os vários setores sociais – como americanos, franceses e alemães nunca deixaram de fazer –, foi o meu grupo de heróis inspiradores. Não estou dizendo que esse pessoal respondeu nesses debates aquilo que eu queria ouvir e o que eu acredito. Não! Mas não é pela concordância que eu os admirava, mas pela inserção intelectual e social; e, não raro, pela minha discordância em relação ao que defenderam.&lt;br /&gt;Mas agora, o que temos como filosofia acadêmica? Um professor faz um artiguinho de nada e corre colocar em alguma revistinha presa ao “Qualis”, um mecanismo criado pelos pares para dizer qual periódico e qual editora pode ou não publicar coisas válidas. Trata-se de algo como um Index do tipo do da Inquisição medieval, só que mais medíocre. Sim, medíocre, pois ele não está aí para defender uma doutrina, mas apenas para incentivar o grupelhismo.&lt;br /&gt;Fiz meu currículo (que depois de um tempo tive de colocar na imbecilizante Plataforma Lattes) enquanto estava na academia, durante 35 anos. Mas, antes mesmo de sair de vez da Universidade, comecei a não dar mais atenção para aquilo, pois comecei a perceber que mostrar o currículo estava se tornando apenas uma forma de não conversar sobre filosofia. Pois, de fato, ninguém que se preocupa com o CV-Lattes escreve sobre filosofia. Alguém que mostra o CV já indica que ninguém o conhece, que ninguém o leu, que nem mesmo os que estudam seu assunto o leram. Os americanos filósofos não mostram currículo, às vezes nem mesmo em concursos! Quando assumem uma associação, o que mostram é um artigo amplo, de envergadura, sobre os grandes vôos da filosofia. Vários presidentes da ANPOF não precisaram mostrar currículo.&lt;br /&gt;Não raro, os professores da nova geração escrevem pequenas teses e dissertações, em geral de pouca ousadia e criatividade, e colocam artiguinhos em supostas revistas de qualidade, tudo para ser “professor da pós”, e não propriamente filósofos. Passam anos lendo (sem explicar) apenas um único livro de filosofia na sala de aula - isso é "a aula" que ministram! Vários entre esses professores passam anos repetindo a mesma aula, todo santo dia! E ocorreu de fato aula? Não! O que fizeram foi ler – em português (!) – o que está aqui e ali em um volume de Os Pensadores. Quando fazem isso, já é muito. São incapazes de uma conexão qualquer entre sociedade, cultura e filosofia. Dizem que isso que fazem é rigor, quando na verdade é apenas mediocridade. Ou o que é pior: fingem serem scholars de um filósofo, quando na verdade são apenas ignorantes em história da filosofia e, principalmente, em cultura brasileira. São incapazes de levarem adiante conexões entre o assunto que dizem dominar e o todo da filosofia e da filosofia aplicada.&lt;br /&gt;No Brasil a regra é a seguinte: você entra no curso de filosofia na universidade e vira universitário, para sempre, e não filósofo. Vai ser estudante universitário e professor universitário. Todos os cacoetes universitários vindo de práticas autoritárias e corporativas são incorporados, e isso é maior que o conteúdo do curso. Ou seja, a Universidade vence a filosofia. Na formação de cada um a filosofia perde para as práticas da vida universitária, isto é, a politicalha e o grupelhismo. Como estudantes, bajulam professores para terem bolsa; como professores, bajulam outros professores (e o governo) para subirem na carreira - carreira administrativa, é claro. Um dia, chegam na ... presidência da ANPOF. E a filosofia? Ah, "papers" para o Qualis. Mas, de conteúdo mesmo, de criatividade filosófica, nada!&lt;br /&gt;Em um determinado momento de nossa história parecia que a filosofia iria se democratizar e, com isso, a ANPOF iria escapar desses cacoetes da Universidade. Mas não foi o que ocorreu. Ela caiu de joelhos. Os anos estão passando e a ANPOF cresce em associados e perde em capacidade de fazer filosofia. O reflexo disso apareceu quando elegeram um menino da Bahia para ser o presidente da ANPOF, e agora essa catástrofe se repete na escolha desse fantástico elemento humano que, segundo seu currículo, tem vários livros, mas que segundo as editoras, não tem nenhum! Ninguém do meio intelectual escutou ao menos um zumbido de Edgard da Rocha!&lt;br /&gt;A verdade disso tudo aparece agora, no e-mail que recebi da Diretoria da ANPOF. Em vez do presidente indicado (ele foi votado?) escrever um texto dizendo “O que é filosofia?” ou coisa parecida, para que possamos ter uma base do que ele pensa sobre o assunto – como os americanos fazem –, o que ocorreu foi apenas uma coisa esquisita: o e-mail veio com o CV-Lattes do rapaz. Ali aparece o que? O nada! Sim, pois tudo que está ali, que ele apresenta como sua identidade, é o que a lei obriga que ele apresente para ser professor universitário no Brasil: mestrado, doutorado, algumas publicações técnicas e alguns cargos administrativos. Ora, isso não caracteriza um filósofo. Colocar seu CV para se apresentar no campo da filosofia é mais que ridículo, chega a ser uma forma de dizer: não tenho nada a dizer, de fato, sobre filosofia. E não tem mesmo!&lt;br /&gt;Bom, pode haver objeção a essa minha observação. Pode-se dizer: mas a ANPOF é antes de tudo uma associação de “gente de programa de pós-graduação”, não de filosofia. Nesse caso, eu estaria errado em cobrar da ANPOF uma atuação menos rasteira. Todavia, no Brasil não podemos nos dar ao luxo de fazer filosofia sem contar com a universidade. Os países ricos conseguem isso. Mas nós não conseguimos nem mesmo ter um público leitor para fora do público estudantil – e isso não só em filosofia. Seria querer muito ter uma ANPOF cuidando da vida burocrática de professores burocratas, de um lado, e uma associação de filósofos, de outro. No Brasil, acabamos por acreditar - e nisso pode ser que erramos - que a ANPOF seria uma associação de filósofos, uma associação de filosofia.&lt;br /&gt;Um filósofo pode ser professor universitário. Nada o impede. Ele pode ter lá seus escritos “técnicos”, que o formaram. Alguns fazem o dever de casa bem feitinho. Outros, fazem o dever de casa com orientadores que não orientam nada. Agora, não é isso que vai coroar ou não o processo para alguém ser filósofo. Para ser visto como filósofo, no mundo todo, não é somente a formação escolar que importa. O mestrado e o doutorado, e mesmo a livre-docência e o pós-doutorado, no Brasil de hoje, são estágios da formação. Ou seja, são requisitos básicos. São o que se tem de fazer como “o mínimo” para ser professor de um programa de pós-graduação. Isso não é identidade de filósofo. Ao contrário, é identidade de professor e, não raro, de burocrata.&lt;br /&gt;Assim, com essa mentalidade, a ANPOF se descaracteriza a cada dia. Ou melhor, se caracteriza de modo pouco alvissareiro.&lt;br /&gt;Tudo indica que a ANPOF espelha hoje o que havia de mais tosco nos anos 80, que era o atropelo da mentalidade tecnicizante e burocrática sobre as áreas humanísticas. Aos poucos essa mentalidade que visa falar do calcanhar da barata venceu. E hoje os filósofos não sabem mais quem foi Monteiro Lobato ou Anísio Teixeira, e mentem que sabem alguma coisa sobre um parágrafo do Tratactus. Fingem ser especialistas em um assunto, para esconder o fato de que não possuem conhecimento geral algum. Hoje, cada coordenadorzinho de pós-graduação coloca na bibliografia de seus cursos alguns livros que, por amizade ou financiamento do estado, eles publicaram; ninguém os leriam. Mas ele enfia tal bibliografia goela abaixo dos alunos e, então, “faz currículo”. Ou então coloca uma bibliografia imensa, exatamente para "fazer pose".&lt;br /&gt;Ao agir assim, colocando seus "papers" aqui e ali, em suas disciplinas de pós-graduação, acredita que virou um autor. Torna-se um famoso autor desconhecido -- até mesmo entre os pares. Querem uma prova? Eis a prova que cala a boca de qualquer um: dentro da própria diretoria da ANPOF duvido que alguém leu alguma coisa do presidente atual da entidade. E talvez todos da diretoria possam até ter vergonha do fato de que cada um nunca leu o outro colega. A desculpa é esta: o que o colega escreveu "não é o meu assunto". Ou seja, a especilidade, que na verdade é mentirosa, apenas encobre o fato de que se tornaram antes professores universitários que filósofos. A Universidade venceu a filosofia - novamente. E assim vamos, no país do faz de conta, mentindo sobre a qualidade de mais uma associação.&lt;br /&gt;É uma vergonha. Estivemos tão próximos de ter uma associação de filosofia e ... deixamos isso passar. Continua valendo a frase de Bento Prado, para caracterizar as últimas gestões da ANPOF: “eles não são do meio”. O que recebi da ANPOF por e-mail, ou seja, o CV do presidente da entidade, o moço que ninguém sabe quem é, parece ser realmente uma forma de fazer a frase de Bento ainda ecoar com validade.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Paulo Ghiraldelli Jr., filósofo.&lt;br /&gt;Veja a rede: &lt;a href="http://ghiraldelli.ning.com/" _fcksavedurl="http://ghiraldelli.ning.com"&gt;http://ghiraldelli.ning.com&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6837384105703305595-5825160148789135999?l=corujadafilosofia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://corujadafilosofia.blogspot.com/feeds/5825160148789135999/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6837384105703305595&amp;postID=5825160148789135999' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6837384105703305595/posts/default/5825160148789135999'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6837384105703305595/posts/default/5825160148789135999'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://corujadafilosofia.blogspot.com/2008/12/anpof-cabea-nova-mas-sem-idias.html' title='ANPOF: cabeça nova, mas sem idéias'/><author><name>Paulo Ghiraldelli Jr.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10010584274633570571</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://4.bp.blogspot.com/-CZWHGfs1l6o/TywGpnqDI5I/AAAAAAAAG2o/ewG9BCr-tps/s220/FUNDO%2BCINZA.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6837384105703305595.post-8006781664118087716</id><published>2008-12-20T08:31:00.001-02:00</published><updated>2008-12-20T08:31:12.237-02:00</updated><title type='text'>O Conhecimento 5</title><content type='html'>&lt;embed allowfullscreen='true' height='256' width='320' type='application/x-shockwave-flash' src='http://www.dailymotion.com/swf/k6KU2g9VpM92ecSRb2'/&gt;	&lt;p&gt;	&lt;a href='http://www.dailymotion.com/video/x7s828_o-conhecimento-5_tech'&gt;O Conhecimento 5&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;	Vídeo enviado por &lt;a href='http://www.dailymotion.com/pgjr23'&gt;pgjr23&lt;/a&gt;	&lt;/p&gt;	&lt;p&gt;	O que é o conhecimento? Mais sobre o tema e sobre Platão, no quinto volume do curso do CEFA.	&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6837384105703305595-8006781664118087716?l=corujadafilosofia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://corujadafilosofia.blogspot.com/feeds/8006781664118087716/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6837384105703305595&amp;postID=8006781664118087716' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6837384105703305595/posts/default/8006781664118087716'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6837384105703305595/posts/default/8006781664118087716'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://corujadafilosofia.blogspot.com/2008/12/o-conhecimento-5.html' title='O Conhecimento 5'/><author><name>Paulo Ghiraldelli Jr.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10010584274633570571</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://4.bp.blogspot.com/-CZWHGfs1l6o/TywGpnqDI5I/AAAAAAAAG2o/ewG9BCr-tps/s220/FUNDO%2BCINZA.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6837384105703305595.post-7582783636432757699</id><published>2008-12-18T01:04:00.001-02:00</published><updated>2008-12-18T01:04:32.933-02:00</updated><title type='text'>Aristóteles no cinema</title><content type='html'>&lt;embed allowfullscreen='true' height='256' width='320' type='application/x-shockwave-flash' src='http://www.dailymotion.com/swf/k3gJ2AfOJIeAUSSI1Q'/&gt;	&lt;p&gt;	&lt;a href='http://www.dailymotion.com/video/x7rgxe_aristteles-no-cinema_shortfilms'&gt;Aristóteles no cinema&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;	Vídeo enviado por &lt;a href='http://www.dailymotion.com/pgjr23'&gt;pgjr23&lt;/a&gt;	&lt;/p&gt;	&lt;p&gt;	Filósofo mostra Aristóteles no cinema. Vejam isso!	&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6837384105703305595-7582783636432757699?l=corujadafilosofia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://corujadafilosofia.blogspot.com/feeds/7582783636432757699/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6837384105703305595&amp;postID=7582783636432757699' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6837384105703305595/posts/default/7582783636432757699'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6837384105703305595/posts/default/7582783636432757699'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://corujadafilosofia.blogspot.com/2008/12/aristteles-no-cinema.html' title='Aristóteles no cinema'/><author><name>Paulo Ghiraldelli Jr.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10010584274633570571</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://4.bp.blogspot.com/-CZWHGfs1l6o/TywGpnqDI5I/AAAAAAAAG2o/ewG9BCr-tps/s220/FUNDO%2BCINZA.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6837384105703305595.post-2058395880166944241</id><published>2008-12-13T10:09:00.004-02:00</published><updated>2008-12-13T10:13:36.638-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Religião'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ensino'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='filosofia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='criacionismo'/><title type='text'>Deus e o Diabo disputam o ensino brasileiro?</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_ElVH5nwaexE/SUOmjJeiy4I/AAAAAAAACGY/I1kRJrjkVPU/s1600-h/carol_castro_pp.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5279246310978014082" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 120px; CURSOR: hand; HEIGHT: 114px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_ElVH5nwaexE/SUOmjJeiy4I/AAAAAAAACGY/I1kRJrjkVPU/s320/carol_castro_pp.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://filosofia.mypodcast.com/2008/12/Deus_e_o_Diabo_disputam_a_educao_brasileira-166933.html"&gt;Escute Podcast Filosofia&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Finalmente Deus e o Diabo chegaram ao Terceiro Mundo. Demorou, mas vieram. Durante a década de 90 eles se mantiveram nos Estados Unidos. E eu estava intrigado: por que só lá? E os outros mortais, não poderiam usufruir da polêmica dos séculos passados sobre se devemos ou não colocar o “criacionismo” nas escolas? Afinal, estamos no século XXI, e é natural que se lemos tanta coisa dos séculos passados e imaginamos ser algo atual, não custava nada também ressuscitar isso. Afinal, o homem comum não ressuscita Lázaros, só pode fazer isso com velhas polêmicas.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Todo tipo de religião entra na escola. Umas entram mais, uma vez que são as religiões das elites ou de grupos emergentes. Éramos católicos todos, até pouco tempo, mesmo que fôssemos aos terreiros de Umbanda. Hoje nós continuamos indo a terreiros, claro, pois são mais interessantes. Todavia, uma boa parte de nós virou evangélico. Nunca houve uma escola laica no sentido radical do termo no Brasil. Estudei em escola pública a vida toda (e por isso me formei bem, pois a escola pública não era o que os governos – inclusive o do PT e do PSDB – a transformaram), e não foram poucos os dias que rezamos em sala de aula, segundo um bom ritual católico. Os “crentes”? Ah, eram apenas dois ou três “ignorantes” – era assim que nós pensávamos, os da religião oficial. E foi assim. Em parte, é assim. E se “os crentes” se tornarem a elite, não vai mudar, talvez até piore.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Escola é lugar de religião. Você a chuta para fora, pela porta. Sabe o que ela faz? Ela volta pela janela. Você fecha a janela. Sabe o que ocorre? As pessoas falam: ficou muito escuro aqui dentro agora, é necessário luz. E vem a luz: a da ciência, a da filosofia e, é claro, um cara sempre grita lá no fundo: “e a luz de Jesus?” E vem Jesus. É assim que funciona um lugar de jovens e crianças. Os adultos não conseguem imaginar um processo educacional sem religião. Eles até podem ser ateus. Mas eles não possuem nenhum projeto verdadeiramente laico para educar os filhos. Podem até dizer para os filhos que Deus não existe. Mas como acreditam no Diabo, acabam mostrando aos filhos que, ao menos na escola, seria legal conviver com Deus. E lá vem a religião. E vem com tudo, sempre. Vem padre que gosta de criança e vem o Cacá para virar pastor. Religião é uma fonte de renda imensa.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Bem, do ponto de vista de um filósofo como eu, que não sou professor de filosofia, sou uma pessoa que vive como filósofo, não há como não estar com um pé no iluminismo. Todavia, antes do Iluminismo, tivemos o Renascimento e o início das idéias liberais. Aprendemos com Locke e outros a idéia de “tolerância religiosa”. Eu penso que fui além. Aprendi com William James a idéia de que a religião, a ciência e a filosofia são espaços diferentes. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Não vou dizer aqui que a religião trabalha com metáforas e a ciência trabalha com o literal e a filosofia reflete sobre as duas. Isso seria uma opinião, não uma posição filosófica. Uma posição filosófica precisa ser mais qualificada. Talvez fosse interessante começar a pensar que todas as três trabalham com metáforas, todas elas são grandes ficções. São narrativas de convívio, nada mais. O inteligente é saber que elas indicam lugares de convívio. Elas criam espaços de convívio. Elas inauguram praças e clareiras em florestas. Todas as três possuem algo horrível. Ou seja, em todas elas o Diabo se aloja. Ele se chama dogmatismo. Sim, o Diabo tem vários nomes. Mas no âmbito da cultura, ele se chama dogmatismo.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Então, quando Deus dá uma cochilada (e Deus faz isso de propósito), o Diabo reaparece. Ele vem com aquele papo dele, de Diabo. Finge de tolerante, de liberal e ... pimba, solta lá o seu verbo dogmático. Ele inventa guerras. Quando Deus acorda do seu sono fingido, começa a soltar raios ... ah, desculpa, é Zeus que solta raios. Bem, Deus acorda nervoso (assim fica melhor). E ele diz: “puxa vida gente, eu imaginei que só Bin Laden estivesse nessa de ficar brigando por religião ainda”.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas nós não ouvimos Deus. Caso ouvíssemos, seríamos santos. Mas que sem graça! Então, nos engalfinhamos em polêmicas absurdas. Começamos a querer resolver como que a escola deve ensinar a origem do mundo. Uns falam que as teorias evolucionistas (que, aliás, não deveriam se resumir só a Darwin, caso quiséssemos ser honestos) deveriam ter o monopólio do ensino sobre a criação da vida. Sim, o evolucionismo tem boa história para contar – eu admito. Outros falam que se os evolucionistas contam sua história, os criacionistas deveriam poder contar também (bom, se quiséssemos mesmo ser honestos, deveríamos então abrir espaço para as religiões afro!). Ora, mas qual a razão de não podermos contar todas essas histórias para as crianças? Qual a razão de contarmos uma história do “Lobo Mau e os Três Porquinhos” e não podermos contar uma história da “Branca de Neve e Sete Anões”? Não há nenhum argumento capaz de convencer uma pessoa mais ou menos sadia mentalmente de que uma história de certo tipo irá tornar a criança melhor e outra mais ou menos do mesmo tipo não irá. As histórias antes formam que deformam. A TV também. Essas histórias têm menos poder sobre as crianças que queremos fazer crer. Crianças são antes guiadas por exemplos de pais e parentes que por histórias escolares.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Agora, a questão é o tipo de hora de se contar uma história. Nossa grade curricular ainda é vertical. E caso Deus continue a viver, sem que o Diabo o mate na hora que ele cochilar, a nossa escola continuará tendo uma grade vertical e os que apostam na transversalidade serão queimados no fogo dos infernos – ou qualquer outro fogo. Pode ser apenas num fogo de bar, numa bebedeira, se quiserem. Bem, com eu dizia, nossa grade curricular é vertical, então, temos de colocar as coisas em “disciplinas”, “matérias”. Ora, não vejo nenhum problema em manter as várias teorias da evolução nas aulas de ciências – pois a questão da evolução, hoje, não é uma questão como era no tempo de Darwin, ou seja, uma teoria não laboratorial, passa pela engenharia genética etc. – e manter as aulas de religião vigentes, com todas as religiões tendo seu espaço. Ou seja, poderíamos até melhorar o quadro: que tal a transformação da aula de religião em “história das religiões”? História da religião para valer, com bons professores e, inclusive, com debates com intelectuais de Sinagogas, Muçulmanos etc.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Com isso, todo mundo poderá fornecer sua narrativa. Ah! Sim, sei sei. Os religiosos irão dizer: “ah! mas então nós vamos contar a história, que admite versões, e a ciência vai contar a verdade? Assim não vale”. Ora, mas se o religioso pensa assim, que o evolucionismo, só porque está na aula de “ciências”, deve ser tomado como verdade e o criacionismo, por estar na aula de religião, deve ser tomado como uma “parábola”, um “mito” ou uma “versão”, ele próprio, religioso, está conferindo à ciência um poder que ele, se fosse um religioso culto, não daria. A aula de ciências também lida com versões – por isso seria mais justo e honesto que pudéssemos falar em neolamarckismo nas aulas de ciências tanto quanto falamos de darwinismo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Todavia, podemos ser mais honestos ainda. Podemos ser justos. Então, recuperaríamos os transversalistas. Tiraríamos esse pessoal da quarentena e fundaríamos com eles espaços intermediários na grade curricular. Nesses espaços, poderíamos discutir, por exemplo, as inúmeras formulações filosófico-religiosas que acoplam teorias evolucionistas e religião. Na Igreja Católica, por exemplo, existe uma série de versões do projeto criacionista em que o projeto evolucionista é absorvido e respeitado, integrado mesmo. Afinal, a Igreja Católica nunca foi obscurantista. Ao menos não na cúpula! Ela sempre tentou lidar com o novo – ainda que, nas bases, ela tenha usado da força. Ora, mas quem não usou, não é? Será que outras igrejas também possuem esse tipo de sofisticação? Creio que algumas sim, afinal, as igrejas não católicas já estão aí na praça faz tempo, e algumas delas nasceram de projetos nitidamente intelectuais.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Bem, as coisas poderiam ser assim. Poderíamos acomodar Deus e o Diabo dessa maneira. Mas, para tal, precisaríamos ter uma escola funcionando. E no Brasil a escola pública está acabada, e a escola particular, em grande medida, está fingindo que faz algo. Só alguns grandes colégios usam livros e pagam bem professores. O grosso da escola particular ensina mal e paga mal. Sobrevivem porque a classe média não quer voltar para a não-escola, que é o que virou a escola pública. Então, em um país onde não há escola, não adianta querer acomodar Deus e o Diabo, pois ambos pressupõem a escola para viver. Eles logo logo descobrirão que não temos escolas e voltarão para América. Até eles querem viver o sonho americano.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Paulo Ghiraldelli Jr, filósofo (religião? Ah, sim, acredito nos deuses greco-romanos, é claro, e como bom italiano, vendo uma macarronada me torno devoto de Baco imediatamente).&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6837384105703305595-2058395880166944241?l=corujadafilosofia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://corujadafilosofia.blogspot.com/feeds/2058395880166944241/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6837384105703305595&amp;postID=2058395880166944241' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6837384105703305595/posts/default/2058395880166944241'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6837384105703305595/posts/default/2058395880166944241'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://corujadafilosofia.blogspot.com/2008/12/escute-podcast-filosofia-finalmente.html' title='Deus e o Diabo disputam o ensino brasileiro?'/><author><name>Paulo Ghiraldelli Jr.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10010584274633570571</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://4.bp.blogspot.com/-CZWHGfs1l6o/TywGpnqDI5I/AAAAAAAAG2o/ewG9BCr-tps/s220/FUNDO%2BCINZA.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_ElVH5nwaexE/SUOmjJeiy4I/AAAAAAAACGY/I1kRJrjkVPU/s72-c/carol_castro_pp.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6837384105703305595.post-2483220523836752344</id><published>2008-12-09T23:08:00.001-02:00</published><updated>2008-12-09T23:08:02.750-02:00</updated><title type='text'>Filósofo diz tudo a governador</title><content type='html'>&lt;embed allowscriptaccess="never" wmode="transparent" src="http://www.dailymotion.com/swf/k1Jm8F2DSocSjPS4un&amp;colors=background:FAF516;glow:E86B02;&amp;related=0" type="application/x-shockwave-flash" width="400" height="323" allowFullScreen="true" allowScriptAccess="always"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://vodpod.com"&gt;posted with vodpod&lt;/a&gt;&lt;img style="visibility:hidden;width:0px;height:0px;" border=0 width=0 height=0 src="http://counters.gigya.com/wildfire/IMP/CXNID=2000002.11NXC/bHQ9MTIyODg3MTIyOTg*MyZwdD*xMjI4ODcxMjczMjk2JnA9MjcxNzkxJmQ9Jm49YmxvZ2dlciZnPTEmdD*=.gif" /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6837384105703305595-2483220523836752344?l=corujadafilosofia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://corujadafilosofia.blogspot.com/feeds/2483220523836752344/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6837384105703305595&amp;postID=2483220523836752344' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6837384105703305595/posts/default/2483220523836752344'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6837384105703305595/posts/default/2483220523836752344'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://corujadafilosofia.blogspot.com/2008/12/filsofo-diz-tudo-governador.html' title='Filósofo diz tudo a governador'/><author><name>Paulo Ghiraldelli Jr.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10010584274633570571</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://4.bp.blogspot.com/-CZWHGfs1l6o/TywGpnqDI5I/AAAAAAAAG2o/ewG9BCr-tps/s220/FUNDO%2BCINZA.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6837384105703305595.post-5340331317983757511</id><published>2008-12-09T03:20:00.001-02:00</published><updated>2008-12-09T03:20:46.333-02:00</updated><title type='text'>A verdade para o governador</title><content type='html'>&lt;embed allowfullscreen='true' height='256' width='320' type='application/x-shockwave-flash' src='http://www.dailymotion.com/swf/k26xO3XaNvolc4S4un'/&gt;	&lt;p&gt;	&lt;a href='http://www.dailymotion.com/video/x7o7nf_a-verdade-para-o-governador_school'&gt;A verdade para o governador&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;	Vídeo enviado por &lt;a href='http://www.dailymotion.com/pgjr23'&gt;pgjr23&lt;/a&gt;	&lt;/p&gt;	&lt;p&gt;	Filósofo diz tudo que você, professor, gostaria de dizer ao governador e à secretária de educação de São Paulo.	&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6837384105703305595-5340331317983757511?l=corujadafilosofia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://corujadafilosofia.blogspot.com/feeds/5340331317983757511/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6837384105703305595&amp;postID=5340331317983757511' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6837384105703305595/posts/default/5340331317983757511'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6837384105703305595/posts/default/5340331317983757511'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://corujadafilosofia.blogspot.com/2008/12/verdade-para-o-governador.html' title='A verdade para o governador'/><author><name>Paulo Ghiraldelli Jr.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10010584274633570571</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://4.bp.blogspot.com/-CZWHGfs1l6o/TywGpnqDI5I/AAAAAAAAG2o/ewG9BCr-tps/s220/FUNDO%2BCINZA.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6837384105703305595.post-2488431163621567491</id><published>2008-12-04T01:11:00.001-02:00</published><updated>2008-12-04T01:11:26.775-02:00</updated><title type='text'>O Conhecimento 3</title><content type='html'>&lt;embed allowfullscreen='true' height='256' width='320' type='application/x-shockwave-flash' src='http://www.dailymotion.com/swf/kTXfCmDh8RPjtURBD9'/&gt;	&lt;p&gt;	&lt;a href='http://www.dailymotion.com/video/x7lu1z_o-conhecimento-3_school'&gt;O Conhecimento 3&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;	Vídeo enviado por &lt;a href='http://www.dailymotion.com/pgjr23'&gt;pgjr23&lt;/a&gt;	&lt;/p&gt;	&lt;p&gt;	Curso do CEFA "O Conhecimento". Programa 3. 	&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6837384105703305595-2488431163621567491?l=corujadafilosofia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://corujadafilosofia.blogspot.com/feeds/2488431163621567491/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6837384105703305595&amp;postID=2488431163621567491' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6837384105703305595/posts/default/2488431163621567491'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6837384105703305595/posts/default/2488431163621567491'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://corujadafilosofia.blogspot.com/2008/12/o-conhecimento-3.html' title='O Conhecimento 3'/><author><name>Paulo Ghiraldelli Jr.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10010584274633570571</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://4.bp.blogspot.com/-CZWHGfs1l6o/TywGpnqDI5I/AAAAAAAAG2o/ewG9BCr-tps/s220/FUNDO%2BCINZA.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6837384105703305595.post-3634004452746126873</id><published>2008-11-26T21:33:00.001-02:00</published><updated>2008-11-26T21:33:58.462-02:00</updated><title type='text'>Filosofia e Cotidiano na TV</title><content type='html'>&lt;embed allowfullscreen='true' height='256' width='320' type='application/x-shockwave-flash' src='http://www.dailymotion.com/swf/k7x1BgmXvUjWwiR69I'/&gt;	&lt;p&gt;	&lt;a href='http://www.dailymotion.com/video/x7j8p6_filosofia-e-cotidiano-na-tv_lifestyle'&gt;Filosofia e Cotidiano na TV&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;	Vídeo enviado por &lt;a href='http://www.dailymotion.com/pgjr23'&gt;pgjr23&lt;/a&gt;	&lt;/p&gt;	&lt;p&gt;	Filósofo Paulo Ghiraldelli mostra a concepção de filosofia da "desbanalização" aplicada ao cotidiano em interassante programa de TV do Rio de Janeiro. 	&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6837384105703305595-3634004452746126873?l=corujadafilosofia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://corujadafilosofia.blogspot.com/feeds/3634004452746126873/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6837384105703305595&amp;postID=3634004452746126873' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6837384105703305595/posts/default/3634004452746126873'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6837384105703305595/posts/default/3634004452746126873'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://corujadafilosofia.blogspot.com/2008/11/filosofia-e-cotidiano-na-tv.html' title='Filosofia e Cotidiano na TV'/><author><name>Paulo Ghiraldelli Jr.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10010584274633570571</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://4.bp.blogspot.com/-CZWHGfs1l6o/TywGpnqDI5I/AAAAAAAAG2o/ewG9BCr-tps/s220/FUNDO%2BCINZA.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6837384105703305595.post-8058207231555065435</id><published>2008-11-24T12:10:00.001-02:00</published><updated>2008-11-24T12:10:17.975-02:00</updated><title type='text'>O olhar da filósofa</title><content type='html'>&lt;embed allowfullscreen='true' height='256' width='320' type='application/x-shockwave-flash' src='http://www.dailymotion.com/swf/k6Hf45MYnaXrVaQUqq'/&gt;	&lt;p&gt;	&lt;a href='http://www.dailymotion.com/video/x7i9wm_o-olhar-da-filosofa_creation'&gt;O olhar da filósofa&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;	Vídeo enviado por &lt;a href='http://www.dailymotion.com/pgjr23'&gt;pgjr23&lt;/a&gt;	&lt;/p&gt;	&lt;p&gt;	Filósofo comenta o afresco de Rafael "A Escola de Atenas" para lembrar Hipathia.	&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6837384105703305595-8058207231555065435?l=corujadafilosofia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://corujadafilosofia.blogspot.com/feeds/8058207231555065435/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6837384105703305595&amp;postID=8058207231555065435' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6837384105703305595/posts/default/8058207231555065435'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6837384105703305595/posts/default/8058207231555065435'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://corujadafilosofia.blogspot.com/2008/11/o-olhar-da-filsofa.html' title='O olhar da filósofa'/><author><name>Paulo Ghiraldelli Jr.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10010584274633570571</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://4.bp.blogspot.com/-CZWHGfs1l6o/TywGpnqDI5I/AAAAAAAAG2o/ewG9BCr-tps/s220/FUNDO%2BCINZA.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6837384105703305595.post-8169732617145678847</id><published>2008-11-21T19:38:00.001-02:00</published><updated>2008-11-21T19:38:48.376-02:00</updated><title type='text'>Alegoria da Caverna de Platão</title><content type='html'>&lt;embed allowfullscreen='true' height='256' width='320' type='application/x-shockwave-flash' src='http://www.dailymotion.com/swf/k1ccJdyUSQLLvvQHSh'/&gt;	&lt;p&gt;	&lt;a href='http://www.dailymotion.com/video/x7h8oh_alegoria-da-caverna-de-platao_school'&gt;Alegoria da Caverna de Platão&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;	Vídeo enviado por &lt;a href='http://www.dailymotion.com/pgjr23'&gt;pgjr23&lt;/a&gt;	&lt;/p&gt;	&lt;p&gt;	Filósofo Paulo Ghiraldelli Jr mostra que até mesmo a filosofia, dependendo do modo que é transmitida, pode se tornar banal. Então, a desbanalização do banal deve se voltar para a filosofia. Isso é explicado a partir do comentário de um vídeo sobre a Alegoria da Cavernas, de Platão.	&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6837384105703305595-8169732617145678847?l=corujadafilosofia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://corujadafilosofia.blogspot.com/feeds/8169732617145678847/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6837384105703305595&amp;postID=8169732617145678847' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6837384105703305595/posts/default/8169732617145678847'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6837384105703305595/posts/default/8169732617145678847'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://corujadafilosofia.blogspot.com/2008/11/alegoria-da-caverna-de-plato.html' title='Alegoria da Caverna de Platão'/><author><name>Paulo Ghiraldelli Jr.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10010584274633570571</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://4.bp.blogspot.com/-CZWHGfs1l6o/TywGpnqDI5I/AAAAAAAAG2o/ewG9BCr-tps/s220/FUNDO%2BCINZA.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6837384105703305595.post-8293288778994977668</id><published>2008-11-14T01:24:00.005-02:00</published><updated>2008-11-14T01:24:38.851-02:00</updated><title type='text'>Violência nas escolas</title><content type='html'>&lt;embed allowfullscreen='true' height='256' width='320' type='application/x-shockwave-flash' src='http://www.dailymotion.com/swf/k575QdG90IUzyKQ9oU'/&gt;	&lt;p&gt;	&lt;a href='http://www.dailymotion.com/video/x7eefg_violencia-nas-escolas_people'&gt;Violência nas escolas&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;	Vídeo enviado por &lt;a href='http://www.dailymotion.com/pgjr23'&gt;pgjr23&lt;/a&gt;	&lt;/p&gt;	&lt;p&gt;	Filósofo explica a violência na adolescência e a violência escolar na falta de política educacional. Cenas e declarações incríveis.	&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6837384105703305595-8293288778994977668?l=corujadafilosofia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://corujadafilosofia.blogspot.com/feeds/8293288778994977668/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6837384105703305595&amp;postID=8293288778994977668' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6837384105703305595/posts/default/8293288778994977668'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6837384105703305595/posts/default/8293288778994977668'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://corujadafilosofia.blogspot.com/2008/11/violncia-nas-escolas_6100.html' title='Violência nas escolas'/><author><name>Paulo Ghiraldelli Jr.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10010584274633570571</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://4.bp.blogspot.com/-CZWHGfs1l6o/TywGpnqDI5I/AAAAAAAAG2o/ewG9BCr-tps/s220/FUNDO%2BCINZA.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6837384105703305595.post-4936877371706470206</id><published>2008-11-14T01:24:00.003-02:00</published><updated>2008-11-14T01:24:38.727-02:00</updated><title type='text'>Violência nas escolas</title><content type='html'>&lt;embed allowfullscreen='true' height='256' width='320' type='application/x-shockwave-flash' src='http://www.dailymotion.com/swf/kpuwnwb8sTBDluQ9oU'/&gt;	&lt;p&gt;	&lt;a href='http://www.dailymotion.com/video/x7eefg_violencia-nas-escolas_people'&gt;Violência nas escolas&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;	Vídeo enviado por &lt;a href='http://www.dailymotion.com/pgjr23'&gt;pgjr23&lt;/a&gt;	&lt;/p&gt;	&lt;p&gt;	Filósofo explica a violência na adolescência e a violência escolar na falta de política educacional. Cenas e declarações incríveis.	&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6837384105703305595-4936877371706470206?l=corujadafilosofia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://corujadafilosofia.blogspot.com/feeds/4936877371706470206/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6837384105703305595&amp;postID=4936877371706470206' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6837384105703305595/posts/default/4936877371706470206'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6837384105703305595/posts/default/4936877371706470206'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://corujadafilosofia.blogspot.com/2008/11/violncia-nas-escolas_14.html' title='Violência nas escolas'/><author><name>Paulo Ghiraldelli Jr.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10010584274633570571</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://4.bp.blogspot.com/-CZWHGfs1l6o/TywGpnqDI5I/AAAAAAAAG2o/ewG9BCr-tps/s220/FUNDO%2BCINZA.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6837384105703305595.post-8668852829685163142</id><published>2008-11-14T01:24:00.001-02:00</published><updated>2008-11-14T01:24:36.347-02:00</updated><title type='text'>Violência nas escolas</title><content type='html'>&lt;embed allowfullscreen='true' height='256' width='320' type='application/x-shockwave-flash' src='http://www.dailymotion.com/swf/kb8tIKtU9M0ggYQ9oU'/&gt;	&lt;p&gt;	&lt;a href='http://www.dailymotion.com/video/x7eefg_violencia-nas-escolas_people'&gt;Violência nas escolas&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;	Vídeo enviado por &lt;a href='http://www.dailymotion.com/pgjr23'&gt;pgjr23&lt;/a&gt;	&lt;/p&gt;	&lt;p&gt;	Filósofo explica a violência na adolescência e a violência escolar na falta de política educacional. Cenas e declarações incríveis.	&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6837384105703305595-8668852829685163142?l=corujadafilosofia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://corujadafilosofia.blogspot.com/feeds/8668852829685163142/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6837384105703305595&amp;postID=8668852829685163142' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6837384105703305595/posts/default/8668852829685163142'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6837384105703305595/posts/default/8668852829685163142'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://corujadafilosofia.blogspot.com/2008/11/violncia-nas-escolas.html' title='Violência nas escolas'/><author><name>Paulo Ghiraldelli Jr.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10010584274633570571</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://4.bp.blogspot.com/-CZWHGfs1l6o/TywGpnqDI5I/AAAAAAAAG2o/ewG9BCr-tps/s220/FUNDO%2BCINZA.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6837384105703305595.post-6585582906664701673</id><published>2008-11-13T07:06:00.001-02:00</published><updated>2008-11-13T07:06:15.920-02:00</updated><title type='text'>Maurício Tragtenberg, ensinando a protestar</title><content type='html'>&lt;embed allowfullscreen='true' height='256' width='320' type='application/x-shockwave-flash' src='http://www.dailymotion.com/swf/k6zn6TN93B7hg3Q5GE'/&gt;	&lt;p&gt;	&lt;a href='http://www.dailymotion.com/video/x7e3ew_mauricio-tragtenberg-ensinando-a-pr_school'&gt;Maurício Tragtenberg, ensinando a protestar&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;	Vídeo enviado por &lt;a href='http://www.dailymotion.com/pgjr23'&gt;pgjr23&lt;/a&gt;	&lt;/p&gt;	&lt;p&gt;	Filósofo Paulo Ghiraldelli Jr. fala do cientista social e educador libertário Tragtenberg, falecido em 17 de novembro de 1998.	&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6837384105703305595-6585582906664701673?l=corujadafilosofia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://corujadafilosofia.blogspot.com/feeds/6585582906664701673/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6837384105703305595&amp;postID=6585582906664701673' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6837384105703305595/posts/default/6585582906664701673'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6837384105703305595/posts/default/6585582906664701673'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://corujadafilosofia.blogspot.com/2008/11/maurcio-tragtenberg-ensinando-protestar.html' title='Maurício Tragtenberg, ensinando a protestar'/><author><name>Paulo Ghiraldelli Jr.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10010584274633570571</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://4.bp.blogspot.com/-CZWHGfs1l6o/TywGpnqDI5I/AAAAAAAAG2o/ewG9BCr-tps/s220/FUNDO%2BCINZA.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6837384105703305595.post-1797684589612669264</id><published>2008-11-12T21:06:00.001-02:00</published><updated>2008-11-12T21:06:08.161-02:00</updated><title type='text'>Ministro Derrapa</title><content type='html'>&lt;embed allowfullscreen='true' height='256' width='320' type='application/x-shockwave-flash' src='http://www.dailymotion.com/swf/k2er8nrdXI2fu2Q2tm'/&gt;	&lt;p&gt;	&lt;a href='http://www.dailymotion.com/video/x7dtvo_ministro-derrapa_school'&gt;Ministro Derrapa&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;	Vídeo enviado por &lt;a href='http://www.dailymotion.com/pgjr23'&gt;pgjr23&lt;/a&gt;	&lt;/p&gt;	&lt;p&gt;	Filosofia explica mais um fracasso do MEC	&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6837384105703305595-1797684589612669264?l=corujadafilosofia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://corujadafilosofia.blogspot.com/feeds/1797684589612669264/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6837384105703305595&amp;postID=1797684589612669264' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6837384105703305595/posts/default/1797684589612669264'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6837384105703305595/posts/default/1797684589612669264'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://corujadafilosofia.blogspot.com/2008/11/ministro-derrapa.html' title='Ministro Derrapa'/><author><name>Paulo Ghiraldelli Jr.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10010584274633570571</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://4.bp.blogspot.com/-CZWHGfs1l6o/TywGpnqDI5I/AAAAAAAAG2o/ewG9BCr-tps/s220/FUNDO%2BCINZA.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6837384105703305595.post-1361439741057692292</id><published>2008-11-12T07:19:00.001-02:00</published><updated>2008-11-12T07:19:51.064-02:00</updated><title type='text'>Habermas critica Rawls</title><content type='html'>&lt;embed allowfullscreen='true' height='256' width='320' type='application/x-shockwave-flash' src='http://www.dailymotion.com/swf/k4Nn1Mo1oJ8rH8Q1aA'/&gt;	&lt;p&gt;	&lt;a href='http://www.dailymotion.com/video/x7dq0k_habermas-critica-rawls_school'&gt;Habermas critica Rawls&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;	Vídeo enviado por &lt;a href='http://www.dailymotion.com/pgjr23'&gt;pgjr23&lt;/a&gt;	&lt;/p&gt;	&lt;p&gt;	O filósofo explica o essencial da novidade da crítica de Habermas a Rawls.	&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6837384105703305595-1361439741057692292?l=corujadafilosofia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://corujadafilosofia.blogspot.com/feeds/1361439741057692292/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6837384105703305595&amp;postID=1361439741057692292' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6837384105703305595/posts/default/1361439741057692292'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6837384105703305595/posts/default/1361439741057692292'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://corujadafilosofia.blogspot.com/2008/11/habermas-critica-rawls.html' title='Habermas critica Rawls'/><author><name>Paulo Ghiraldelli Jr.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10010584274633570571</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://4.bp.blogspot.com/-CZWHGfs1l6o/TywGpnqDI5I/AAAAAAAAG2o/ewG9BCr-tps/s220/FUNDO%2BCINZA.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6837384105703305595.post-8233854044862262590</id><published>2008-11-08T21:36:00.001-02:00</published><updated>2008-11-08T21:36:34.988-02:00</updated><title type='text'>Jesus dos filósofos</title><content type='html'>&lt;embed allowfullscreen='true' height='256' width='320' type='application/x-shockwave-flash' src='http://www.dailymotion.com/swf/k7EQNYw46P5LqqPLqZ'/&gt;	&lt;p&gt;	&lt;a href='http://www.dailymotion.com/video/x7cfcd_jesus-dos-filosofos_school'&gt;Jesus dos filósofos&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;	Vídeo enviado por &lt;a href='http://www.dailymotion.com/pgjr23'&gt;pgjr23&lt;/a&gt;	&lt;/p&gt;	&lt;p&gt;	Filósofo Paulo Ghiraldelli explica cristianismo e o papel de Jesus a partir de uma perspectiva filosófica.	&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6837384105703305595-8233854044862262590?l=corujadafilosofia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://corujadafilosofia.blogspot.com/feeds/8233854044862262590/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6837384105703305595&amp;postID=8233854044862262590' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6837384105703305595/posts/default/8233854044862262590'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6837384105703305595/posts/default/8233854044862262590'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://corujadafilosofia.blogspot.com/2008/11/jesus-dos-filsofos.html' title='Jesus dos filósofos'/><author><name>Paulo Ghiraldelli Jr.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10010584274633570571</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://4.bp.blogspot.com/-CZWHGfs1l6o/TywGpnqDI5I/AAAAAAAAG2o/ewG9BCr-tps/s220/FUNDO%2BCINZA.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6837384105703305595.post-6983045193869744606</id><published>2008-11-07T23:43:00.001-02:00</published><updated>2008-11-07T23:43:48.355-02:00</updated><title type='text'>Estudantes Conversam com Filósofo</title><content type='html'>&lt;embed allowfullscreen='true' height='256' width='320' type='application/x-shockwave-flash' src='http://www.dailymotion.com/swf/k1e9xnTH6Lw2lWPHtE'/&gt;	&lt;p&gt;	&lt;a href='http://www.dailymotion.com/video/x7c3lu_estudantes-conversam-com-filosofo_school'&gt;Estudantes Conversam com Filósofo&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;	Vídeo enviado por &lt;a href='http://www.dailymotion.com/pgjr23'&gt;pgjr23&lt;/a&gt;	&lt;/p&gt;	&lt;p&gt;	Estudantes têm respostas em vídeo do filósofo Paulo Ghiraldelli Jr.	&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6837384105703305595-6983045193869744606?l=corujadafilosofia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://corujadafilosofia.blogspot.com/feeds/6983045193869744606/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6837384105703305595&amp;postID=6983045193869744606' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6837384105703305595/posts/default/6983045193869744606'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6837384105703305595/posts/default/6983045193869744606'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://corujadafilosofia.blogspot.com/2008/11/estudantes-conversam-com-filsofo.html' title='Estudantes Conversam com Filósofo'/><author><name>Paulo Ghiraldelli Jr.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10010584274633570571</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://4.bp.blogspot.com/-CZWHGfs1l6o/TywGpnqDI5I/AAAAAAAAG2o/ewG9BCr-tps/s220/FUNDO%2BCINZA.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6837384105703305595.post-764309325434518616</id><published>2008-11-05T00:28:00.001-02:00</published><updated>2008-11-05T00:28:14.924-02:00</updated><title type='text'>Sobre a riqueza</title><content type='html'>&lt;embed allowfullscreen='true' height='256' width='320' type='application/x-shockwave-flash' src='http://www.dailymotion.com/swf/k4FW7JLz5Pit1APueG'/&gt;	&lt;p&gt;	&lt;a href='http://www.dailymotion.com/video/x7b0by_sobre-a-riqueza_school'&gt;Sobre a riqueza&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;	Vídeo enviado por &lt;a href='http://www.dailymotion.com/pgjr23'&gt;pgjr23&lt;/a&gt;	&lt;/p&gt;	&lt;p&gt;	Filosofia do cotidiano: a riqueza, pelo filósofo Paulo Ghiraldelli	&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6837384105703305595-764309325434518616?l=corujadafilosofia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://corujadafilosofia.blogspot.com/feeds/764309325434518616/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6837384105703305595&amp;postID=764309325434518616' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6837384105703305595/posts/default/764309325434518616'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6837384105703305595/posts/default/764309325434518616'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://corujadafilosofia.blogspot.com/2008/11/sobre-riqueza.html' title='Sobre a riqueza'/><author><name>Paulo Ghiraldelli Jr.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10010584274633570571</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://4.bp.blogspot.com/-CZWHGfs1l6o/TywGpnqDI5I/AAAAAAAAG2o/ewG9BCr-tps/s220/FUNDO%2BCINZA.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6837384105703305595.post-6588601221244532708</id><published>2008-11-02T20:12:00.001-02:00</published><updated>2008-11-02T20:12:24.117-02:00</updated><title type='text'>Distinções na Desbanalização</title><content type='html'>&lt;embed allowfullscreen='true' height='256' width='320' type='application/x-shockwave-flash' src='http://www.dailymotion.com/swf/k5hvxyhnbX1OyCPhGV'/&gt;	&lt;p&gt;	&lt;a href='http://www.dailymotion.com/video/x79z4h_distincoes-na-desbanalizacao_creation'&gt;Distinções na Desbanalização&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;	Vídeo enviado por &lt;a href='http://www.dailymotion.com/pgjr23'&gt;pgjr23&lt;/a&gt;	&lt;/p&gt;	&lt;p&gt;	Filósofo continua expondo sua concepção filosófica.	&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6837384105703305595-6588601221244532708?l=corujadafilosofia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://corujadafilosofia.blogspot.com/feeds/6588601221244532708/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6837384105703305595&amp;postID=6588601221244532708' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6837384105703305595/posts/default/6588601221244532708'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6837384105703305595/posts/default/6588601221244532708'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://corujadafilosofia.blogspot.com/2008/11/distines-na-desbanalizao.html' title='Distinções na Desbanalização'/><author><name>Paulo Ghiraldelli Jr.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10010584274633570571</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://4.bp.blogspot.com/-CZWHGfs1l6o/TywGpnqDI5I/AAAAAAAAG2o/ewG9BCr-tps/s220/FUNDO%2BCINZA.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6837384105703305595.post-6370257419149749858</id><published>2008-11-01T15:55:00.001-02:00</published><updated>2008-11-01T15:55:34.346-02:00</updated><title type='text'>Marx e o Orgasmo</title><content type='html'>&lt;embed allowfullscreen='true' height='256' width='320' type='application/x-shockwave-flash' src='http://www.dailymotion.com/swf/k7zScyZBrlDcQwPcVq'/&gt;	&lt;p&gt;	&lt;a href='http://www.dailymotion.com/video/x79kzk_marx-e-o-orgasmo_creation'&gt;Marx e o Orgasmo&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;	Vídeo enviado por &lt;a href='http://www.dailymotion.com/pgjr23'&gt;pgjr23&lt;/a&gt;	&lt;/p&gt;	&lt;p&gt;	Filósofo explica as questões de reificação na sociedade e no sexo no debate entre marxismo, feminismo e visão pragmatista.	&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6837384105703305595-6370257419149749858?l=corujadafilosofia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://corujadafilosofia.blogspot.com/feeds/6370257419149749858/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6837384105703305595&amp;postID=6370257419149749858' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6837384105703305595/posts/default/6370257419149749858'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6837384105703305595/posts/default/6370257419149749858'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://corujadafilosofia.blogspot.com/2008/11/marx-e-o-orgasmo.html' title='Marx e o Orgasmo'/><author><name>Paulo Ghiraldelli Jr.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10010584274633570571</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://4.bp.blogspot.com/-CZWHGfs1l6o/TywGpnqDI5I/AAAAAAAAG2o/ewG9BCr-tps/s220/FUNDO%2BCINZA.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6837384105703305595.post-5715486829475640470</id><published>2008-10-29T05:10:00.003-02:00</published><updated>2008-10-29T05:14:18.842-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Potter'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Papa'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ateísmo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Comte'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Dawkins'/><title type='text'>O caça às bruxas de um novo Augusto Comte</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_ElVH5nwaexE/SQgNDt7f1_I/AAAAAAAACD8/xJRWUG8vxF8/s1600-h/RichardDawkins460.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5262470522102339570" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 192px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_ElVH5nwaexE/SQgNDt7f1_I/AAAAAAAACD8/xJRWUG8vxF8/s320/RichardDawkins460.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Os conservadores sempre estiveram preocupados com a excessiva liberdade das crianças diante do seletor de canais da TV. E quando veio a Internet, então, foi um “Deus nos acuda”. A pornografia iria criar monstros – vociferaram. Além disso, depois, a ameaça do vampiro moderno, que é como foi eleito toda e qualquer pessoa – inocente ou não – capaz de ser acusada de pedófilo, renovou o ritual do “caça às bruxas”. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;E parece que o alvo agora de um novo “caça às bruxas” é Harry Potter. Ah, pensam que eu estou atrasado três anos? Pensam que só agora é que vou comentar a condenação do Papa ao Harry Potter? Não! Não estou falando da &lt;a href="http://business.timesonline.co.uk/tol/business/industry_sectors/media/article543521.ece"&gt;forte crítica de 2005&lt;/a&gt; , quando o Papa Bento XVI começou a acreditar que os livros de Potter não iriam fazer bem à juventude. Também não me refiro a qualquer oposição que tenha a ver com as fotos de Daniel Radcliffe nu junto do cavalo. Estou falando é da atitude de Richard Dawkins, o mais famoso militante ateísta de nossos tempos. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Quase igual ao Papa, mas em sentido oposto, &lt;a href="http://www.telegraph.co.uk/news/3255972/Harry-Potter-fails-to-cast-spell-over-Professor-Richard-Dawkins.html"&gt;Dawkins quer fazer uma pesquisa&lt;/a&gt; para investigar o quanto os livros Harry Potter prejudicaram as crianças, agora já jovens e adultos. Ele diz não saber se o conteúdo dos livros, que poderia ter induzido as crianças a acreditar em bruxas e mágicos, tirando-as de uma educação científica, realmente foi ou não prejudicial. Quer pesquisar para saber. Todavia, dado que ele vem – também de modo muito semelhante aos conservadores religiosos – a afirmar que crianças expostas às crenças religiosas estão sendo desrespeitadas, isto é, estão sendo abusadas e corrompidas, isso pode ser um indício de que ele terminará por encontrar algo de ruim em Harry Potter. Isto é, algo de ruim para além da chatice dos livros e dos filmes. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;É claro que é engraçado ver Dawkins envolvido nisso, quase que como um Papa reacionário invertido, ou mesmo de modo semelhante às nossas “senhoras de Santana” dos anos oitenta, aqui em São Paulo, que viviam escrevendo para a Folha contra qualquer forma mais liberal de contar o que se tinha de contar. Dawkins parece que poderá terminar recriando a Igreja Positivista, se é que já não está a caminho disso a passos largos. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Tudo isso parece meio que “fora do lugar”. Todavia, podemos notar que o modo como Dawkins atua, e que nos pareceria um tanto que desajeitado nos anos setenta e oitenta, ganhou sentido nos anos noventa. Ele é um personagem de um enredo gerado pela maneira como os setores conservadores cresceram no Primeiro Mundo, mesmo entre os mais escolarizados. Os conservadores radicalizaram suas propostas, começaram a falar absurdos, como o caso de quererem fazer um confronto entre aulas de biologia, onde se ensinava teoria darwinista da evolução, com aulas de religião, onde se ensinava a doutrina dos Evangelhos. A minha geração cresceu vendo tal debate um pouco sem sentido, uma vez que se estava comparando coisas de ordens diferentes. Todavia, hoje em dia o debate ganhou sentido, e então pessoas como Dawkins tinham de aparecer e, enfim, apareceram mesmo. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Agora, o problema é que a atitude de Dawkins não ajuda, pois acaba por recriar uma espécie de guerra fria. Não estamos mais na guerra fria política entre comunismo e liberalismo, mas em uma guerra fria entre ateísmo e não-ateísmo, ou melhor, entre cientificismo e fundamentalismo religioso. Não sei se isso pode ser considerado um retrocesso ou um avanço em relação à guerra fria que encerramos, a dos anos cinqüenta e sessenta. Mas o fato é que não vejo nada de interessante ou inteligente nela. O mesmo maniqueísmo de sempre apontando para fogueiras semelhantes. Isso não pode acabar bem. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Teríamos de ser capazes de encerrar essa conversa cansativa, pois de todos os maniqueísmos esse é um dos mais chatos. E por ser chato e não atrair a atenção dos mais inteligentes, que até se recusam a criticar ambas as partes, pode vir a nos dar um tombo a qualquer momento. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Paulo Ghiraldelli Jr, filósofo&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.filosofia.pro.br/"&gt;http://www.filosofia.pro.br/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.ghiraldelli.pro.br/"&gt;http://www.ghiraldelli.pro.br/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://ghiraldelli.ning.com/"&gt;http://ghiraldelli.ning.com/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6837384105703305595-5715486829475640470?l=corujadafilosofia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://corujadafilosofia.blogspot.com/feeds/5715486829475640470/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6837384105703305595&amp;postID=5715486829475640470' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6837384105703305595/posts/default/5715486829475640470'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6837384105703305595/posts/default/5715486829475640470'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://corujadafilosofia.blogspot.com/2008/10/o-caa-s-bruxas-de-um-novo-augusto-comte.html' title='O caça às bruxas de um novo Augusto Comte'/><author><name>Paulo Ghiraldelli Jr.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10010584274633570571</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://4.bp.blogspot.com/-CZWHGfs1l6o/TywGpnqDI5I/AAAAAAAAG2o/ewG9BCr-tps/s220/FUNDO%2BCINZA.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_ElVH5nwaexE/SQgNDt7f1_I/AAAAAAAACD8/xJRWUG8vxF8/s72-c/RichardDawkins460.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6837384105703305595.post-2105826060672285499</id><published>2008-10-26T09:31:00.001-02:00</published><updated>2008-10-26T09:31:23.265-02:00</updated><title type='text'>Filosofia como Desbanalização do Banal</title><content type='html'>&lt;embed allowfullscreen='true' height='256' width='320' type='application/x-shockwave-flash' src='http://www.dailymotion.com/swf/k4KG8SrT4Dp1XEOHM1'/&gt;	&lt;p&gt;	&lt;a href='http://www.dailymotion.com/video/x770l9_filosofia-como-desbanalizacao-do-ba_creation'&gt;Filosofia como Desbanalização do Banal&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;	Vídeo enviado por &lt;a href='http://www.dailymotion.com/pgjr23'&gt;pgjr23&lt;/a&gt;	&lt;/p&gt;	&lt;p&gt;	O filósofo Paulo Ghiraldelli Jr. explica seu método de filosofia: a filosofia como desbanalização do banal.	&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6837384105703305595-2105826060672285499?l=corujadafilosofia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://corujadafilosofia.blogspot.com/feeds/2105826060672285499/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6837384105703305595&amp;postID=2105826060672285499' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6837384105703305595/posts/default/2105826060672285499'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6837384105703305595/posts/default/2105826060672285499'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://corujadafilosofia.blogspot.com/2008/10/filosofia-como-desbanalizao-do-banal.html' title='Filosofia como Desbanalização do Banal'/><author><name>Paulo Ghiraldelli Jr.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10010584274633570571</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://4.bp.blogspot.com/-CZWHGfs1l6o/TywGpnqDI5I/AAAAAAAAG2o/ewG9BCr-tps/s220/FUNDO%2BCINZA.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6837384105703305595.post-6811069751759392842</id><published>2008-10-10T12:54:00.003-03:00</published><updated>2008-10-10T13:01:09.331-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Religião'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sexo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='menina'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Montaigne'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Pitágoras'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='educação sexual'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Azeredo Freud e a Internet'/><title type='text'>A Educação Sexual da Menina</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_ElVH5nwaexE/SO97-0ekJcI/AAAAAAAABPA/Lp6Ep9t8rOc/s1600-h/Pal+Fried+(Hungarian,+1893-1976)+Black+Haired+Nude+1940.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; FLOAT: left; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5255555609333605826" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_ElVH5nwaexE/SO97-0ekJcI/AAAAAAAABPA/Lp6Ep9t8rOc/s200/Pal+Fried+(Hungarian,+1893-1976)+Black+Haired+Nude+1940.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_ElVH5nwaexE/SO97F3vhYzI/AAAAAAAABO4/QuqHqzVH_iA/s1600-h/Pal+Fried+(Hungarian,+1893-1976)+Black+Haired+Nude+1940.jpg"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;[Pal Fried (1893-1976) Cabelos Negros (1940)]&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Sabemos pouco sobre Pitágoras. E se ele é esse desconhecido, imagine então a sua nora. Não se pode, portanto, tirar o mérito de inteligência de Montaigne que, citando essa mulher, escreveu o que deveria ser o dístico de toda a civilização ocidental moderna. A nora de Pitágoras, conta Montaigne em “A força da imaginação”, dizia que “a mulher que dorme com um homem deve, ao tirar a saia, despir-se de pudor, e somente o reencontrar ao vestir-se”&lt;a name="_ftnref1" href="http://ghiraldelli.wordpress.com/wp-admin/#_ftn1"&gt;[1]&lt;/a&gt;. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Feliz foi o filho de Pitágoras, concluímos então. Pois todos nós, contemporâneos, imitamos os modernos no nosso crescente ímpeto de colocar a felicidade como o sinônimo de prazer. Somos hedonistas capengas, mas fizemos uma boa coisa ao termos o nosso hedonismo, ainda que empobrecido. Antes algum hedonismo que nenhum. E o êxito na cama depende de desenvoltura corporal; disposição no afastamento da timidez. Trata-se do fim temporário do pudor. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O homem (ocidental, com algum juízo) tem abdicado de preferir mulheres virgens. Os homens já não querem mais as mulheres experientes da zona de meretrício, querem noivas e esposas experientes. Não é para elas ficarem contando como que foi esta ou aquela penetração anterior – embora isso excite boa parte dos homens –, mas certamente, ou elas sabem fazer o que a nora de Pitágoras dizia saber, ou as coisas podem começar a se complicar antes da “crise dos sete anos” (é provável que tal crise seja provocada pelos filhos). Há um imperativo em nossa época que não é mais o Sapere Aude! kantiano, o “ousai saber!”, e sim o “seja feliz!”. Agora, esse seja feliz não está vinculado ao ideal de uma vida feliz mensurada após a morte, como quiseram os antigos, e até como, de certo modo, avaliou Montaigne. Queremos a felicidade às 10 da noite. E o ideal é que seja toda noite. Dessa forma, o mundo contemporâneo é o mundo em que as pessoas ou gostam de sexo ou estão em péssima situação. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas pode haver quem não goste de sexo? Há! É não é pouca gente. Há uma parte das mulheres que não tem prazer suficiente para poder gostar de sexo. E uma parte dessa parte está preocupada em vir a gostar de sexo. Para estas e, enfim, até para as que gostam e sentem, mas querem sentir mais, há o G-shot. É uma injeção de colágeno no interior da vagina, com o intuito de ampliar a zona erógena chamada de G-spot ou, entre nós brasileiros, o “ponto G”. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ah, mas o que é o “ponto G”? Não sabe? Não, não, não estou brincando não, o G aí não é de Ghiraldelli. É G de Gräfenberg. Este médico alemão, Ernst Gräfenberg (1891-1957), foi o homem que descobriu o “local” em que o prazer é máximo no interior da vagina e, enfim, o campo que parece, durante o orgasmo, circunscrevê-lo. Ele publicou seus estudos sobre orgasmo em 1950, já nos Estados Unidos. Mas não pensem vocês que o G-Spot já é um cinqüentão. Com esse nome, Ponto G, ele apareceu somente em 1981, quando médicos americanos realmente assim o denominaram, em homenagem ao alemão. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ninguém em sã consciência, hoje em dia, nega a existência do Ponto G. E é necessário ser bem inexperiente sexualmente para não encontrá-lo, quanto aos homens. Agora, quanto às mulheres, a busca pelo Ponto G pode ser uma decepção, pois ele não é encontrado senão por meio da existência de uma predisposição para a sensação. A menina passa a mão no interior da vagina, e eis que procura, procura e procura e não sente nada. Isso é raro? As estatísticas mentem, elas ainda não informam tudo que poderíamos e deveríamos saber. Mas, como se diz por aí, quem procura acha. Então, não raro, muitos imaginam que a menina que realmente não acha o Ponto G é aquela que nunca vai achar, uma vez que ela tem pouca sensibilidade ou nenhuma. Algo já teria ocorrido em sua educação capaz de tirá-la da jogada. Ela já seria uma séria candidata a ser uma pessoa ranzinza. Isso é verdade? Infelizmente, há indícios de que isso é verdade, mesmo com nossas estatísticas pouco confiáveis. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Todavia, é preciso lembrar que nossa concepção de sexo não deixa de ser romântica e, talvez, errônea. Muitos imaginam que nascemos sem sexo, e que o correto é irmos ganhando sexualidade até nos tornarmos “bolas de sexo”, ou melhor, bolas de amor. Ora, Freud montou outro retrato de nós mesmos: nascemos com uma sensibilidade e capacidade de prazer libidinal difuso, e passamos por estágios que vão na direção da genitalização do prazer. Até o momento de fixarmos o prazer (máximo) nos espasmos do gozo, que tem a ver com o Ponto G. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;A tal injeção de colágeno poderia resolver a insensibilidade ou a pouca sensibilidade da mulher. Os cirurgiões plásticos que vendem tal produto e a prática de injetá-lo estão fazendo sucesso e garantem o serviço. Mas eles não podem garantir nada, nem mesmo as mulheres médicas que, porventura, tenham feito tais aplicações, podem garantir muita coisa. Tudo isso é questão de probabilidade, e estamos no início de tais estudos. Aliás, como também estamos no início dos estudos sobre “o Viagra feminino” e, até mesmo, sobre o próprio Viagra como remédio para mulheres – o que as mulheres americanas estão experimentando já há algum tempo. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Independentemente disso, o fato é que o lema da nora de Pitágoras vale, e valerá cada dia mais daqui para diante. A mulher tem de ser sexy. Mas não sexy como manequim. Ela tem de ser “boa de cama”. Essa ditadura caiu sobre a mulher, exatamente por que ela pediu a liberdade. Ao ficar livre, ou aparentemente livre, já que o que ganhou foi o mercado de trabalho, ela passou a ser vista como igual ao homem, podendo acumular experiências sexuais. Então, agora, uma vez na cama, que mostre o que aprendeu. Caso não mostre, bem, é necessário um pouco de paciência do marido ou do namorado. Mas, se teimar em não se apresentar como aconselhava a Nora de Pitágoras, pode terminar sozinha. E as mulheres definitivamente não querem ficar sozinhas. Elas são compulsivamente casamenteiras. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Eis que então estamos todos na dependência dessa injeção – G-shot na vagina. É o necessário. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Todavia, penso que para sermos contemporâneos de nosso tempo, só o G-shot não vai resolver, se é que ele pode resolver. Há alguns componentes que precisam ser avaliados em nossa sociedade, ou reavaliados. E acho que os pais que tem filhas bem pequenas, deveriam começar a pensar na felicidade delas seriamente. Uma educação sexual inteligente se faz necessária. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Vivemos em um mundo que parece mais livre que o dos anos 60 e 70. As meninas vão a festas onde fazem sexo no banheiro do local ou até na própria dança – isso na periferia das grandes cidades. Na classe média, apesar das grandes cidades não oferecerem segurança, motéis e viagens dos pais permitem às meninas o sexo mais livre do que foi no passado. Além disso, não temos só a pílula regular, mas a “pílula do dia seguinte”. E temos a camisinha, ainda que esta, nas atuais circunstâncias, seja intencionalmente usada mais como um preservativo contra doenças que contra a gravidez; o seu subproduto é que é para evitar a gravidez. Tudo isso faz com que os pais se assustem com a liberdade sexual das filhas. E junto disso vem o fato de que os jovens, atualmente – e me refiro também aos pais –, são religiosos. A religião vem crescendo no Brasil. Então, o medo e as travas religiosas criam enormes barreiras para os pais, e eles devolvem isso sobre as crianças que, por sua vez, são estimuladas sexualmente mais cedo. E os próprios jovens, envolvidos crescentemente com religião, também ganham novas travas, ao mesmo tempo em que o sexo está em toda parte como algo gostoso, bom e saudável. Pronto: há angústia suficiente nisso, de todo lado, para gerar pessoas mutiladas não pela repressão, e sim pela angústia entre estímulos crescentes e incapacidade de saber se o cultivo de tais estímulos são moralmente corretos. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Enquanto os pais não educarem suas meninas para tomarem tudo que é relativo ao sexo não como algo normal, mas como o que dá prazer e, então, como uma atividade que todos querem fazer mais do que fazem, e que isso é justo e legítimo, vamos ter no futuro mais e mais invenções dessas, do tipo do G-shot. Ou seja, vamos ter mais e mais medicinas para resolver um problema criado por essa ambigüidade entre o prazer que se quer ter e as dúvidas sobre se é correto tê-lo.&lt;br /&gt;O que os pais precisam saber não é como “ter um papo cabeça sobre sexo” com os filhos. Ninguém que tenha algum juízo irá fazer isso. Com filho não há diálogo. Quem pensa que há, ou é desmemoriado ou é bobo. Um bom pai de meninas tem atitudes práticas: não perturba a cabeça da menina quando é criança, deixa que ela namore em casa lá pelos 11 ou 12 ou 14 anos (cada menina tem sua fase) e, enfim, compra para ela camisinha. Se tiver que conversar, que diga apenas uma frase: use camisinha mesmo confiando no namorado, pois AIDS mata. E mata mesmo. Ou o pai age assim, ou vai gerar problema para si mesmo. Mais que isso ou menos que isso, ou é bobagem ou é danoso. O resto, vem da sorte. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O problema do uso ou não do G-shot é então um problema ético e pedagógico. Mas não para quem vai ganhar a injeção, e sim com quem educa crianças para que elas não venham a precisar disso. Nossa conduta precisa ser tão livre quanto os tempos exigem. Caso não possamos fazer isso, talvez tenhamos a triste surpresa de descobrir, um dia, que nossos filhos se tornaram pessoas infelizes, mesmo com o G-shot. Será tarde, talvez. Aí, o conselho da Nora de Pitágoras terá pouca ou nenhuma utilidade. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Paulo Ghiraldelli Jr., filósofo&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6837384105703305595-6811069751759392842?l=corujadafilosofia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://corujadafilosofia.blogspot.com/feeds/6811069751759392842/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6837384105703305595&amp;postID=6811069751759392842' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6837384105703305595/posts/default/6811069751759392842'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6837384105703305595/posts/default/6811069751759392842'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://corujadafilosofia.blogspot.com/2008/10/educao-sexual-da-menina.html' title='A Educação Sexual da Menina'/><author><name>Paulo Ghiraldelli Jr.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10010584274633570571</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://4.bp.blogspot.com/-CZWHGfs1l6o/TywGpnqDI5I/AAAAAAAAG2o/ewG9BCr-tps/s220/FUNDO%2BCINZA.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_ElVH5nwaexE/SO97-0ekJcI/AAAAAAAABPA/Lp6Ep9t8rOc/s72-c/Pal+Fried+(Hungarian,+1893-1976)+Black+Haired+Nude+1940.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6837384105703305595.post-4744029745250546545</id><published>2008-09-12T12:29:00.001-03:00</published><updated>2008-09-12T12:31:07.887-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Criando Deus'/><title type='text'>Criando Deus</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_ElVH5nwaexE/SMqLKoPFRFI/AAAAAAAABOQ/hgkxjOteEe8/s1600-h/cern-lab.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5245157730741994578" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_ElVH5nwaexE/SMqLKoPFRFI/AAAAAAAABOQ/hgkxjOteEe8/s200/cern-lab.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://filosofia.mypodcast.com/2008/09/Criando_Deus-140873.html" mce_href="http://filosofia.mypodcast.com/2008/09/Criando_Deus-140873.html"&gt;Escute o Podcast&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O homem não vai encontrar a “&lt;a href="http://br.youtube.com/watch?v=cJFllPVIcpg&amp;amp;feature=related" mce_href="http://br.youtube.com/watch?v=cJFllPVIcpg&amp;amp;feature=related"&gt;partícula de Deus&lt;/a&gt;”. E se Higgs ou Hawking vão ver suas teorias e críticas confirmadas ou não pelo acelerador de partículas LHCm isso já não é mais importante – não para a filosofia, ou parte importante desta. Pois seja qual for o resultado de tudo que envolve o LHC, o fato central é que o homem conseguiu dar de cara com Deus a partir do que está acontecendo na Suíça no CERN.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Para filósofos da ciência importa, sim, o que se poderá falar de metodologia de pesquisa e de cosmologia a partir do funcionamento e dos resultados do LHC. Para filósofos da religião e teólogos o LHC talvez interesse para que se possa arrumar argumentos que envolvem teses milenares. Todavia, para filósofos como eu e muitos outros, nós, os pragmatistas rortianos e davidsonianos, o que há de mais importante nesse assunto não é isso. O fato fantástico é que o homem se deparou diretamente com Deus na Suíça, e agora sabe bem qual é o seu rosto. Caso ainda não saiba, precisa saber.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O rosto de Deus que emergiu no experimento da Suiça não está marcado no Santo Sudário. Muito menos está em um plano que nos transcende. E não pertence a altar de nenhuma Igreja, nem mesmo à igreja da ciência. Pois Deus se mostrou no que ele realmente é. Na verdade, o homem não descobriu Deus com esse experimento do LHC, o homem fabricou Deus. Todos sabem quem é Deus agora. Ele é a capacidade de união e organização racional do homem de um modo que nunca imaginamos antes que seria possível. O número de pessoas, de computadores, de capacidades racionais, de disposições de coordenação e, enfim, de mobilização de países e de dinheiro para que se pudesse construir e fazer o LHC funcionar é algo nunca visto antes. Aliás, nem mesmo imaginado há menos de duas décadas. O experimento poderia ser imaginável, mas não a organização para realizá-lo.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Que o homem poderia conseguiu reunir muitas pessoas para, sob o chicote, fazer pirâmides, nós já sabíamos. Que o homem poderia reunir equipes de cérebros para chegar à Lua, também já sabíamos. Que o homem, para não perder a liberdade, poderia fazer o esforço que fez ao gerar o Dia D e, assim, colocar fim ao nazismo, também vimos. Foram feitos grandiosos. Mas nenhum desses feitos demandou a capacidade de organização e cooperação que se precisou para o LHC, colocando cérebros, dinheiro, capacidades racionais e disposições, tudo isso em um volume inaudito, para funcionar segundo a precisão de um relógio, e isso por um tempo longo - pois os experimento apenas começou. E nunca se fez tamanho trabalho de cooperação tendo no horizonte um objetivo puramente teórico. O homem precisa perceber que, enquanto o LHC estiver funcionando, ele terá consubstanciado Deus por meio da organização cooperativa que demonstra.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Daqui para frente, qualquer dificuldade que o homem vier a ter na Terra, ainda que ele erre mil vezes para solucioná-la, ele saberá que pode solucioná-la. Pois nenhuma dificuldade pode ser maior que essa capacidade de organização e cooperação que o homem mostrou possuir com tudo que envolveu e virá a envolver o LHC lá na Suíça.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Não importa aqui se tudo isso foi ou não gerado para, em uma segunda instância, termos um novo desenvolvimento industrial. Não importa aqui se quem investiu vai querer retorno. Isso é o natural de nossa vida. O que importa é que durante 14 anos o homem sonhou que poderia criar uma rede de organização fantástica, com todos os elos concatenados, para investigar o mundo microfísico, ou seja, para simplesmente satisfazer uma curiosidade intelectual. E o mais fantástico ainda: essa coordenação de esforços se concretizou e deu certo. Não houve nada no mundo até hoje, em condições de liberdade, que tenha sido similar a tal tipo de esforço coordenativo, e com um belo objetivo, se podemos dizer isso e, assim, nos regozijar por sermos ainda iluministas. Deus é essa capacidade de cooperação do homem. O homem fez Deus neste início de setembro de 2008. Não podemos nos esquecer disso.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O que importa, portanto, é isto: todas as vezes que o homem tiver algum problema que possa ferir a humanidade em qualquer de seus elos mais fracos, estará no horizonte escrito o seguinte: isto não precisava ocorrer, e se ocorreu, pode ter seu sofrimento bem diminuído, basta chamar Deus, ou seja, basta evocar nossa capacidade de cooperação de modo racional e em favor de razão. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Fome, guerras e arrumações políticas que mais desarrumam continuarão a ser produzidas. Mas elas deverão trazer mais e mais indignação a partir de agora, pois sabemos que nossa capacidade de trabalhar conjuntamente em um projeto que depende de resultados precisos, com decisões coordenadas por muita gente mesmo, é algo que temos condição de fazer. Sempre poderemos dizer: ah, estamos passando por tal dificuldade por uma razão simples, para esse problema não quisemos botar Deus para funcionar, não quisemos incomodá-lo.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Paulo Ghiraldelli Jr. Filósofo, &lt;a href="http://www.filosofia.por.br/" mce_href="http://www.filosofia.por.br"&gt;http://www.filosofia.por.br/&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6837384105703305595-4744029745250546545?l=corujadafilosofia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://corujadafilosofia.blogspot.com/feeds/4744029745250546545/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6837384105703305595&amp;postID=4744029745250546545' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6837384105703305595/posts/default/4744029745250546545'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6837384105703305595/posts/default/4744029745250546545'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://corujadafilosofia.blogspot.com/2008/09/criando-deus.html' title='Criando Deus'/><author><name>Paulo Ghiraldelli Jr.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10010584274633570571</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://4.bp.blogspot.com/-CZWHGfs1l6o/TywGpnqDI5I/AAAAAAAAG2o/ewG9BCr-tps/s220/FUNDO%2BCINZA.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_ElVH5nwaexE/SMqLKoPFRFI/AAAAAAAABOQ/hgkxjOteEe8/s72-c/cern-lab.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6837384105703305595.post-3880014310349887672</id><published>2008-09-05T10:20:00.005-03:00</published><updated>2008-09-05T10:24:08.276-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='filosofia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Gérson'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Violência na escola'/><title type='text'>A Violência nas Escolas e o Professor de Filosofia</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_ElVH5nwaexE/SMEySo8duGI/AAAAAAAABNg/pQSRDq6sbVA/s1600-h/gerson.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5242526737046026338" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_ElVH5nwaexE/SMEySo8duGI/AAAAAAAABNg/pQSRDq6sbVA/s320/gerson.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Meu MSN chama. Abro e é uma amiga do Rio de Janeiro. Ela é de classe média, bem educada e tem uma filha. A garota é pré-adolescente e está tendo problemas em freqüentar as aulas. Tem sido vítima de agressões das colegas. A mãe me pergunta se há como fazer “educação em casa”.&lt;br /&gt;O que dizer? Em tese, fazer educação em casa é possível, inclusive do ponto de vista legal. Mas é efetivamente possível no mundo atual? O problema então volta para o campo escolar: o que pode ser feito na escola para que este tipo de problema não ocorra?&lt;br /&gt;É claro, meu leitor, eu sei que se você tem mais ou menos a minha idade, deve estar pensando: “ah, o Paulo se esqueceu de que no nosso tempo de grupo escolar havia briga todo dia, fora e dentro da escola – é comum isso”. “Desde que o mundo é mundo, há violência entre jovens”. Não, não me esqueci disso. Sei bem o quanto o mundo infantil e juvenil é perverso com os “diferentes” – desde a garota que não participa do que as outras querem participar até o garoto que gosta de ler passando pela menina com óculos de garrafa ou até mesmo por aquela que é bonita e, no entanto, não esnoba as outras, todos os “diferentes” estão na mira dos “iguais”. Todos os diferentes, para o bem ou para o mal, são vítimas em potencial na escola. A escola é um lugar de uniformização. E quanto mais o Estado tentou tirar o uniforme das roupas, mais os próprios alunos cobraram a uniformização de comportamentos. Quem “não se enquadra”, é punido.&lt;br /&gt;Mas, até aí, tudo iria de modo razoável se as agressões continuassem a ser “as do nosso tempo”. Mas não são. Por mais violentos que fôssemos nos anos 50 e 60, não me lembro de nenhum caso de enforcamento na escola. Também não me lembro de alguém ateando fogo no corpo do outro. Muito menos jogando ácido. Menos ainda escutei alguém dizer que estava levando uma arma na escola. E olha que eu passei por todo tipo de escola, todas elas escolas públicas. Agora, as reclamações e os casos não são de “brigas na escola”. As coisas tomaram outro rumo.&lt;br /&gt;A violência que não tínhamos no Brasil, e que agora temos, adentrou de fato a escola de crianças e jovens. E isso quase que independentemente da escola ser pública ou particular, ainda que tenhamos a ilusão de que podemos – ou pudemos – tirar os nossos filhos (nós, os com formação universitária em boas faculdades) deste campo de violência, pois conseguimos livrá-los da hoje fracassada escola pública (só o Fernando Haddad fala bem dela, mas ele mesmo não coloca seus filhos nela, assim é fácil!) (aliás, duvido que ele, com a idade que tem e vindo do meio rico que veio, tenha passado pela escola pública!). Muitos de nossos filhos passam por violências, e ficam calados – algumas delas eles não teriam coragem de nos contar. Essa violência entre colegas não é a única. A violência entre professores e alunos também tem crescido. Assustadoramente, a violência de alunos contra professores é a regra agora, e não mais o oposto. A violência não contra um ou outro, mas contra a escola mesmo, em todos os sentidos e modos, também aumentou.&lt;br /&gt;Esse círculo de violência não deve ser considerado por partes. Pode ser olhado por partes por quem administra a escola no seu cotidiano. Mas para quem pensa sobre a educação, é necessário ver que a violência contra a instituição escolar, contra colegas e contra professores e, de certo modo, a violência dos adultos contra as crianças, contém elementos de caracterização bem comuns. E em geral a regra é a seguinte: onde está o “diferente”, seja ele quem for, temos de fazê-lo ficar igual ou então destruí-lo. As crianças e jovens fazem isso com os colegas. Os jovens fazem isso com os colegas e professores. Mas a escola também faz isso com todos e, inclusive, como instituição, com seus próprios professores. E essa uniformização é feito com violência – em todos os casos.&lt;br /&gt;O professor que faz a aula diferente, ainda que seja boa, é admoestado pelo diretor. O diretor que pensa diferente é castrado pela secretaria de Educação. O aluno que é diferente, que pergunta demais é admoestado pelo professor. O aluno que pergunta na hora que a aula está acabando é vaiado pelos colegas. Essas são pequenas violências – às vezes são pequenas. Mas elas não estão fora da base de alimento das grandes violências.&lt;br /&gt;A violência física entre alunos e entre alunos e professores, quando sai do nível do esperado – e este nível tem ficado tolerante demais – é notada pela imprensa. Eis que então aparece gente (inclusive eu, como agora) para escrever sobre o assunto. Muitos de nós que escrevemos sobre o assunto, passamos por determinadas violências e sabemos bem o que é. Temos conosco um bom conhecimento sobre como humilhações pequenas e grandes são pedras difíceis de serem saltadas mais tarde. Muitos de nós que fomos humilhados e conseguimos superar tal coisa, não se tornando meros ressentidos, temos medo quanto a nossos filhos – atribuímos a eles uma fraqueza maior. Tememos que eles não possam superar aquilo que nós achamos que superamos ou que realmente superamos. Além disso, em determinados momentos, temos medo, mesmo, da violência como o que pode trazer danos físicos irreparáveis – pois é nesse ponto que a situação se apresenta atualmente.&lt;br /&gt;O que é que se faz diante disso? E os professores de filosofia, que agora voltam às escolas, como podem colaborar?&lt;br /&gt;A melhor coisa que o professor pode fazer, e o professor de filosofia deve ser o primeiro a começar a agir nesse sentido, é o de trazer filmes para o ambiente escolar e discutir com os alunos as situações de violência com um objetivo claro: ver que ela não é vantajosa. A filosofia pode mostrar que a violência não é algo que traz vantagem.&lt;br /&gt;Então, em primeiro lugar, temos de afastar de nós, principalmente da mentalidade do professor de filosofia, que “tirar vantagem” é sempre algo ruim. Não! Tirar vantagem é ser esperto. E o melhor modo de conversar com o jovem que quer “ser esperto”, é mostrar para ele que ele está sendo burro, e que não vai conseguir tirar vantagem da violência, nem mesmo vantagem imediata. Em outras palavras, é preciso conversar com o jovem no sentido de dizer para ele que Gerson, ao querer “tirar vantagem”, não era um malandrão. Era inteligente. Ele corria pouco no campo, mas tirava vantagem à medida que colocava a bola no lugar certo. Ter vantagem é sair na frente. Não sai na frente quem perde tempo se preocupando demais com os outros. Quem gasta suas energias com a violência, com a atenção para com o outro, perde tempo para gastar com atenção para si mesmo. Isso não dá vantagem. Além disso, desencadeia o mundo contra você.&lt;br /&gt;O filme que o professor de filosofia poderia trabalhar é o American History X (1998), que já se torno um clássico, com Edward Norton no papel principal. É claro que com a escola que temos hoje, o professor vai gastar saliva para explicar tudo que há no filme. Mas, enfim, quem é professor de filosofia, que trate de ler e reler, e de afastar de si o anti-americanismo imbecil.&lt;br /&gt;Então, primeiro: não vá com preconceitos contra os Estados Unidos para a sala de aula. Veja como que Eduard Norton se torna neonazista, o que ocorre na sua família para tal. Segundo: veja que o filme é americano, e feito por insistência de Norton, que não nega em nenhum momento, como ator e militante, seu amor pela América. E mais: não fique circulando no filme em torno do neonazismo. Essa não é a questão central do filme. O neonazismo é uma piada nos Estados Unidos. Grupelho ali e acolá não devem ser o centro da questão. O centro é a violência de ambos os lados em disputa. O centro é o modo como que a democracia e o uso de inteligência se colocam contra a violência. O centro é o modo como Derek (Norton) se vê mutilado em uma sociedade democrática após ele ter usado da violência e, então, como que ele percebe que os outros violentos como ele “não valiam nada”. O filme é antes ético que político.&lt;br /&gt;Quando puder tirar de sua cabeça seus próprios preconceitos, então, estará apto a usar desse filme para convencer o jovem, pragmaticamente, que a violência é um modo bobo, tolo mesmo, de agir. E também é essa a mensagem, no filme, do professor negro para seu aluno, que se envolve com grupos neofascistas. Ele não vai até a prisão, onde se encontra seu ex-aluno, para dar liçãozinha de moral, para dizer “olha, somos todos irmãos, você não devia ter seguido o caminho da violência”. Não! Ele vai lá para dizer: “veja que você não foi esperto, e agora, seu irmão mais jovem, que ainda está na escola, também está cometendo a mesma burrice”. Em outras palavras, o professor vai até lá para dizer: você está na América, o país onde as pessoas tiram vantagem, e quem opta pela violência como você optou, não vai tirar vantagem, pois vivemos na democracia e esta premia os que convencem os outros. Você não convenceu. Seu líder não convence todo mundo. Nem ele mesmo está convencido do que diz. É isso que o professor negro diz.&lt;br /&gt;Esse é o discurso correto. Mas, para fazê-lo, o próprio professor – você, que é professor de filosofia – precisa se reeducar.&lt;br /&gt;O que falo aqui não faz parte de uma posição tradicional em filosofia e ética. Essa não é uma ética kantiana. Não é, também, uma lição de “paz e amor”. Quando o professor de filosofia puder entender isso, puder deixar de ser padre ou kantiano, moralista ou pastor, ele vai poder mostrar a beleza da “Lei de Gérson”. Então, começará realmente a convencer seus alunos que a violência não vai lhes dar o que querem. Não vai lhes dar vantagem. Nem mesmo satisfação momentânea.&lt;br /&gt;Caso você mesmo, professor, não for um tolo e puder entender como que “tirar vantagem” é algo que pode estar no seu discurso, você começará a ajudar seus alunos a não entrarem pelo caminho da violência. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Paulo Ghiraldelli Jr. filósofo.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://ghiraldelli.wordpress.com/livros/historia-da-filosofia/"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5242526936850301762" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_ElVH5nwaexE/SMEyeRRhA0I/AAAAAAAABNo/fyq5rLXfLsc/s320/banner+anpof.gif" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://ghiraldelli.wordpress.com/livros/historia-da-filosofia/"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5242527194955620018" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_ElVH5nwaexE/SMEytSynnrI/AAAAAAAABNw/7TiKBrME8Vw/s320/paulo_livro_filosofia_1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6837384105703305595-3880014310349887672?l=corujadafilosofia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://corujadafilosofia.blogspot.com/feeds/3880014310349887672/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6837384105703305595&amp;postID=3880014310349887672' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6837384105703305595/posts/default/3880014310349887672'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6837384105703305595/posts/default/3880014310349887672'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://corujadafilosofia.blogspot.com/2008/09/violncia-nas-escolas-e-o-professor-de_05.html' title='A Violência nas Escolas e o Professor de Filosofia'/><author><name>Paulo Ghiraldelli Jr.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10010584274633570571</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://4.bp.blogspot.com/-CZWHGfs1l6o/TywGpnqDI5I/AAAAAAAAG2o/ewG9BCr-tps/s220/FUNDO%2BCINZA.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_ElVH5nwaexE/SMEySo8duGI/AAAAAAAABNg/pQSRDq6sbVA/s72-c/gerson.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6837384105703305595.post-3987841341853338270</id><published>2008-08-29T12:01:00.004-03:00</published><updated>2008-08-29T20:34:06.428-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='O professor capitão do mato'/><title type='text'>O Professor Capitão do Mato em busca do ódio perdido</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_ElVH5nwaexE/SLgPrvOHQdI/AAAAAAAABL4/8oXcDdmZ-qE/s1600-h/indio_5.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5239955410530025938" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_ElVH5nwaexE/SLgPrvOHQdI/AAAAAAAABL4/8oXcDdmZ-qE/s320/indio_5.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; [&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=UpUbbvgA5kw"&gt;Veja texto em vídeo aqui&lt;/a&gt;]&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;A indisposição das pessoas em relação às mulheres pode acabar completamente um dia. A mulher é mulher. O preconceito contra o negro pode diminuir. O negro é negro. Mulheres e negros tem feito um esforço grande no sentido de, sendo mulheres e negros, serem aceitos no grupo dos “humanos”. Em algumas democracias ocidentais esses dois grupos, nos últimos anos, têm conseguido forjar equipes de pressão e influenciar política e juridicamente as sociedades em que vivem, a fim de serem tratados de um modo mais igualitário.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Esses dois grupos contam com uma vantagem sobre outro grupo que também luta por direitos, o dos índios. Em cada país em que vivem, mulheres e negros tem conseguido se mostrar antes oriundos deste país que propriamente mulheres e negros. Assim, os negros americanos conseguiram se mostrar antes americanos que negros, o mesmo ocorrendo com as mulheres. No Brasil e em outros países isso também tem ocorrido. Isso dá vitórias. Mas este não é o caso do índio. Por mais paradoxal que seja ele não tem conseguido se mostrar brasileiro!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Se você conversar com uma pessoa qualquer na rua, nas grandes capitais, verá facilmente o quanto é difícil para as pessoas entenderem que o índio é antes brasileiro que índio. Diferentemente do negro e da mulher, ele mantém um sotaque, um modo de vestir e um aspecto físico que nós, os que se acham mais descendentes do colonizador ou do imigrante europeu (ou asiático), não conseguimos compreender. A mulher colocou um terninho. O negro colocou gravata. Ambos falam a língua que nós todos falamos. Mas o índio parece insistir em ser diferente. Como ele não seria? E alguns conservadores acreditam que, por conta da “proteção do Estado”, ele tem privilégios. Então, tudo se torna mais difícil. Tudo é mais complicado para o índio, pois ele tem um estigma que a mulher e negro não possuem: ele é tomado como ridículo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A mulher era vista como burra. E se era inteligente, era puta. O negro era visto como indolente, e se começava a querer fazer as coisas, era tomado como malandro ou ladrão. Isso tudo ainda está presente na nossa sociedade, pois a nossa maneira de conversar não se alterou de modo suficiente para darmos passos para fora desse círculo cruel. Mas, pior do que burro, puta, vadio ou malandro é o estigma de ridículo. O índio é ridículo – é assim que ele é assumido como índio por uma boa parte de nossa sociedade. E caso ele tente não ser ridículo, ele é tomado como falso índio. Ele tem de andar de tanga e cocar na rua, e jamais saber falar o português. Caso ele vista uma calça jeans e tente falar o português, então já fica um pouco mais difícil de ser chamado de ridículo; e se ele não pode mais ser ridículo, eis que se torna vítima do ódio. Todo aquele ódio que há pouco tempo a direita política tinha para com as mulheres inteligentes e os negros orgulhosos, agora se volta contra o índio.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Alguns imaginam que isso é devido ao fato do índio estar lutando por terras que outros querem. Trata-se de uma luta por riqueza. Há sim esse componente. Mas a luta mais profunda ainda é a luta da visão do colonizador, a visão do capitão do mato, contra a visão do colonizado, contra a visão do indígena, os primeiros brasileiros.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Raposa Serra Dourada é um caso. Talvez uma pessoa como &lt;a href="http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2008/08/080827_raposa_rosenfield_cg.shtml"&gt;Denis Rosenfield&lt;/a&gt;, que ilegitimamente usa o título de filósofo – para azar nosso –, realmente fale o que fala apenas para defender a riqueza dos poderosos. Afinal, os intelectuais da academia, não raro, sobrevivem nela emprestando sua pena aos grupos de poder na situação ou de poder na oposição. Isso vai passar. Um dia Rosenfield se aposentará e arrastará chinelos de modo solitário pela sua casa, e nenhum dos fazendeiros que hoje ele apóia se lembrará dele. Outro ocupará a cátedra seqüestrada por herdeiros de Mussolini. O problema não é esse. O problema é que quando ele se aposentar, ainda os vocabulários do colonizador e do capitão do mato poderão ser tudo que conhecemos para falar do índio. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O que isso significa em termos históricos e humanos? Só uma coisa: a vitória da crueldade. A vitória da má vontade. A permanência da vida não generosa.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Uma coisa que precisamos aprender sobre o convívio humano é que, não raro, as questões nossas não poderiam se deixar contaminar tanto pela disputa política e ideológica quanto se contaminam. Nós, filósofos – os que não abdicaram da filosofia –, deveríamos perceber que o ódio da direita política contra minorias e, no caso, contra índios, não é um ódio da direita política enquanto facção política. É um ódio que extrapola isso. É um ódio que pode estar no coração de pessoas que não se identificam com a direita política. A direita política, como o caso de Denis Rosenfield, faz o papel de trombone – faz barulho. Mas o problema não é o barulho. O problema, no caso, é o silêncio.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Os silenciosos é que são os mandatários do mal. Pois os silenciosos são os que falam no cotidiano, ou seja, os que sussurram. Os que sussurram são os que levantam a voz em filas públicas. Sabe aquele velhinho aposentado que está marginalizado, e que na fila do banco brada contra toda política generosa e, então, aproveita para dizer que “índio não existe, que vão ganhar terra do governo que é maior do que um país” etc. Sabe esse tipo? Ele é o Rosenfield fora da universidade. Ele não leu os livros que o Rosenfield leu sobre Descartes. Mas eles, apesar de tudo, pensam de modo igual. Eles sentem de maneira igual. Eles empurram outros para a má vontade, para a política sem generosidade e, pior, eles fecham junto deles um anel, o anel que engloba também o jovem fascista, todo aquele que não consegue perceber que é arauto da crueldade.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O jovem rico que atira uma garrafa do seu conversível em um travesti na rua. O jovem pobre que se junta em bando para bater e até matar o outro que “é do bando de lá”. O jovem de classe média que fez medicina, mas que atende primeiro os brancos na fila. O jovem pobre que consome droga e que ataca a mãe desesperada que quer vê-lo fora daquele caminho. O jovem rico que molesta a empregada doméstica. O jovem pobre que bate na irmã porque ela engravidou. O jovem rico que ateia fogo no índio e diz que “pensava que era mendigo”. Eles são os que Denis Rosenfield alimenta. Por isso, quando Denis estiver de chinelos, aposentado em sua casa, ele não receberá a visita de ninguém da UDR, que ele defendeu. Pois os homens da UDR já terão arrumado outro para fazer vingar o ódio. E não irão dar bola para quem “só criou confusão”.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Felizmente, esses homens não vão dizer que eles contaram com um filósofo. Eles não vão se lembrar disso. Eles ainda manterão a idéia de que o filósofo autêntico não estaria do lado deles. E nisso, terão feito o único juízo certo de suas vidas.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Paulo Ghiraldelli Jr., filósofo&lt;br /&gt;&lt;a href="http://ghiraldelli.pro.br/"&gt;http://ghiraldelli.pro.br/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://paulo.ghiraldelli.pro.br/"&gt;http://paulo.ghiraldelli.pro.br/&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6837384105703305595-3987841341853338270?l=corujadafilosofia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://corujadafilosofia.blogspot.com/feeds/3987841341853338270/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6837384105703305595&amp;postID=3987841341853338270' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6837384105703305595/posts/default/3987841341853338270'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6837384105703305595/posts/default/3987841341853338270'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://corujadafilosofia.blogspot.com/2008/08/o-professor-capito-do-mato-em-busca-do.html' title='O Professor Capitão do Mato em busca do ódio perdido'/><author><name>Paulo Ghiraldelli Jr.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10010584274633570571</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://4.bp.blogspot.com/-CZWHGfs1l6o/TywGpnqDI5I/AAAAAAAAG2o/ewG9BCr-tps/s220/FUNDO%2BCINZA.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_ElVH5nwaexE/SLgPrvOHQdI/AAAAAAAABL4/8oXcDdmZ-qE/s72-c/indio_5.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6837384105703305595.post-8541346322611427379</id><published>2008-08-25T22:53:00.002-03:00</published><updated>2008-08-26T21:28:33.578-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sócrates no divã de Freud'/><title type='text'>Sócrates no divã do Dr. Freud - é claro que pode!</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_ElVH5nwaexE/SLNihtd2D9I/AAAAAAAABKE/EJS2w7mIjSY/s1600-h/socrates+no+diva.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5238639122841997266" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_ElVH5nwaexE/SLNihtd2D9I/AAAAAAAABKE/EJS2w7mIjSY/s320/socrates+no+diva.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;[&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.dailymotion.com/video/x6k7ky_socrates-no-diva-do-dr-freud_school"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Veja também o vídeo correspondente&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;]&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A conversa sobre se um filósofo é bobo ou não pouco ajuda qualquer um que queira filosofar corretamente. Todavia, a conversa sobre se um filósofo consagrado ou grande pensador é tolo em um ponto específico, é diferente. Se um bom pensador escorregou, e outro pegou seu escorregão, isso é próprio do debate filosófico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O professor de filosofia Paulo Roberto Araújo tem a mania de dizer que “Freud é um bobo”. Vamos deixar a afirmação genérica de lado. Tomemos isso como algo específico. Vamos modificar um pouco a frase do Araújo, e fazê-la ganhar um sentido exclusivamente determinado, mas sem perder de vista a objeção que Araújo queria fazer a Freud.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vamos imaginar que Freud não tivesse só utilizado dos escritos da literatura grega clássica para dar nomes para eventos psicológicos, patologias e, enfim, uma série de coisas com as quais ele quis dar uma descrição de nossa vida mental; vamos supor que Freud tivesse feito mais, que ele tivesse feito algo que Araújo disse que ele não poderia fazer. Vamos supor que ele tivesse desejado – e levado adiante isso – interpretar a vida mental dos gregos antigos com sua teoria. Ele poderia agir assim?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo o que Araújo pensa isso seria um erro – uma tolice. Os gregos não teriam conhecido a subjetividade como ela se estabelece na modernidade. Freud estaria restrito pela vida da psique como ela é dada pela família moderna e, dizem alguns, burguesa. Mas eis aí o campo em que as confusões podem ser instaladas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Botamos aqui nossa colher, como ela já apareceu no bolo maior de um de nós em O corpo (Ática, 2007), para que possamos saborear a festa da melhor maneira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A subjetividade é um termo complexo, que comporta vários aspectos. Na verdade, é um conceito. De modo brevíssimo, vamos expor algo sobre ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Podemos falar de subjetividade enquanto instância filosófica que é o Cogito cartesiano, que é usado como “ponto arquimediano” para a certeza e, portanto, para dar a primeira verdade e depois a cadeia dedutiva de verdades. Assim, há o fundamento da ciência. Eis aí o trabalho tipicamente filosófico, metafísico – e é levando em conta este aspecto que Heidegger criou a expressão “metafísica da subjetividade”. Poucos usam o termo “subjetividade” neste sentido – só nós filósofos fazemos isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Podemos falar de subjetividade sob uma terminologia romântica, rousseauísta, algo que já vinha se estabelecendo desde Santo Agostinho. Esse tipo de concepção trata a subjetividade antes como “instância interna”, um “eu interior”, um tipo de self. Esta noção pode bem ser utilizada – como foi de fato – pelo liberalismo moderno para compor conceitos como o de “autonomia individual” e de “indivíduo”, “individualidade” etc. São termos que ganharam a mesa do sociólogo antes que do filósofo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas podemos falar da subjetividade como a instância puramente psicológica, como um self que é responsável pela vida psíquica humana, as vivências somáticas e psicológicas individuais. É claro que uma noção como esta se desenvolveu também na modernidade de um modo espetacular. Sem ela ainda estaríamos escrevendo tragédias gregas e epopéias, e não romances. Mas não podemos proibir um psicólogo de usar de seu entendimento de psique para descrever pessoas da antiguidade. E isso por uma razão simples: a complexidade psíquica dos antigos é tão ou mais sofisticada que a nossa. O fato deles não a mostrarem em determinado tipo de literatura denota a não hegemonia social, prática e literária da noção que temos de individualidade – que aparece em nosso gênero literário, o romance –, mas isso não mostra, é claro, que a eles falte a subjetividade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Figuras como Alcebíades ou Sócrates ou Platão são tão complexas quanto Epicuro ou Diógenes. E todos eles são tão ou mais complexos que Dom Quixote ou outros heróis que denominamos tipicamente modernos. Podem ser mais “rasos” – no sentido que Ulisses foi raso - mas não pouco complexos e desprovidos de problemas que chamam a nossa atenção por uma semelhança incrível com os nossos próprios problemas psicológicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliás, qualquer interlocutor de Sócrates, como Platão mostra bem, tem uma riqueza psicológica que denota uma subjetividade rica, ou seja, uma vida psicológica individual que permite ao psicólogo uma análise deliciosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é proibido, portanto, para um terapeuta psicanalítico (culto) da atualidade, de colocar um grego no divã. Ao contrário, o psicólogo que vier a fazer isso vai levar um susto ao perceber que tudo que se falou das diferenças entre eles e nós é menor do que esperávamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caso Sócrates fosse colocado no divã, ele talvez viesse a achar um absurdo priorizar perguntas antes sobre seu pai do que sobre Atenas. Talvez ele viesse a achar também pouco útil perguntas sobre sua mãe e não sobre Péricles. Talvez ele se achasse antes um filho de Atenas que um filho de um escultor e de uma parteira, se é que isso é verdade. Todavia, vamos pegar a figura platônica de Sócrates, que não era o Sócrates histórico de Vlastos, mas que era tão grego quanto o Sócrates histórico. Vamos pegar o Sócrates do Menon, que faz a referência dele exercer uma atividade que guardaria semelhança com a da mãe, e não com a do pai. Qual a razão de não podermos falar que, neste caso, há uma nuance edipiana aí? Claro que podemos falar isso. Claro que Sócrates tinha uma subjetividade, enquanto psique, rica o suficiente para ter todos os problemas que qualquer um de nós, quando colocado no divã, anuncia e denuncia, e que podem bem ser descritos por uma literatura do tipo da inventada por Freud, a da psicanálise.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E se colocamos Sócrates para falar de seus sonhos. Como qualquer um de nós, Sócrates dava crédito aos sonhos como premonições. Ainda entre os mais cultos de nós há quem adore tomar sonhos como premonições. E, em parte, isso não é algo místico. Pois para bom intérprete, os sonhos ajudam a ver o que podemos estar querendo fazer, é claro. Sócrates poderia achar que ao relacionar seus sonhos com alguns de seus familiares, e não com os recados do daimonion ou dos deuses, estaríamos perdendo o foco do que seria útil observar nos sonhos. Mas eu daria menos de uma hora para Freud ou qualquer outro com uma inteligência semelhante convencer Sócrates de que aquele modo de falar dos sonhos tinha lá sua razão de ser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitos historiadores têm feito isso: psicanálise de figuras históricas. A filosofia poderia aprender bastante, inclusive, se deixasse de lado o medo que tem de lidar com as questões psicológicas dos filósofos. É claro que só os cultos podem fazer bem isso. Não se pode imaginar que alguém chega a entender da filosofia de um filósofo por meio do estratagema de colocar tal pessoa no divã moderno. Mas nós todos sabemos que William James não estava errado quando disse que a filosofia de um filósofo é um modo de expressão de seu temperamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caso Hegel tivesse podido ler Freud ele seria o primeiro a tentar voltar à sua passagem sobre Sócrates, na sua História da Filosofia, para reinterpretar o daimonion de Sócrates em termos de uma subjetividade com traços mais psicológicos do que aqueles a que ele aludiu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre quando tratamos de subjetividade, é necessário distinguir o que estamos entendendo pelo termo. Principalmente, temos de diferenciar as noções de “sujeito”, “indivíduo”, “pessoa” e “cidadão”. Ao diferenciar essas noções do conceito de subjetividade enquanto instância metafísica damos um passo real, necessário, para o verdadeiro entendimento da modernidade. Só a instância metafísica da subjetividade é de exclusividade da filosofia. As outras noções são trabalhadas pela filosofia, sim, mas a filosofia já ganhou sócios poderosos no tratamento delas – as ciências.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paulo Ghiraldelli Jr. &amp;amp; Francielle Maria Chies&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6837384105703305595-8541346322611427379?l=corujadafilosofia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://corujadafilosofia.blogspot.com/feeds/8541346322611427379/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6837384105703305595&amp;postID=8541346322611427379' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6837384105703305595/posts/default/8541346322611427379'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6837384105703305595/posts/default/8541346322611427379'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://corujadafilosofia.blogspot.com/2008/08/scrates-no-div-do-dr-freud-claro-que.html' title='Sócrates no divã do Dr. Freud - é claro que pode!'/><author><name>Paulo Ghiraldelli Jr.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10010584274633570571</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://4.bp.blogspot.com/-CZWHGfs1l6o/TywGpnqDI5I/AAAAAAAAG2o/ewG9BCr-tps/s220/FUNDO%2BCINZA.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_ElVH5nwaexE/SLNihtd2D9I/AAAAAAAABKE/EJS2w7mIjSY/s72-c/socrates+no+diva.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6837384105703305595.post-8831752448508910064</id><published>2008-08-17T00:50:00.001-03:00</published><updated>2008-08-17T00:54:06.258-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='O erótico o pornográfico e a arte'/><title type='text'>O erótico, o pornográfico e a arte</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_ElVH5nwaexE/SKegaDUsHeI/AAAAAAAABDg/-tRHwHhmnrk/s1600-h/carol+castro+linda+foto.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5235329461270617570" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_ElVH5nwaexE/SKegaDUsHeI/AAAAAAAABDg/-tRHwHhmnrk/s320/carol+castro+linda+foto.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;[&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=J9Pe5pEYZPo"&gt;veja o vídeo correlato&lt;/a&gt;]&lt;br /&gt;Os órgãos genitais feminino e masculino podem ser mostrados em revistas, no cinema e em galerias. Pode ser arte? Sim, pode. E se esses órgãos estiverem em funcionamento, no ato sexual? Isso é arte? Pode ser. A pornografia pode ser arte. Não é exclusividade do que é erótico ter o direito de ser arte, jogando o pornográfico para fora dessa área. Mas, e se a mostra dos órgãos sexuais forem algo que foge do que todos, todos mesmo, consideram belo, ainda assim é arte? Sim, pode ser arte. Como Arthur Danto tem enfatizado: no mundo contemporâneo a beleza foi para um lado, a arte para o outro. Não é pelo que é “belo”, com consenso ou não, que se diz que algo é arte após Warhol e Duchamp.&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn1" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=522904401055912010#_ftn1" name="_ftnref1"&gt;[1]&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Mas, se é assim, se não é pela ligação ou não com a arte, ainda não há a diferença entre ambos – o erótico e o pornográfico –, a partir da mostra ou não dos órgãos genitais, então, o que os distingue na medida em que se está falando em arte erótica? Qual a razão de Roger Scruton distinguir o erótico do pornográfico a partir da idéia de que no segundo caso há a presença clara dos órgãos sexuais à mostra, enquanto que no primeiro caso isso não ocorreria? Bem, no livro Sexual Desire, Scruton fala isso, mas atenua tal colocação dizendo que no segundo caso, a mostra dos órgãos sexuais aparece para induzir à atividade masturbatória. No limite, não é algo para o compartilhamento.&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn2" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=522904401055912010#_ftn2" name="_ftnref2"&gt;[2]&lt;/a&gt; É algo que se sustenta para uma finalidade pouco estética – no sentido kantiano do termo estética, isto é, o que é admirado e causa prazer sem causar interesse. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Mas, então, diante dessas colocações, como é que distinguimos filosoficamente a arte erótica da pornografia? E para que fazemos isso? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Que a filosofia bote o bico nisso e ajude a encontrar distinções atinentes à filosofia entre o que é o erótico e o que é o pornográfico não é perda de tempo. Fazemos isso para evitarmos que tais distinções se realizem de modo grosseiro, antes pela política e pela polícia do que pelo exercício de nossos poderes racionais melhores. E depois de feito isso, no meu caso, tenho também de aproveitar da distinção para exigir que ambos – o erótico e o pornográfico – tenham espaço e liberdade na sociedade, ainda que possam ocupar lugares distintos. Digo “no meu caso” porque estou convencido que não gostaria de morar em uma sociedade com censura. O critério da aparência ou não dos órgãos sexuais não me parece bom para distinguir o que é o erótico e o que é o pornográfico. Eu preferiria lançar mão de algo mais útil e menos policialesco. Imagino que a literatura tem dado uma pista. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;No campo literário, quando uma história é maniqueísta demais, sem qualquer autocrítica implícita neste maniqueísmo, temos a literatura simplista, e então dizemos que se trata de má literatura. Quando a narrativa se sofistica e tem o dom de surpreender o leitor, então dizemos que estamos diante de um autor inteligente, e que há ali os ingredientes básicos para a boa literatura (pode haver outros, para tornar a história melhor ainda). Assim, a previsibilidade (do maniqueísmo) é o elemento ruim. A imprevisibilidade de acontecimentos da narrativa é o seu elemento potencialmente virtuoso. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Quando lançamos mão dessas idéias da literatura e a jogamos para os campos vistos como limites – sempre os mais difíceis de avaliar – entre o pornográfico e o erótico, tudo indica que damos um salto de qualidade no nosso entendimento. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O que é previsível cansa, é enfadonho, não causa prazer e, se causa, é um prazer muito momentâneo e logo se torna algo dispensável. Podemos ficar horas diante de uma novela onde o bem e o mal lutam e os episódios se repetem, apenas mudando o figurino e, às vezes, os personagens. Mas o fato de ficarmos horas presos nisso não significa que estamos gostando. Não significa que se nos derem coisa melhor, não vamos gostar mais. E também não significa que, nós mesmos, escolarizados, quando estamos assistindo, estamos achando que estamos diante de algo artístico. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Do mesmo modo, podemos ficar horas, todos os dias assistindo filmes que passam, repetidamente, ângulos de pessoas fazendo sexo. Podemos, inclusive, ter algum prazer nisso. Um prazer visual ou mesmo uma motivação para a masturbação ou para o sexo mais tarde, com a parceira ou parceiro. Todavia, isso não significa que estamos gostando disso a ponto de não gostarmos de algo parecido, mas mais sofisticado e melhor. E o “sofisticado”, nesse caso, não quer dizer “sem a aparência dos órgãos sexuais”. Quer dizer apenas “o que pode nos dar asas”. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A arte erótica pode ser erótica na medida em que for algo que clame por Eros, o deus. Clamar pelo deus é clamar pelo mistério, pela imaginação, não pelo cacoete. E vou fazer uma brincadeira com as palavras, para que se entenda o que quero dizer. O “por no gráfico” é o colocar no gráfico – é o que se coloca em algo que é um gráfico, algo que é desenhado para que possamos avaliar e predizer eventos. Assim, “pornográfico”, nessa etimologia tosca e falsa, lembra a idéia de repetição ou de busca do que é repetido e, assim, o que pode destituir de função a imaginação. Essa associações que faço, em tom de brincadeira, tem lá sua razão: “pornográfico” nos lembra “por no gráfico” – essa lembrança não é à toa. Há algo subconsciente nisso, e a associação entre pornográfico e “por no gráfico” surge de ficarmos de certo modo impressionados com a distinção entre novidade e repetição. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Se pensarmos nesses termos, veremos que o erótico pertence ao espírito do Renascimento, enquanto que o pornográfico é próprio do espírito da Modernidade. O Renascimento cultua a imaginação. A modernidade cultua o entendimento e tem pavor da imaginação. O Renascimento clama pela imaginação e sua ciência ainda é a alquimia. A modernidade toma a imaginação como o que pode produzir as imprevisibilidades do que já não pode mais ser chamado de ciência, a alquimia, pois a ciência, agora, é só o que mostra a repetição – alquímia toma o lugar da alquimia. Hobbes e Descartes tinham pavor da imaginação – e eles são os pais dos tempos modernos, na metafísica e na filosofia política. Isso deve ser bem lembrado! &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A modernidade segue a idéia de que não podemos “ser pegos de surpresa”, como não somos pegos na pornografia. O Renascimento seguia a idéia de que a surpresa era o elemento essencial da vida, como o que ocorre com o erótico. O erótico, vindo de Eros, é a atividade daquele deus com sua seta: espeta-nos na hora que não esperamos. Somos surpreendidos pela flechada e ficamos inflamados, doidos para agir. A última coisa que o apaixonado quer fazer é dormir. A não ser que seja para sonhar com sua paixão. O pornográfico é o que não surpreende e, enfim, não nos espeta, mas nos empurra para o gozo rápido e para o sono, para a letargia. A alquimia nos leva para o esfuziante “ócus pócus”, a química nos leva para a horrorosa atividade de “balancear coeficientes”. A imaginação do químico industrial é como a imaginação de uma ameba, ainda que seja uma ameba de grande cérebro. A imaginação do alquimista é a imaginação de deuses, ainda que seja um que cometa tolices – e qual deus não comete? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Essa distinção não é boa?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, não é porque o erótico está enaltecido no meu texto acima que o pornográfico deve ser desprezado. Nem há qualquer justificativa para dizer que o primeiro deve ser colocado no pedestal e o segundo posto sob a bota dos conservadores morais (leia-se: os hipócritas). Não há aqui um juízo meu sobre o que deve ser apresentado ou não em uma sociedade. Uma boa sociedade liberal sabe conviver com ambas as coisas, até por uma razão simples, elas ocupam espaços e tempos diferentes. Além disso, as fronteiras entre elas não serão fechadas por esse meu texto. Ao contrário, minhas distinções aqui visam única e exclusivamente chegar ao final e dizer para vocês: o quadro da Carol Castro (&lt;em&gt;Playboy&lt;/em&gt;) associado a este texto é exemplo de arte erótica. E nisso, usei de meus critérios acima. É só. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;© 2008 Paulo Ghiraldelli Jr. “O filósofo da cidade de São Paulo” &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn1" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=522904401055912010#_ftnref1" name="_ftn1"&gt;[1]&lt;/a&gt; Danto, A. &lt;em&gt;The abuse of beuty&lt;/em&gt;. Chicago: Open Court, 2004. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn2" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=522904401055912010#_ftnref2" name="_ftn2"&gt;[2]&lt;/a&gt; Scruton, R. &lt;em&gt;Sexual Desire&lt;/em&gt; – a philosophical investigation. London and New York: Continuum, 2006, pp. 153-6.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6837384105703305595-8831752448508910064?l=corujadafilosofia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://corujadafilosofia.blogspot.com/feeds/8831752448508910064/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6837384105703305595&amp;postID=8831752448508910064' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6837384105703305595/posts/default/8831752448508910064'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6837384105703305595/posts/default/8831752448508910064'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://corujadafilosofia.blogspot.com/2008/08/o-ertico-o-pornogrfico-e-arte.html' title='O erótico, o pornográfico e a arte'/><author><name>Paulo Ghiraldelli Jr.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10010584274633570571</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://4.bp.blogspot.com/-CZWHGfs1l6o/TywGpnqDI5I/AAAAAAAAG2o/ewG9BCr-tps/s220/FUNDO%2BCINZA.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_ElVH5nwaexE/SKegaDUsHeI/AAAAAAAABDg/-tRHwHhmnrk/s72-c/carol+castro+linda+foto.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6837384105703305595.post-1418549577444148487</id><published>2008-08-11T17:50:00.004-03:00</published><updated>2008-08-11T17:58:53.422-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Escola não é padaria?'/><title type='text'>Escola não é padaria?</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_ElVH5nwaexE/SKCnRwaWcPI/AAAAAAAAA_Q/cqk_P1zWYlw/s1600-h/universidade+padaria+sabid%C3%A3o.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5233366690499555570" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_ElVH5nwaexE/SKCnRwaWcPI/AAAAAAAAA_Q/cqk_P1zWYlw/s400/universidade+padaria+sabid%C3%A3o.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_ElVH5nwaexE/SKCm6m026SI/AAAAAAAAA_I/66jXgsp4jAI/s1600-h/universidade+padaria+sabid%C3%A3o.jpg"&gt;&lt;/a&gt;[&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=i3NGc-Sed6E"&gt;veja aqui o vídeo correspondente&lt;/a&gt;]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Alguém disse que Universidade é Padaria? A declaração de um funcionário do Ministro da Educação Fernando Haddad dizendo que "universidade não é padaria", noticiada pelo Estadão, é esquisita. E se ela tem relação com a mais recente, deste mesmo funcionário, que afirma que "regras de mercado" não valem para o ensino superior (ao comentar o desempenho de instituições privadas no ENADE), então isso merece uma análise.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Temo que essa declaração de que "regras do mercado" não vale seja antes avaliativa que descritiva. E se assim for, deveria ser colocada de lado, pois é de difícil sustentação teórica.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Marx jamais acreditou que o ensino pudesse ser transformado em mercadoria. Quem disse que "escola não é padaria" provavelmente seria ridicularizado por Marx. Pois ninguém jamais diria que é padaria. Pois, como insistiu no Capítulo Sexto "Inédito" de O Capital, ele entendia que a atividade de ensino ocorre de um modo que não permitiria a sua reprodutibilidade (material) e, por isso, não se enquadraria nos requisitos necessários da mercadoria. Hoje em dia, os que quiseram gravar aulas para que elas voltassem a ocorrer sentiram, logo de início, que podem gravar palestras, mas não as aulas. O que ocorre na aula é a relação entre turbilhões de pensamentos de várias pessoas – coisa que nunca mais vai se repetir. A aula é um acontecimento único, que se faz por caminhos intersubjetivos e é da ordem da vivência. Por isso Marx nunca se preocupou com a questão da mercadorização do ensino, pois ele não acreditava em tal coisa.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Marx estava certo em sua análise. Resumindo ao máximo: o ensino resiste à mercadorização, pois não é algo que possa ser vendido como é vendido outras atividades não materiais que são serviços como, por exemplo, uma atividade semelhante no âmbito educacional, que é o treinamento. O que se aproxima da forma-mercadoria não é o ensino, e sim o certificado ou diploma que a universidade fornece, ao final do curso, ao aluno. Mas a educação efetiva, como ela ocorre, no âmbito da relação ensino-aprendizagem, é um fato que nada tem a ver com a mercadorização. Por isso mesmo é que há bom ensino em escolas privadas, em vários países e, de certo modo, também no Brasil.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Dependendo do modo como montamos uma escola – e aí pouco importa se ela é privada ou estatal – podemos tornar a relação ensino-aprendizagem algo inviável a curto ou médio prazo, e ela irá desaparecer, e então, logo em seguida, deixamos de ter uma escola. Os diplomas saídos dali caem em descrédito mais rápido do que se pode acreditar em um primeiro momento. Isso é tão verdade que sabemos que escolas (estatais ou privadas) que nada ensinam ficam marcadas, e quem já trabalhou em departamentos de recursos humanos (estatal ou privado) em uma grande cidade como São Paulo, por exemplo, sabe muito bem que tipo de currículo é lido e que tipo de currículo é descartado, não deixando seu portador sequer ser entrevistado na concorrência para um emprego. Há escolas na cidade de São Paulo que garantem a seus alunos um bom emprego, há aquelas que dão aos seus alunos só má fama. Isso é reconhecido por todos, quem negaria tal fato?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O ensino superior no Brasil é predominantemente privado. É deficiente? De um modo geral, sim. Mas o ensino fundamental nosso é predominantemente estatal e é também ou mais deficiente. O ensino superior estatal nosso, ao se mostrar melhor que o privado no ENADE também não pode se vangloriar muito, pois os seus resultados não o transformam em algo competitivo no exterior. Por outro lado, as reclamações de algumas vozes do setor privado contra o ENADE estão erradas, principalmente aquelas que dizem que o exame não avalia bem a universidade porque se baseia no aluno, e o aluno "faz o exame sem compromisso". Ora, uma universidade é uma escola, e se ela é boa e recebe bem o aluno, este sente orgulho de fazer o exame proposto e elevar a nota de sua escola – isto é uma regra que vale para o mundo todo. Todo aluno universitário que tem orgulho de estar em uma boa escola, faz exames comprometidamente e de modo sério, dando o máximo de si. Nenhuma estatística dos órgãos internacionais que lidam com psicologia social da juventude desmente tal verdade. A relação entre a juventude e o seu local de estudo é, no mundo todo, de profundo carinho. Um elemento visível disso é que, não raro, o universitário não titubeia em gastar suas economias comprando uma blusa com o nome da sua escola. Quando conscientizado da importância do exame, ele não comparece apenas para "fazer número". Ele realmente se empenha, tanto quanto nos jogos em que sua escola enfrenta outras.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O ENADE é melhor quanto mais for baseado no exame individual do aluno. Essa mania de "sofisticar" índices que avaliam resultados para diluir responsabilidades, que foi uma marca inicial do MEC do PT, contra a visão do MEC do PSDB de Fernando Henrique, foi atenuada com Fernando Haddad. Todavia, com a reclamação do setor privado, e sendo o governo Lula populista, não custa as coisas voltarem ao estágio inicial. A retórica do secretário de Haddad, portanto, pode até ficar mais quente, mas não a interpreto como conseqüente. Pois pode ser que ele apenas esteja imitando "o modo Tarso" de viver. Afinal, uma parte da esquerda perdeu a confiança de filhos, netos e parentes após os escândalos do PT em 2005 (este sim, o "ano que não acabou"), e então tende a criar uma retórica esquerdizante para poder, talvez, ainda ser vista com respeito dentro de casa. Nada mais que isso. Mas se for algo a mais, será mais tolo ainda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Paulo Ghiraldelli Jr., filósofo, site &lt;a href="http://ghiraldelli.pro.br/"&gt;http://ghiraldelli.pro.br/&lt;/a&gt; e &lt;a href="http://paulo.ghiraldelli.pro.br/"&gt;http://paulo.ghiraldelli.pro.br/&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6837384105703305595-1418549577444148487?l=corujadafilosofia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://corujadafilosofia.blogspot.com/feeds/1418549577444148487/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6837384105703305595&amp;postID=1418549577444148487' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6837384105703305595/posts/default/1418549577444148487'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6837384105703305595/posts/default/1418549577444148487'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://corujadafilosofia.blogspot.com/2008/08/escola-no-padaria.html' title='Escola não é padaria?'/><author><name>Paulo Ghiraldelli Jr.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10010584274633570571</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://4.bp.blogspot.com/-CZWHGfs1l6o/TywGpnqDI5I/AAAAAAAAG2o/ewG9BCr-tps/s220/FUNDO%2BCINZA.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_ElVH5nwaexE/SKCnRwaWcPI/AAAAAAAAA_Q/cqk_P1zWYlw/s72-c/universidade+padaria+sabid%C3%A3o.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6837384105703305595.post-538570998384763967</id><published>2008-08-09T02:35:00.001-03:00</published><updated>2008-08-09T02:37:23.378-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Adágio popular e filosofia'/><title type='text'>Adágio Popular e Filosofia</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_ElVH5nwaexE/SJ0tDHFwNuI/AAAAAAAAA-w/Nn199drzQl4/s1600-h/palavras+ao+leu_assinada.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5232387873540421346" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_ElVH5nwaexE/SJ0tDHFwNuI/AAAAAAAAA-w/Nn199drzQl4/s320/palavras+ao+leu_assinada.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;A filosofia acadêmica trouxe o texto filosófico para o interior dos formatos chamados de “dissertação” e de “tese”. Em geral, essa maneira de apresentar a filosofia tornou-a tediosa. Os filósofos estadunidenses estão tentando romper com isso; querem vê-la também como livro – livro comercial. Eles têm se dedicado à produção de livros que, ainda que se mantenham acadêmicos, aparecem na forma de conjuntos de ensaios de vários autores em debate ou como conjunto de artigos sobre um tema comum. São louvados, então, os filósofos que se portam como escritores profissionais, que se esmeram em escrever de modo claro e elegante, e não apenas para “fazer currículo” com suas publicações. O escritor profissional escreve para ser lido. Isso tem ajudado à ressurreição da filosofia como um gênero literário interessante. Começa-se então a reconstrução do que poderíamos chamar de um “público leitor de filosofia”. A Europa tem procurado imitar os americanos em tal empreendimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitos editores se perguntam: mas isso basta? Não poderíamos fazer algo maior? Não poderíamos realmente ganhar dinheiro com livros de filosofia de filósofos&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn1" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=6837384105703305595#_ftn1" name="_ftnref1"&gt;*&lt;/a&gt;? Afinal, no passado, não tínhamos professores e estudantes de filosofia como temos hoje e, no entanto, proporcionalmente havia um público consumidor de filosofia mais caudaloso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No passado, havia um tipo especial de apresentação da filosofia que apetecia muitos leitores, que era o livro com ditos e provérbios. Aos poucos, as coletâneas de provérbios e ditos filosóficos foram deixadas como de direito apenas dos orientais. Seria uma forma própria deles, os orientais, de fazer filosofia, uma vez que a maneira como trabalham é próxima da religião ou de doutrinas para a vida prática (a vida moral). Somente eles teriam o direito à produção de frases únicas e, agrupando-as, chamá-las de filosofia. Nós, os filósofos ocidentais, não poderíamos criar frases singularizadas, solitárias, e nem mesmo aforismos. Talvez até mesmo ensaios curtos já servissem para recebermos punição. Um livro que contenha uma coletânea de “pensamentos”, como às vezes é denominado tal coisa, não raro pode causar má impressão aos quem realmente tem um trânsito sério com a filosofia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todavia, nem todo tipo de frase isolada ou conjunto de “pensamentos” podem ser tomados como não contendo algo de filosófico – efetivamente filosófico. Aliás, a filosofia ocidental tem uma grande dívida de origem para com esse tipo de apresentação. Por exemplo, sabemos que o Templo de Apolo, no qual funcionava o Oráculo de Delfos que, enfim, deu linha para o filosofar de Sócrates, possuía frases que teriam sido inscritas lá pelos chamados “Sete Sábios” da Grécia Antiga. Eis três delas: “Conhece-te a ti mesmo”, “Não prometas” e “Nada em excesso”. Ora, é claro que não vamos pegar cada uma dessas frases ou mesmo as três em conjunto e sair por aí em festas de aniversário, casamentos ou clínicas de terapias pouco sérias declamando-as como se estivéssemos de posse de alguma filosofia. Isso era a “cultura de verniz”. No entanto, tais frases eram algo ligado autenticamente à filosofia. Não só a primeira, as duas últimas frases também foram adotadas por Sócrates. E não aleatoriamente. Foram tomadas como uma forma de colaborar com a maneira pela qual ele procurou interpretar a manifestação do Oráculo de Delfos a seu respeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como se sabe, o Oráculo, ao ser inquirido pelo amigo de Sócrates, Querofonte, sobre se havia alguém mais sábio que o filósofo grego, deu uma resposta negativa. Sócrates gastou então o resto de sua vida de forma comedida e com poucas promessas, investigando outros com perguntas morais, tentando ver se ele, encontrando quem fosse mais sábio, poderia então refutar o Oráculo. Assim, de certa forma, o que ele passou a fazer tinha muito a ver com uma tentativa de ser modesto e conhecer a si mesmo, para saber se de fato era sábio como o Oráculo havia dito. O conteúdo mesmo de sua filosofia ficou em dívida para com as frases – adágios – do templo délfico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A idéia de deixar “pensamentos” ao vento pode, sim, ser um modo gostoso e ao mesmo tempo sério de apresentar a filosofia – basta saber fazer. E há duas vias nisso, que valem uma retomada: uma, que é a de mostrar o caminho que algumas expressões tipicamente filosóficas fizeram ao conseguir popularidade; outra, que é partir de alguns ditos populares cuja origem é tipicamente filosófica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No primeiro caminho, entre tantos exemplos, pode-se pensar aqui em expressões como “o homem é o lobo do homem”, “dividir para governar”, “o homem é naturalmente bom, mas a sociedade o corrompe” e “saber é poder”. Poucos são os escolarizados que não ouviram isso, não é verdade?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“O homem é o lobo do homem” é do âmbito do helenismo, e foi usada nos tempos modernos por Thomas Hobbes para, em sua teoria, justificar a idéia de um estado capaz de gerenciar uma sociedade que não fosse mais o chamado “estado de natureza” – neste sim, o homem poderia exercer sua condição natural de “lobo do homem”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A segunda frase, “o homem é naturalmente bom, mas a sociedade o corrompe”, é de Jean Jacques Rousseau. Exatamente em oposição à frase de Hobbes, Rousseau dizia que o estado, a sociedade e a cultura, que aparecem para quebrar o “estado de natureza”, levariam o homem ao que ele não é, ou seja, a uma condição em que teríamos de condená-lo moralmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A frase “dividir para governar” é também da antiguidade (romana), e foi usada na modernidade por Maquiavel, na sua formulação clássica em que buscou fazer um exame realista da política.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por fim, “saber é poder” foi cunhada por Bacon: virou um emblema para caracterizar a modernidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pode-se tentar lembrar mais frases desse tipo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No segundo caminho, há o problema do idioma. Partimos de ditos populares e esperamos encontrar algum rastro da filosofia dos filósofos em tais sentenças. Mas aí, nem sempre o que é falado em português, mesmo que tenha algo a ver com a filosofia dos filósofos, tem um correspondente fácil de ser identificado nos idiomas dos filósofos, em especial, é claro, os filósofos modernos, que em geral vieram a usar o francês e, cada vez mais, o inglês. Quem sabe um pouco de línguas, ou até mesmo quer uma motivação gostosa para estudar línguas, pode seguir esse caminho.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Uma boa parte dos nossos ditos populares que foram inspirados na filosofia de filósofos não é moderno; são adágios que se fizeram a partir de frases da antiguidade ou dos tempos medievais, e em geral estão ligados às filosofias que se articularam mais abertamente com a religião. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Tomás de Aquino é apontado pelos historiadores como um dos principais responsáveis por ditos populares atuais, inclusive os que usamos em português (os ditos feitos por filósofos que escreveram em latim tiveram mais sucesso na sua universalização, é claro). Há alguns ditos dele que realmente fizeram sucesso: “crie a fama e deite na cama”, “uma andorinha sozinha não faz verão”, “para frente é que se anda” e “cada ovelha com sua parelha”. Não é difícil perceber, com um pouco de leitura (usando um manual de filosofia), como essas frases fazem sentido no campo filosófico de fusão entre o cristianismo e a cultura aristotélica. E o segredo delas terem sucesso é que, mesmo fora do campo filosófico dos filósofos, podem se transformar em “filosofia popular”. Competem de igual para igual com o que seria o típico apenas da filosofia oriental. Por exemplo, podemos lembrar aqui de Confúcio: “Transportai um punhado de terra todos os dias e fareis uma montanha”. Não tem a ver com as frases de Aquino?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Tais expressões recebem o nome de “ditos”, “adágios”, “provérbios” ou simplesmente “tiradas”. Uma boa parte delas vem não da filosofia dos filósofos, mas da filosofia ligada à religião – embora a maior parte dos adágios populares seja fruto da linguagem da literatura, em especial as narrativas da poesia e do teatro. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Um dito popular que veio diretamente da Bíblia é o “santo da casa não faz milagre”. Outro, também de inspiração bíblica: “melhor um cachorro vivo que um leão morto”. E mais um: “daí a César o que é de César”. Os historiadores dizem que os livros de boas maneiras dos ingleses, próprios do início da modernidade, modificaram esse dito para “mais vale uma andorinha na mão que duas voando”. Aliás, esses manuais, escritos por filósofos-pedagogos e moralistas, foram hábeis na operação de “reciclagem” de ditos filosóficos e religiosos. Talvez venha daí certa confusão feita pelo leigo que, não raro, acredita que todo filósofo deve ser “uma moça”, com boas maneiras. A confusão de filosofia como “aprendizado de boas maneiras”, não raro, aparece em cobranças de alguns, via Internet, querendo que nós, os filósofos, os tratemos com mais hipocrisia do que podemos.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Esses dois caminhos que citados acima poderiam ser acoplados – prometendo talvez algum sucesso editorial – se desenvolvidos de modo a conhecermos a “fortuna crítica de uma obra”, isto é, qual o destino que algumas filosofias ganharam a ponto delas ficarem inseridas no imaginário ou na mentalidade de uma população. Valeria a pena ver como que tais adágios podem ou não estar ligados a filosofias que tiveram os seus núcleos, mal ou bem, enraizados no saber popular. Podemos lembrar aqui de algumas filosofias que geraram noções difíceis de um escolarizado desconhecer, como o “amor platônico” ou o “maquiavelismo” ou o “complexo de Édipo” ou “bom selvagem” ou “sadismo”.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Mas tudo isso não é novidade. Pode ser tomado como novidade apenas em um sentido: podemos aproveitar da filosofia dos filósofos para produzir literatura de maior consumo. O que verdadeiramente vingou no passado para tal, inclusive no Brasil, foram os livros com frases de filósofos que, embora não muito conhecidas – ou até mesmo desconhecidas – podiam servir para uma “reflexão matinal” ou uma colaboração para o “exame de consciência noturno”. Isso foi em um tempo em que a “reflexão matinal” não era alimentada pela notícia do crime estampada no jornal e o “exame de consciência” do final do dia não era a novela tediosa da TV e nem mesmo um jornal televisivo altamente ideologizado. Há espaço, ainda hoje, para esse tipo de literatura? Creio que sim, pois se bem cuidada, ela é instrutiva e bastante engraçada. E a própria TV vai acabar se aproveitando dela, como a literatura de folhetim já o fez no passado. Cito alguns exemplos abaixo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Nada é tão dificilmente perdoado quanto o talento”, frase do filósofo Denis Diderot. Não é uma verdade isso? E não está escrito de uma maneira bela? Pois o talento não é ele, sempre, uma vítima que incomoda? Não está o talentoso, não raramente, na condição de réu altivo? Não é o talento um desafio aos que não raro estão no poder, mas não possuem talento a não ser para ficar no poder – ilegitimamente?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma frase desse tipo, como a de Diderot, faz lembrar aquela situação de Getúlio Vargas diante do incômodo Monteiro Lobato. O ditador, escritor medíocre, querendo esconder o petróleo brasileiro, mandou prender Lobato, homem de letra fácil e elegante, dotado de extraordinária inteligência, que insistia que tínhamos petróleo. Anos depois, Vargas passou a ser o patrono do nacionalismo brasileiro e a Petrobrás o símbolo disso. Vargas foi membro da Academia Brasileira de Letras. Lobato também foi indicado, mas recusou a oferta. Quantas e quantas vezes não deve ter valido, como punição para Vargas, a imagem de Lobato na sua cabeça, não é? Se Vargas tivesse realmente sido um homem de letras, poderia ter conhecido a frase de Diderot, que teria atormentado ele ainda mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mil exemplos e mil histórias vêem à mente quando lemos a frase de Diderot. No popular, e certamente mais geral, ela teria tradução nesta daqui: “a inveja é uma merda”. Esta, por sua vez, é reconhecidamente do âmbito que denominamos de “filosofia de pára-choque de caminhão”. Há como negar que a inveja é uma merda? Quando vemos alguém na prisão (principalmente na prisão política), com a vida inteirinha destroçada, e ainda assim invejado por quem está lá fora, em liberdade (e que o colocou na prisão), não é o caso de dizer “a inveja é uma merda?” Quando vemos alguém feliz e bem amado, sendo caçado pelo Poder de déspotas pequenos e grandes que, enfim, gastam uma vida fazendo isso, há como negar a frase “a inveja é uma merda”? Quando vemos aquele escritor que está no governo e fica remoído quando criticado por outro escritor – melhor que ele ou mais jovem ou mais promissor – e, então, pega o telefone e tenta pressionar o jornal para arrancar o crítico do seu emprego, há como negar a verdade da frase “a inveja é uma merda”? Não! Frases como “nada é tão difícil de ser perdoado quanto o talento”, da filosofia dos filósofos, e frases como “a inveja é uma merda”, da filosofia do caminhoneiro, têm o quê em comum? Uma coisa preciosa: elas não conseguem ser desmentidas. Não temos força contra elas. Quanto mais pensamos nelas, mais exemplos a seu favor surgem aqui e acolá. Uma boa reflexão filosófica seria esta: de onde vem a força de tais frases? Também aqui, uma boa resposta poderia significar um sucesso editorial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há filósofos que se esmeraram na produção de pequenos trechos, de aforismos e frases que podem muito bem sobreviver solitárias, sem perder conteúdo. Michael de Montaigne foi um deles (Nietzsche não!). Veja esta, de autoria dele: “Do mesmo papel em que lavrou a sentença contra um adúltero, o juiz rasgará um pedaço para nele escrever umas linhas amorosas à esposa de um colega”. Ela não se basta? Deveríamos comentá-la? Claro que não! É como um quadro que impacta: nada se deve dizer dele. É como aquele tipo de filme que é tão bom que não pode ser nem mencionado quando, após o cinema, vamos para o restaurante da pizza costumeira. Qualquer menção seria uma afronta à arte. Uma frase desse tipo, como a de Montaigne, se desprende de sua filosofia, de qualquer filosofia e literatura, e ao mesmo tempo se agarra a tudo e a tudo agarra. Quem ousar dizer qualquer coisa a mais que ela a respeito do assunto que ela parece abordar, está perdido – será inevitavelmente medíocre. Irá ficar com a cara (de débil mental) daquele tipo de homem de TV que, após fazer as perguntas ao entrevistado e tendo escutado uma resposta sofisticada, tenta “traduzir” para o telespectador o que supostamente este não teria entendido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os adágios são importantes na vida de cada um, tanto é que, para o mal ou para o bem, sempre acreditamos que podemos conhecer uma pessoa se soubermos a sua frase predileta. E os próprios filósofos dizem frases mostrando que são suas prediletas. William James pronunciou três que, se não eram suas principais, eram bem suas queridas. Primeira: “há uma única coisa que um filósofo pode contar como sendo o que ele faz, que é contradizer um outro filósofo”. Segunda: “a filosofia de um filósofo nada mais é que uma expressão de seu temperamento”. Terceira: “o senso comum e o senso de humor são a mesma coisa, movendo-se em diferentes velocidades. Um senso de humor é apenas o senso comum dançando”. Todas podem ser lidas solitariamente, mas não devem ser lidas assim. Vale a pena vê-las no contexto do pragmatismo de James.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;© 2007/08&lt;br /&gt;Paulo Ghiraldelli Jr. e Francielle Maria Chies, pelo CEFA&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6837384105703305595-538570998384763967?l=corujadafilosofia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://corujadafilosofia.blogspot.com/feeds/538570998384763967/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6837384105703305595&amp;postID=538570998384763967' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6837384105703305595/posts/default/538570998384763967'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6837384105703305595/posts/default/538570998384763967'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://corujadafilosofia.blogspot.com/2008/08/adgio-popular-e-filosofia.html' title='Adágio Popular e Filosofia'/><author><name>Paulo Ghiraldelli Jr.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10010584274633570571</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://4.bp.blogspot.com/-CZWHGfs1l6o/TywGpnqDI5I/AAAAAAAAG2o/ewG9BCr-tps/s220/FUNDO%2BCINZA.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_ElVH5nwaexE/SJ0tDHFwNuI/AAAAAAAAA-w/Nn199drzQl4/s72-c/palavras+ao+leu_assinada.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6837384105703305595.post-739320951781655078</id><published>2008-08-04T06:46:00.004-03:00</published><updated>2008-12-10T03:10:01.554-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='O corpo na China Olímpica'/><title type='text'>O Corpo na China Olímpica</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_ElVH5nwaexE/SJbQaY6MyEI/AAAAAAAAA94/hMBPfFpLmJw/s1600-h/protestoalemao.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5230597169019144258" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_ElVH5nwaexE/SJbQaY6MyEI/AAAAAAAAA94/hMBPfFpLmJw/s320/protestoalemao.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O materialismo de Marx se imaginava sofisticado por não remeter a idéia de “matéria” à de “físico”. Afastando-se da “biologia”, Marx pensava ter dado um passo além da doutrina dos materialistas do século anterior ao dele. A “materialidade” de Marx se fez voltada para uma noção que apanhava as relações dos homens entre si e com o mundo que uma noção ligada à fisiologia ou à mecânica. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Os frankfurtianos quiseram devolver o corpo físico ao materialismo. Ou melhor, eles desejaram fazer o materialismo não deixar de lado o corpo físico. A dor e o prazer (sexual) foram tomados por eles como temas, e chegaram a acusar Marx de “ascetismo burguês”. Mas é difícil não ver em Adorno e Horkheimer o mesmo ascetismo que enxergaram em Marx, ainda que tenhamos em conta suas denúncias a respeito de como que o materialismo marxista – para não dizer toda a filosofia – fugia do problema de lidar com as sensações e com o sentimento. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Creio que foi Foucault o filósofo que devolveu o corpo físico ao materialismo (e Donald Davidson, em outro sentido). Em uma entrevista célebre, ele lembrou que seu materialismo lhe parecia mais radical que o de Marx exatamente por não se esquecer do corpo. Somos materialistas? Então, que sejamos mesmo! Vamos ao que temos de “matéria” – o corpo. Foi isso que ele disse. Foucault não via uma razão para deixar o corpo físico na cama da clínica médica que fosse maior que aquela razão que nos permitiria trazer o corpo físico para cima da escrivaninha do filósofo. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Foi assim que Foucault criou as noções e “bio-política da população” e “anátomo-política do corpo”. A biologia e a anatomia voltaram para a cena filosófica. Mas em um sentido inovador e inédito. Todavia, após Foucault, tivemos um refluxo. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Como filósofo, tenho tentado não deixar esses passos de progresso perderem seus rastros. Tenho insistido em fazer filosofia do corpo – em todas as dimensões que isso implica. No livro O corpo – filosofia e educação (Ática, 2007) eu expus mais estudos que vieram para completar os que foram colocados em O corpo de Ulisses (Escuta, 1995). Um dos temas que abordei foi o da identidade de grupos por meio da imagem do corpo. No momento em que escrevo, é esse o tema que se apresenta mais atual, quando pensamos na sua relação com a ética e com a política. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A questão do ano de 2008 que envolve o tema do corpo, entrelaçado com a ética e com a política, é aquela ligada aos Jogos Olímpicos da China. Posturas corporais que colocam o relógio em segundo plano estão em confronto com aquelas posturas que antes de elegerem o relógio como um deus tomam o corpo como relógio. A China que aliou “ditadura comunista” com “alta produtividade capitalista” defende este modelo, enquanto que o Tibet, incrustado nessa China, defende o primeiro modelo. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Assim, dois tipos de corpos estão em postos para o confronto. Mas não é só neste plano que o corpo aparece e se põe como centro. É que o corpo é “operado” para se colocar no âmbito da&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_ElVH5nwaexE/SJbQuVqcDUI/AAAAAAAAA-A/100ugDSbmJM/s1600-h/iati.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5230597511745113410" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_ElVH5nwaexE/SJbQuVqcDUI/AAAAAAAAA-A/100ugDSbmJM/s320/iati.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; disputa ética (sim, se trata de opções por diferentes ethos) e política em questão. Como? De uma forma bastante imaginativa: os grandes campeões que irão participar dos jogos resolveram colocar seus corpos – que todos querem ver – à disposição do público, mas sem as suas cabeças. No lugar das cabeças que pertencem aos seus corpos, aparecem cabeças de dissidentes chineses. O corpo sofre mutação fotográfica para que o protesto em favor do Tibet e da liberalização do regime se faça presente. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Alguém menos atento pode acreditar que isso nada é senão o velho e bom fenômeno da “entrada da política (democrática) nas quadras, campos, piscinas e pistas”. Nesse caso, seria a repetição de tipos de situações como a de Jesse Owens derrotando o atleta de Hitler, ou como aquela dos negros americanos cerrando os punhos em favor de respeito racial e, também, a dos boicotes de Comitês Olímpicos Nacionais contra a URSS (para se por contra o desrespeito a Direitos Humanos do comunismo) e contra a África do Sul (pelo fim do regime do Apartheid). Todavia, não vejo assim o modo do protesto dos atletas atuais contra o regime da China. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O que os atletas realizaram ao trocar as cabeças de seus corpos é simples, mas nunca foi feito antes! É a primeira vez que se está usando do corpo para se mostrar a dupla identidade, sem qualquer referência explícita às idéias. As idéias são pressupostas, não precisam aparecer. Nem há gestos (o punho fechado, dos negros, era um gesto que sempre veio junto com o movimento operário). O que precisa aparecer, agora, é a dupla identidade. Cada atleta é o que é o seu corpo, mais do que qualquer um de nós, talvez. Como possuem corpos em constante exposição, são bastante inconfundíveis aos aficionados dos esportes (que não são poucos). E, então, podem trocar de cabeças e, ainda assim, garantirem suas identidades. Parte do corpo, a cabeça, o “lugar das idéias”, é de um dissidente; e parte do corpo, a que funciona para o espetáculo olímpico, continua ali pronta para o espetáculo olímpico. O que cada atleta está dizendo é que ele tem a cabeça do dissidente, enquanto que o corpo continua respeitando os jogos. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Assim, não é necessário boicote. Não é necessário gestos ou faixas ou protestos na hora do evento. Basta agora, antes do evento, ocorrer a fusão, a dupla identidade. Cada um é submetido à cirurgia de troca de cabeças. Nem mesmo é utilizado o photoshop, é a pura colocação da foto do dissidente na frente do rosto, deixando o corpo atlético bem inconfundível à mostra. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Tal mensagem não é exclusivamente inteligente, ela é, também, sinal dos tempos. No passado, não a entenderíamos. Mas agora, que a identidade foi transferida do campo dos discursos abstratos para o discurso emitido pelo corpo, fica fácil entendermos o recado. Antes, pareceria uma brincadeira confusa. Hoje, é bem fácil saber que cada dissidente se tornou atleta e que estará no centro das quadras, pistas, piscinas e campos. Na festa do corpo, o corpo dita quem vai fazer o espetáculo o que será visto como espetáculo – não é fantástico? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O materialismo de nossos tempos trouxe o corpo para o palco central. E onde o materialismo de Marx já foi de todo deturpado, desde o início, nada melhor que um pouco de materialismo (ainda que não marxista) para irritar o Poder. Na China Olímpica de 2008 nossa inteligência de e para o protesto seguiu o corpo. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Paulo Ghiraldelli Jr., "o filósofo da cidade de São Paulo" &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6837384105703305595-739320951781655078?l=corujadafilosofia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://corujadafilosofia.blogspot.com/feeds/739320951781655078/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6837384105703305595&amp;postID=739320951781655078' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6837384105703305595/posts/default/739320951781655078'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6837384105703305595/posts/default/739320951781655078'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://corujadafilosofia.blogspot.com/2008/08/o-corpo-na-china-olmpica.html' title='O Corpo na China Olímpica'/><author><name>Paulo Ghiraldelli Jr.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10010584274633570571</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://4.bp.blogspot.com/-CZWHGfs1l6o/TywGpnqDI5I/AAAAAAAAG2o/ewG9BCr-tps/s220/FUNDO%2BCINZA.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_ElVH5nwaexE/SJbQaY6MyEI/AAAAAAAAA94/hMBPfFpLmJw/s72-c/protestoalemao.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6837384105703305595.post-7519644329714458836</id><published>2008-07-29T18:52:00.002-03:00</published><updated>2008-12-10T03:10:01.781-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='As Universidades de Corporações'/><title type='text'>As "Universidades" de Corporações</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_ElVH5nwaexE/SI-RjanDpQI/AAAAAAAAA8A/XD2XHExrfsg/s1600-h/Lenin+e+crian%C3%A7a.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5228557730025022722" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_ElVH5nwaexE/SI-RjanDpQI/AAAAAAAAA8A/XD2XHExrfsg/s320/Lenin+e+crian%C3%A7a.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O MST tem universidade. Ela ensina pouca ciência, mas sabe bem fazer uma doutrinação que não serve a ninguém, muito menos ao um “pensamento de esquerda” para o Brasil. É uma universidade corporativa que suga muito dinheiro do contribuinte, mas cujo retorno para a sociedade é pequeno. Como já &lt;a href="http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20080729/not_imp213532,0.php"&gt;noticiou o Estadão&lt;/a&gt;, o aluno desse lugar recebe bolsa e entra por indicação, sem vestibular. Os professores são afinados ideologicamente: é gente que vê as outras universidades (inclusive as públicas) como aliadas aos “interesses dos grandes produtores”. Duvido que Lênin, uma vez aqui, poria o filho dele para estudar em tal lugar. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Aliás, a esposa de Lênin, responsável pela educação russa no primeiro momento da Revolução de 1917, tentou colocar em prática os procedimentos do norte-americano liberal &lt;a href="http://deweytextsonline.area501.net/ImpressionsOfSovietRussia.htm"&gt;John Dewey &lt;/a&gt;que, por sua vez, teve conhecimento de perto de das &lt;a href="http://deweytextsonline.area501.net/ImpressionsOfSovietRussia.htm"&gt;experiências soviéticas&lt;/a&gt;. Nadejda Krupskaia não era burra, ela sabia que só a democracia tinha conseguido pensar em um “ensino ativo”. Mas teve azar, pois o socialismo de Lênin era tão pouco democrático quanto aquele que veio depois, com Stalin. As experiências de educação da esposa de Lênin foram logo substituídas por experiências afinadas com a ditadura comunista. A URSS foi um paraíso do “ensino tradicional” durante anos, como constatou Jean Piaget quando fez seu belo relatório sobre a educação mundial para a Unesco, nos anos oitenta.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Volto ao corporativismo. A qualidade do aluno que sai da Universidade do MST – e eu vi isso de perto – é algo de deixar qualquer um de queixo caído. Na verdade a tal Universidade é menos que um “colegião” – é um tipo de ensino fundamental ruim que dá diploma de ensino superior.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Apesar do investimento governamental (para isso há dinheiro na Educação, meu caro Fernando Haddad!), tal instituição não faz jus ao que o Brasil precisa em termos de pessoas que possam trabalhar bem e serem bons cidadãos. E caso o objetivo de tal universidade seja o de promover um pensamento de esquerda comprometido com transformações viáveis, então, o resultado é pior ainda. Pois o que tenho visto ali é que as pessoas saídas de tal escola nada defendem que seja de esquerda, apenas reproduzem chavões e palavras de ordem, em completo desconhecimento do pensamento filosófico da esquerda, muito menos da esquerda democrática.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Acabou? Não! Preparem-se, pois Fernando Haddad não quer apenas satisfazer a sede de Lula de agradar o MST, quer montar mais peças corporativas, imitando o estado fascista de Vargas. Ele já anunciou mais um passo desvairado nessa direção: a criação (no Nordeste) da &lt;a href="http://oglobo.globo.com/educacao/mat/2008/07/17/haddad_anuncia_criacao_de_universidade_afro-brasileira_para_2009-547303120.asp"&gt;Universidade Afro Brasileira&lt;/a&gt;. Disse que vai primeiro criar a coisa, e só depois irá pensar no dinheiro necessário. Portanto, pode ser apenas balão de ensaio para as eleições. O PT adora isso. Mas, ao final, acabará criando mesmo a escola, e irá ser algo nos moldes dessa coisa pouco razoável (para dizer o mínimo) que é a Universidade dos Sem Terra. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Disse e repito: minha oposição ao governo Lula é uma oposição diferente daquela que a direita e os conservadores fazem. Advogo medidas democráticas, de uma esquerda democrática. Assim, penso que o melhor seria, antes de criar qualquer coisa, primeiro assegurar os recursos. Sem isso, o ato de criação é irresponsável. Além disso, eu não apostaria em uma “Universidade Afro”; eu apostaria na ampliação, no interior das instituições de ensino já existentes – estatais e particulares – de institutos cujo objetivo seria o de ampliar os estudos de todas as comunidades que formaram o nosso povo, a partir da base posta pelo colonizador português. Seria um dinheiro melhor gasto se cada universidade tivesse recursos para cultivar a cultura italiana, japonesa, eslava e de outras faixas de imigrantes em conjunto com a cultura afro e a cultura indígena. Principalmente se isso se desse a partir de um forte incentivo para o estudo de línguas. Isso sim seria produtivo, e estaria em acordo com nossa constituição liberal e com nossa expectativa democrática. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Agora, uma “Universidade Afro”, criada pelo Governo – este governo –, é difícil de acreditar que ela não terá todos os vícios da escola corporativa do MST.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Os ultraconservadores dizem odiar essas medidas do governo Lula. Mas, no fundo, eles amam tais coisas. Tudo que possa ser usado por eles para reviver a Guerra Fria (e vir para a imprensa dizer que há “comunismo” no ensino), sempre será utilizado. Portanto, não temos que dar bolas para a crítica meramente ideológica contra a “Universidade Afro” ou a do MST. Dar ouvidos para a Veja é perder tempo. Temos de pensar em termos práticos: qual a razão de nós, contribuintes, pagarmos para que grupos tenham “universidades” que nem eles próprios tirarão proveito real? Digo isso e provo: podem trazer para mim os formados por essa universidade do MST (e já convido os da futura “Universidade Afro”), que eu aplico neles uma prova de ensino médio e nenhum deles passa. E olha que pego uma provinha daquelas fáceis. Aliás, nem precisa ser de ensino médio. Uma prova de ensino fundamental mesmo. Pego três exercícios fáceis de geometria plana, de oitava série, e coloco para esse pessoal resolver. Não resolvem. Faço três perguntas de história do ensino fundamental, daquelas mais comuns – não respondem. Ah, dou ainda uma “lambuja”: pego os alunos indicados pelos melhores professores de tal universidade para o teste. Querem apostar que vão mal?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O mais triste disso tudo não é ver que o presidente da República não tem a dimensão do que é saber e não saber algo. O mais terrível é notar que um ministro da Educação, que é professor na USP, acha que o modelo de brasileiro sábio é o Presidente da República! Então, eis aí a desgraça. Coisas como a Universidade do MST e, amanhã, a “Universidade Afro”, serão os modelos do que esse pessoal entende como sendo o que se deve fazer em educação. Com isso, não vamos sair do lugar que estamos. Estamos no fim da fila.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Paulo Ghiraldelli Jr é “o filósofo da cidade de São Paulo”&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6837384105703305595-7519644329714458836?l=corujadafilosofia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://corujadafilosofia.blogspot.com/feeds/7519644329714458836/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6837384105703305595&amp;postID=7519644329714458836' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6837384105703305595/posts/default/7519644329714458836'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6837384105703305595/posts/default/7519644329714458836'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://corujadafilosofia.blogspot.com/2008/07/as-universidades-de-corporaes.html' title='As &quot;Universidades&quot; de Corporações'/><author><name>Paulo Ghiraldelli Jr.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10010584274633570571</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://4.bp.blogspot.com/-CZWHGfs1l6o/TywGpnqDI5I/AAAAAAAAG2o/ewG9BCr-tps/s220/FUNDO%2BCINZA.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_ElVH5nwaexE/SI-RjanDpQI/AAAAAAAAA8A/XD2XHExrfsg/s72-c/Lenin+e+crian%C3%A7a.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6837384105703305595.post-1263044959153228682</id><published>2008-07-14T07:48:00.002-03:00</published><updated>2008-12-10T03:10:01.935-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Azeredo Freud e a Internet'/><title type='text'>Azeredo, Freud e a Internet</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;[&lt;a href="http://portal.filosofia.pro.br/noticia/censura-na-net.html"&gt;Veja aqui o vídeo&lt;/a&gt;]&lt;/span&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_ElVH5nwaexE/SHsvMs7JnLI/AAAAAAAAA2E/0nhfCIQpjBE/s1600-h/freudazeredocolorido.jpg"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5222820088130411698" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_ElVH5nwaexE/SHsvMs7JnLI/AAAAAAAAA2E/0nhfCIQpjBE/s320/freudazeredocolorido.jpg" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;O “freudismo de boteco” faz parte da cultura das pessoas bem escolarizadas. Ele tem lá sua utilidade. Por exemplo, não é inútil dizer que o “comportamento controlador” é resquício da “fase anal”. Querem ver?&lt;br /&gt;Em determinado período da infância temos prazer no ânus, associado às possibilidades de aprendizado do controle do esfíncter para a retenção ou soltura das fezes. Freud diz que essa fase é importante na estruturação da personalidade. Mas essa fase pode não ser “bem elaborada” e, então, as conseqüências aparecem no adulto; os resquícios da não ultrapassagem da fase surgem em forma de comportamento compulsivo em favor do controle de tudo. Exemplos? Vamos a eles.&lt;br /&gt;Você pode imaginar uma mãe que não consegue deixar os filhos ficarem adultos, pois quer controlar todos os passos deles. Uma geração de jovens com atitudes de “bananas” pode ter sua origem em uma educação assim, dada por uma mãe controladora.&lt;br /&gt;Mas a imaginação pode ir mais longe, e certamente Freud, que era um bom “espírito de porco”, deve ter se divertido muito com isso. Pode-se pensar no comportamento avarento, o do homem que controla o dinheiro. Aliás, essa família do Freud é toda dedicada a ironias. Seu sobrinho neto, o famoso pintor Lucien Freud, disse que tinha apenas uma imagem do seu avô, que era a de tê-lo visto contando dinheiro escondido, olhando para os lados ao pegar a chave da gaveta em que iria guardar as economias. Outros exemplos podem lembrar coisas trágicas, e não só engraçadas. Vejam.&lt;br /&gt;Quando os Estados Unidos foram atacados pelo terrorismo de Bin Laden, o filósofo norte-americano Richard Rorty escreveu vários artigos mostrando que as tentativas de controle do mundo, feitas por Bush, eram inúteis. Bom leitor de Freud, a quem considerava um gênio, Rorty queria ensinar o povo americano a viver a contingência (um tipo de amor fati, de Nietzsche), sem apelar para o apoio a Bush, um homem de visível “comportamento controlador” infantil.&lt;br /&gt;Os exemplos de Rorty foram muito bons. Não há como impedir que um terrorista pare com um barco nas costas dos Estados Unidos com uma bomba muito poderosa, de tamanho diminuto. Qualquer especialista da CIA e do FBI sabe que isso é possível e que, em tese, nunca deixará de ser uma possibilidade, tanto quanto é hoje. Esse exemplo vem a calhar para o caso brasileiro de discussão sobre as tentativas do senador Azeredo e outros conservadores de controlar nossa Internet.&lt;br /&gt;Os conservadores brasileiros estão dando mostras de “comportamento controlador”, que pode muito bem ter a ver com a não elaboração da fase anal. Vejam bem a idéia de Azeredo. Ele chegou a colocar no seu projeto, mesmo avisado por técnicos que isso não poderia ser feito, alguns dispositivos legais que acabariam por inviabilizar a Internet sem fio. Ora, o resultado prático pode ser resumido em manchete jornalística assim: “senador brasileiro exerce sua prazer anal tardio impedindo o avanço tecnológico brasileiro”. Sim, pois seria isso mesmo.&lt;br /&gt;Amigos, sejam razoáveis, o Brasil não pode engessar a NET com uma selva de leis. Parem Azeredo – é a única coisa que deveríamos pedir agora, já que não conseguimos Pará-lo no tempo do “mensalinho”.&lt;br /&gt;Outro comportamento controlador aparece em uma advogada bonitinha que posou para a imprensa, e que além da pose escreveu que não temos leis para o ambiente digital. Ora, de onde ela tirou isso? As leis sobre a imprensa, as de liberdades individuais, de segurança quanto a roubo de segredos industriais e comerciais, etc. não estão valendo mais? Elas estão e são de fato a única coisa que podemos fazer no caso da NET.&lt;br /&gt;Ninguém pode impedir que alguém compre um lap top por 800 reais e pare na esquina de um hotel qualquer, que tenha wireless, acione a NET, funcione como hacker para criar algum problema ou roubo e, em seguida, ateie fogo no lap top e desapareça. Mas, para que vamos ter medo disso? Qual o interesse do cidadão comum de tentar evitar isso? Ora, se houvesse algum interesse nisso, seria o mesmo interesse do doente mental que não sai de casa por que acredita que a qualquer momento um avião da Tam vai cair na sua cabeça. O avião da Tam caiu de fato na cabeça de uma família em Bauru, no passado. Matou quase a família toda. Mas nós não vamos deixar de sair de casa por isso. Pois imaginar que um avião cai na nossa cabeça é o mesmo que imaginar que um piano cai na nossa cabeça, mesmo sabendo que pianos não voam e aviões voam. Não nos movemos a partir de tentativas de controle do mundo ao nosso redor que não sejam razoáveis. Caso comecemos a tentar esse tipo de controle, ah! então eis a fase anal aí, dando suas cutucadas.&lt;br /&gt;Espero sinceramente que os americanos optem por Obama, e não McCain. O segundo é herói de guerra e eu respeito isso, mas ele pode dar seqüência ao tipo de comportamento de Bush, que é infantil. Espero que os brasileiros não apóiem Azeredo ou a advogada bonitinha nessa idéia de controle do incontrolável. Pois isso da advogada e do Azeredo também é pensar com o esfíncter. E acredito que é melhor pensarmos com os neurônios e deixar o esfíncter fazer o serviço próprio dele.&lt;br /&gt;Os estóicos ensinavam algo que é muito válido: o que não se pode controlar, não deve afligir o homem. De fato, temos de aceitar que há coisas que são criações nossas, mas que ao tentarmos controlá-las, elas serão destruídas, e o resultado será o caos total. Filhos e Internet são assim: nós os criamos para o mundo, as regras do mundo já bastam para eles, não podemos colocá-los em redoma de vidro.&lt;br /&gt;Não podemos, no Brasil, adotar uma política de controle da NET para além do que já temos. O que devemos fazer é usar das regras de convívio que já existem, para dar conta de mais um meio de comunicação. Temos de ser maduros, estóicos em sentido inteligente, para percebermos que advogadas bonitinhas e Azeredo são personalidades que Freud teria em mira, e não servem como modelos de gente madura. Ser adulto é, antes de tudo, saber que não sabemos nem mesmo a hora de nossa morte, que não sabemos nada, e que o mundo é um conjunto de contingências. Não temos que ficar buscando o prazer esfincteriano passado. Que Azeredo faça isso nas coisas dele, tudo bem, mas não pode querer fazer isso nas coisas nossas, públicas.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Paulo Ghiraldelli Jr., filósofo. &lt;a href="http://www.ghiraldelli.por.br/"&gt;http://www.ghiraldelli.por.br/&lt;/a&gt; e &lt;a href="http://www.filosofia.pro.br/"&gt;http://www.filosofia.pro.br/&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6837384105703305595-1263044959153228682?l=corujadafilosofia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://corujadafilosofia.blogspot.com/feeds/1263044959153228682/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6837384105703305595&amp;postID=1263044959153228682' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6837384105703305595/posts/default/1263044959153228682'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6837384105703305595/posts/default/1263044959153228682'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://corujadafilosofia.blogspot.com/2008/07/azeredo-freud-e-internet.html' title='Azeredo, Freud e a Internet'/><author><name>Paulo Ghiraldelli Jr.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10010584274633570571</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://4.bp.blogspot.com/-CZWHGfs1l6o/TywGpnqDI5I/AAAAAAAAG2o/ewG9BCr-tps/s220/FUNDO%2BCINZA.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_ElVH5nwaexE/SHsvMs7JnLI/AAAAAAAAA2E/0nhfCIQpjBE/s72-c/freudazeredocolorido.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6837384105703305595.post-665404878093065926</id><published>2008-07-12T20:09:00.003-03:00</published><updated>2008-12-10T03:10:02.720-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Platão Dantas e nossos juízes'/><title type='text'>Platão, Dantas e nossos juízes</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;[veja aqui, também, &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=KNuE1H79rls"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;o vídeo&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;]&lt;/span&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_ElVH5nwaexE/SHk7HIAxX2I/AAAAAAAAAzI/I0u3nUFqEPQ/s1600-h/Justi%C3%A7a+por+Rafael+di+Sanzio.jpg"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5222270236508643170" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_ElVH5nwaexE/SHk7HIAxX2I/AAAAAAAAAzI/I0u3nUFqEPQ/s200/Justi%C3%A7a+por+Rafael+di+Sanzio.jpg" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;Prenda Dantas. Solte Dantas. Prenda-o! Solte-o! Um homem rico é acusado e preso, e eis então que nosso sistema de leis e interpretações destas se mostra mais frágil do que imaginávamos. O Supremo Tribunal Federal pendeu para um lado, um grupo representativo de juízes federais pendeu para outro. Os argumentos técnicos de ambos os lados, tudo indica, não estão falhos &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O Brasil está diante de um impasse que, finalmente, se manifestou claramente. Foi necessário passar mais de duas décadas de democracia para que viéssemos a ter a possibilidade de questionar a politização do judiciário, sem qualquer desculpa a respeito de nossos erros. No tempo do regime militar a discussão não faria sentido. Agora, parece que começamos a amadurecer.&lt;br /&gt;No regime militar a politização do sistema judiciário era unidirecional. Na democracia, a politização se dá como vimos no caso de Dantas. Não queremos a politização anterior, mas precisamos saber regrar a politização atual. Caso não consigamos fazer isso, estaremos de volta às primeiras páginas de A República de Platão.&lt;br /&gt;Na República, o problema é exatamente este: nós, ocidentais, conseguimos encontrar um ponto acima de nossas vontades, de onde possa emanar o necessário para que a cidade seja justa? A Justiça tem uma morada independente? Os interlocutores iniciais de Sócrates, no livro, dizem que não. Sócrates (Platão) diz que ele pode mostrar que há, sim, um ponto objetivo e neutro, capaz de alimentar a Justiça – a verdadeira Justiça.&lt;br /&gt;A experiência que tivemos com o caso Dantas dá para alguns essa nostalgia da cidade ideal de Platão. É a nostalgia de um passado que nunca vivemos, uma vez que nenhum de nós jamais conseguiu ter um imóvel na Cidade Justa. Mas, diante do “caso Dantas”, queremos crer que deveria existir algo acima de todas as nossas vontades e avaliações, algo que estivesse escrito nas estrelas e que, à noite, pudesse ficar claro senão para todos nós, ao menos para os juristas, ou para um conselho de anciãos que alimentaria as decisões do rei-filósofo, ele próprio capaz, é claro, de também olhar para o céu e enxergar as mesmas leis.&lt;br /&gt;Olhamos para o céu uma noite, duas, três e ... nada! Nenhuma lei. E alguns que dizem que as viram, logo são contestados pela interpretação de outros, que dizem que as viram, mas que elas não diziam o que foi dito inicialmente. Dantas é preso. Dantas é solto. Dantas volta para a cadeia. Dantas vai para casa novamente.&lt;br /&gt;Maldita politização de nossa justiça – podemos exclamar! Todavia, nosso primo rico do Norte, que se vangloria – não sem razão – de ter um judiciário funcionando, que há muito tempo está em convívio com a democracia, saberia encontrar um paliativo, algo como que um remédio que nos tornaria quase curados da politização? Não teriam eles algum bálsamo que nos colocaria quase no caminho da Cidade Justa? Não teriam eles, naquelas enormes universidades e nos laboratórios de uma indústria potente uma droga qualquer que pudesse nos fazer quase que habitantes da comunidade platônica?&lt;br /&gt;O sistema americano tem apenas uma vantagem sobre o nosso: sua politização não é hipócrita. E não sendo assim, pode ser controlada.&lt;br /&gt;Os estadunidenses não ficam com medo de admitir que todos os seus juízes, antes de tudo, são juízes, ou seja, pessoas que julgam segundo avaliações observando um espectro ético-moral que é um espectro político. Nos Estados Unidos um conservador é um conservador e um liberal é um liberal. Ou seja, as pessoas não se envergonham de assumir posições. E os juízes assim fazem, até mais que outros tipos de profissionais.&lt;br /&gt;Nos Estados Unidos os juízes federais são nomeados pelo Presidente. São juristas experientes – este é o pré-requisito que o Presidente segue. É quase como aqui, mas não é igual. Eles são sabatinados no congresso americano sobre posições que não são nada técnicas, são posições claramente políticas. Todo o trabalho técnico que farão não será hipócrita, pois a sociedade fica conhecendo claramente o que pensam e quais os argumentos que possuem para pensar daquela maneira. Ao mesmo tempo, a população exerce um controle mais direto sobre os juízes estaduais, que são eleitos por votação popular. Os sistemas de leis são variados, e obedecem aos estados. Em alguns estados os juízes podem ser nomeados, mas podem ter a nomeação contestada por “juízes da oposição” após algum tempo de experiência no cargo.&lt;br /&gt;Em ambos os casos, federal e estadual, o que fica claro é que os americanos se comportam de modo assumidamente anti-platônico. Na prática, funciona ali uma filosofia historicista e pragmatista, e eles pressupõem que não há leis nas estrelas ou, se há, há também muita gente boa divergindo delas. Então, para que a lei seja a mais imparcial possível, o melhor modo é que todos conheçam as parcialidades de todos.&lt;br /&gt;No Brasil a politização da justiça não é admitida. É um pecado. Não pode ser dita. Tudo tem de parecer neutro, quando não é. Tudo tem de ficar por detrás de nomeações feitas pelo Presidente, sem que possamos ouvir o juiz nomeado; e só ficamos sabendo o que um juiz pensa quando aparece um Dantas. Outro elemento legitimador é a carreira burocrática, onde o concurso público assumiria também a função de Deus.&lt;br /&gt;Não podemos admitir que nosso sistema judiciário é hipocritamente politizado e, não assumindo isso, ele acaba ficando bem pior do que um sistema politizado; ele acaba, em determinados momentos, se aliando ao que é moralmente inaceitável, ao banditismo.&lt;br /&gt;Dantas preso e Dantas solto fez um grande bem a nós todos. Diante das andanças dele na porta da prisão, vamos ter de estudar e repensar nosso sistema de produção e utilização de juízes. Uma dose menor de hipocrisia ajudaria. Agora, o que não sabemos é se nossas escolas de Direito possuem cacife para produzirem uma discussão que nos leve a daqui uns anos sabermos o que fazer com Dantas.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Paulo Ghiraldelli Jr., filósofo. &lt;a href="http://www.filosofia.pro.br/"&gt;http://www.filosofia.pro.br/&lt;/a&gt; e &lt;a href="http://www.ghiraldelli.pro.br/"&gt;http://www.ghiraldelli.pro.br/&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6837384105703305595-665404878093065926?l=corujadafilosofia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://corujadafilosofia.blogspot.com/feeds/665404878093065926/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6837384105703305595&amp;postID=665404878093065926' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6837384105703305595/posts/default/665404878093065926'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6837384105703305595/posts/default/665404878093065926'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://corujadafilosofia.blogspot.com/2008/07/plato-dantas-e-nossos-juzes.html' title='Platão, Dantas e nossos juízes'/><author><name>Paulo Ghiraldelli Jr.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10010584274633570571</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://4.bp.blogspot.com/-CZWHGfs1l6o/TywGpnqDI5I/AAAAAAAAG2o/ewG9BCr-tps/s220/FUNDO%2BCINZA.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_ElVH5nwaexE/SHk7HIAxX2I/AAAAAAAAAzI/I0u3nUFqEPQ/s72-c/Justi%C3%A7a+por+Rafael+di+Sanzio.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
